Vontade de sair correndo até você, te abraçar, te beijar, apertar, apertar tanto, colar, grudar e não soltar nunca mais.
Vontade de te ver, te ouvir, te cheirar, te sentir.
Vontade.
Muita vontade de você!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
AR
Eu cheiro o pó da vida
colho as cinzas
sinto a falta de ar do meu pulmão.
Respirações profundas.
Intuições embaçadas.
Instintos mais que primitivos.
Eu cheiro o ar
Respiro a rua
Inalo a vida
Inspiro amor
Exalo solidão.
Puxo a vida refletida
pelo nariz e pela boca.
Solto por onde puder...
pelo nariz, pela boca,
pelo ouvido, pelos olhos,
pelo ânus...
Orifícios. Ofícios do ser.
Ser ar.
Ser eu.
colho as cinzas
sinto a falta de ar do meu pulmão.
Respirações profundas.
Intuições embaçadas.
Instintos mais que primitivos.
Eu cheiro o ar
Respiro a rua
Inalo a vida
Inspiro amor
Exalo solidão.
Puxo a vida refletida
pelo nariz e pela boca.
Solto por onde puder...
pelo nariz, pela boca,
pelo ouvido, pelos olhos,
pelo ânus...
Orifícios. Ofícios do ser.
Ser ar.
Ser eu.
Estações
Seis da manhã
Próxima estação
Para!
Eu preciso saltar.
O vagão está apertado
Eu preciso de ar.
Cada passo dado
é um mero achado
de eu.
Eu meu.
Identidade criada.
Criação coletiva
pentrando em mim.
Eu invadido por eu.
Eu.
Eu queria agora sentir o seu corpo
Mais... muito mais...
não é carnal;
é sentimental.
Puro coração.
Puro amor.
A estabilidade do meu eu com você.
Meu coração em paz.
Eu em paz.
Sentimentos vivos transbordam
em cada estação.
Toda estação é solitária
na ausência de um ponto final.
Próxima estação
Para!
Eu preciso saltar.
O vagão está apertado
Eu preciso de ar.
Cada passo dado
é um mero achado
de eu.
Eu meu.
Identidade criada.
Criação coletiva
pentrando em mim.
Eu invadido por eu.
Eu.
Eu queria agora sentir o seu corpo
Mais... muito mais...
não é carnal;
é sentimental.
Puro coração.
Puro amor.
A estabilidade do meu eu com você.
Meu coração em paz.
Eu em paz.
Sentimentos vivos transbordam
em cada estação.
Toda estação é solitária
na ausência de um ponto final.
Feriado
Sem canto, sem teto, sem chão...
Mochila nas costas
e um passo em direção.
Rumo ao sem destino
Andarilha do meu coração descalço.
Sem recheio, sem cereja
Derreto ações em
desertos de gelo.
Saio por ai a procurar
uma nova casa para morar.
Mochila nas costas
e um passo em direção.
Rumo ao sem destino
Andarilha do meu coração descalço.
Sem recheio, sem cereja
Derreto ações em
desertos de gelo.
Saio por ai a procurar
uma nova casa para morar.
ofício do ator
"Raios que partam esta profissão e quem a inventou!
Quando me ajuntei a eles, pensei que teria uma vida feliz: mas qual o quê!
Acho-a uma vida de cigano, pois são eles que nunca têm lugar certo ou estável.
Hoje aqui, amanhã lá: às vezes por terra, às vezes por mar: e, o que é pior, sempre
vivendo nas estalagens onde, na maioria das vezes paga-se bem e fica-se mal.
Bem que meu pai podia ter me colocado em algum outro ofício, no qual, acredito,
teria tirado maior proveito e lucro, e sem tanta lida, pois quem tem ofício se garante
neste mundo, costumava dizer Farfanicchio, meu companheiro.
Paciência! Eu já estou nisso; e nesta profissão, é só f icar o tempo de gastar um par
de sapatos para nunca mais querer sair."
D. Bruni - ator da Commedia dell'arte
Quando me ajuntei a eles, pensei que teria uma vida feliz: mas qual o quê!
Acho-a uma vida de cigano, pois são eles que nunca têm lugar certo ou estável.
Hoje aqui, amanhã lá: às vezes por terra, às vezes por mar: e, o que é pior, sempre
vivendo nas estalagens onde, na maioria das vezes paga-se bem e fica-se mal.
Bem que meu pai podia ter me colocado em algum outro ofício, no qual, acredito,
teria tirado maior proveito e lucro, e sem tanta lida, pois quem tem ofício se garante
neste mundo, costumava dizer Farfanicchio, meu companheiro.
Paciência! Eu já estou nisso; e nesta profissão, é só f icar o tempo de gastar um par
de sapatos para nunca mais querer sair."
D. Bruni - ator da Commedia dell'arte
sábado, 24 de abril de 2010
CORUJÃO NO VIRADÃO
CORUJÃO DA POESIA no Viradão Cultural Carioca.
Ontem representamos o Corujão da Poesia no Anfitetaro nos Arcos da Lapa, fizemos dois sets de 15 minutos entre as bandas: Destemido Wallace e Manacá. Foi ótimo, fluiu muito bem. Estávamos eu, Paulo Betto, Lucas Castelo Branco e Vinicius Figueiredo.... depois chegou Fábio Nunes e Luizinho Alves. VIVA A POESIA! E ARTE QUE NOS TRANSFORMA. E HOJE TEM MAIS..... MAIS CORUJÃO NA LAPA NO VIRADÃO!!!!!
Anfiteatro - Arcos da Lapa. Programação: 21h - Black Alien. 22:45 Intervenção do Corujão. 23h - Rimax 00:15 - Intervenção do Corujão e 00:30 - Marcelo D2. lá vamos nós.......
Estamos representando o Corujão da Poesia de Niterói. Salve Nikiti!!!
Ontem representamos o Corujão da Poesia no Anfitetaro nos Arcos da Lapa, fizemos dois sets de 15 minutos entre as bandas: Destemido Wallace e Manacá. Foi ótimo, fluiu muito bem. Estávamos eu, Paulo Betto, Lucas Castelo Branco e Vinicius Figueiredo.... depois chegou Fábio Nunes e Luizinho Alves. VIVA A POESIA! E ARTE QUE NOS TRANSFORMA. E HOJE TEM MAIS..... MAIS CORUJÃO NA LAPA NO VIRADÃO!!!!!
Anfiteatro - Arcos da Lapa. Programação: 21h - Black Alien. 22:45 Intervenção do Corujão. 23h - Rimax 00:15 - Intervenção do Corujão e 00:30 - Marcelo D2. lá vamos nós.......
Estamos representando o Corujão da Poesia de Niterói. Salve Nikiti!!!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
passagem do sonho pelo país das não-maravilhas.
Quebrou o encanto.
Desfez.
A fadinha cansou e foi procurar outras magias e casas para cuidar.
O príncipe virou sapo.
O castelo desmoronou.
A madrasta apareceu,
Alice adormeceu,
seu gato parou de sorrir.
A bruxa envenenou todas as maças,
a vovó da chapeuzinho vermelho comeu todas
e vomitou na cara do lobo mau.
Os 7 anões estão com pesadelos e não conseguem trabalhar.
O espelho da Branca de Neve quebrou.
Faltam peças do quebra-cabeça.
Países impossíveis de conquistar no jogo de War.
Lugares onde já não se pode voltar.
A purpurina caiu toda no chão,
as bolinhas de sabão estouraram
e o encanto partiu-se em pedaços
como um copo de cristal que sem querer cai no chão.
Em segundos, a terra estremeceu e nos afastou.
Larvas vulcanicas separam nossos quadrados.
A casinha de boneca virou casa mal assombrada.
O parquinho um trem fantasma.
No lugar de duendes, monstros.
Quebrou o encanto.
A TV está PB, chuviscando,
Mas logo virá uma LCD cheia de cores.
Muitas cores.
Novas cores.
Imagens perfeitas no sonho da minha vida,
no palco do meu coração.
O sonhou acabou?
Ainda não acabaram os sonhadores!!!
Desfez.
A fadinha cansou e foi procurar outras magias e casas para cuidar.
O príncipe virou sapo.
O castelo desmoronou.
A madrasta apareceu,
Alice adormeceu,
seu gato parou de sorrir.
A bruxa envenenou todas as maças,
a vovó da chapeuzinho vermelho comeu todas
e vomitou na cara do lobo mau.
Os 7 anões estão com pesadelos e não conseguem trabalhar.
O espelho da Branca de Neve quebrou.
Faltam peças do quebra-cabeça.
Países impossíveis de conquistar no jogo de War.
Lugares onde já não se pode voltar.
A purpurina caiu toda no chão,
as bolinhas de sabão estouraram
e o encanto partiu-se em pedaços
como um copo de cristal que sem querer cai no chão.
Em segundos, a terra estremeceu e nos afastou.
Larvas vulcanicas separam nossos quadrados.
A casinha de boneca virou casa mal assombrada.
O parquinho um trem fantasma.
No lugar de duendes, monstros.
Quebrou o encanto.
A TV está PB, chuviscando,
Mas logo virá uma LCD cheia de cores.
Muitas cores.
Novas cores.
Imagens perfeitas no sonho da minha vida,
no palco do meu coração.
O sonhou acabou?
Ainda não acabaram os sonhadores!!!
EU - menina - moleque
EU
arranjou um jeito de tirar o coração do buraco.
EU
inventou um moleque que escala as paredes do buraco como se fosse um jogo divertido e leviano.
EU
sai com o meu menino a jogar bolas, correr e pular.
EU
fala o que pensa e coloca o pau na mesa.
EU
brinca e finge.
EU
diverte-se.
EU
precisa fantasiar-se de homem para enfrentar os romantismos e o amor em excesso de minha menina.
arranjou um jeito de tirar o coração do buraco.
EU
inventou um moleque que escala as paredes do buraco como se fosse um jogo divertido e leviano.
EU
sai com o meu menino a jogar bolas, correr e pular.
EU
fala o que pensa e coloca o pau na mesa.
EU
brinca e finge.
EU
diverte-se.
EU
precisa fantasiar-se de homem para enfrentar os romantismos e o amor em excesso de minha menina.
sábado, 17 de abril de 2010
eu.
Enquanto espero, escrevo.
Escrevo porque não tenho nada mais para fazer...
é uma fuga.
solidão.
carência.
carente de mim.
Eu.
Ser, sempre fui tão forte....
e agora fraca de mim.
Ser eu, ser independente.
de quem?
de mim?
Eu + eu = eu.
eu quem?
Só?
Com muitos?
Vários?
Tudo e nada?
Ser eu.
Esteriótipo?
carrego em mim o que eu sou
ou o que eu quero ser?
Eu sou quem?
Imagem de mim?
Eu comigo sou eu e eu.
eu me amo?
Eu me basto?
Eu
Eu
Eu
eu sou nada.
eu sou eu com outro eu
espelho.
reflexo.
Eu reflito eu em vc.
Delírio
Imagem borrada do meu eu.
Meu?
Seu?
Nós?
Espero...
escrevo...
e nada...
Eu.
resta eu.
Escrevo porque não tenho nada mais para fazer...
é uma fuga.
solidão.
carência.
carente de mim.
Eu.
Ser, sempre fui tão forte....
e agora fraca de mim.
Ser eu, ser independente.
de quem?
de mim?
Eu + eu = eu.
eu quem?
Só?
Com muitos?
Vários?
Tudo e nada?
Ser eu.
Esteriótipo?
carrego em mim o que eu sou
ou o que eu quero ser?
Eu sou quem?
Imagem de mim?
Eu comigo sou eu e eu.
eu me amo?
Eu me basto?
Eu
Eu
Eu
eu sou nada.
eu sou eu com outro eu
espelho.
reflexo.
Eu reflito eu em vc.
Delírio
Imagem borrada do meu eu.
Meu?
Seu?
Nós?
Espero...
escrevo...
e nada...
Eu.
resta eu.
domingo, 4 de abril de 2010
FLASH MOB
FLASH MOB - FESTA IMAGINÁRIA
A proposta: 18h na Cinelândia começar a dançar como se estivesse rolando mó sonzão... e só parar 18:30. Pessoas que não se conheciam dançando para chamar atenção para liberação das festas de música eletrônica no Rio de Janeiro.
Fomos convidadas para fazer a performance CORPINTURADAS, eu e Melina Tofanello...
No dia da ação caiu uma chuva louca... vi no site que aconteceria mesmo em caso de chuva... Comprei um guarda-chuva enorme e fizemos a roupa de plástico bolha.
Chegamos faltando 10 minutos... Eu, Mel e Tavinho para filmar... Não sabíamos o que ia acontecer... e de repente, 18h em ponto algumas pessoas começam a dançar. Iniciamos tb nossa ação... usando o guarda-chuva que escorria tintas coloridas.. lindo! Mel me pintou até onde deu... era muito chuva e a tinta escorria toda. Depois ela cansou de ficar molhada e eu fiquei como pinto no lixo dançando na chuva sem iPod e com minha roupa aos pedaços... nas mãos para não sujar o chão... rsrsrs...
Tavinho perdeu a maior parte da filmagem, mas conseguiu salvar os minutos finais.
Essa foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz.
Demorei para postar o vídeo, esse MOB aconteceu no ano passado e na época eu escrevi aqui no blog... segue...
CHUVA NO MOB
Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
A proposta: 18h na Cinelândia começar a dançar como se estivesse rolando mó sonzão... e só parar 18:30. Pessoas que não se conheciam dançando para chamar atenção para liberação das festas de música eletrônica no Rio de Janeiro.
Fomos convidadas para fazer a performance CORPINTURADAS, eu e Melina Tofanello...
No dia da ação caiu uma chuva louca... vi no site que aconteceria mesmo em caso de chuva... Comprei um guarda-chuva enorme e fizemos a roupa de plástico bolha.
Chegamos faltando 10 minutos... Eu, Mel e Tavinho para filmar... Não sabíamos o que ia acontecer... e de repente, 18h em ponto algumas pessoas começam a dançar. Iniciamos tb nossa ação... usando o guarda-chuva que escorria tintas coloridas.. lindo! Mel me pintou até onde deu... era muito chuva e a tinta escorria toda. Depois ela cansou de ficar molhada e eu fiquei como pinto no lixo dançando na chuva sem iPod e com minha roupa aos pedaços... nas mãos para não sujar o chão... rsrsrs...
Tavinho perdeu a maior parte da filmagem, mas conseguiu salvar os minutos finais.
Essa foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz.
Demorei para postar o vídeo, esse MOB aconteceu no ano passado e na época eu escrevi aqui no blog... segue...
CHUVA NO MOB
Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
achados na gaveta
cada gaveta que mexo.... acho uns escritos.... cada caderno velho de ed. física tem escritos...
esse é de 2003
como vou jogar no lixo, coloco aqui para rever minha vida mais tarde... lá vai:
O tempo passa... E com ele acontecem muitas coisas...
Principalmente quando somos jovens e ainda estamos tentando entender o que é o mundo e quem realmente somos nós.
À medida que o tempo passa, descobrimos algumas coisas e esquecemos outras... Percebemos que a vida é uma constante aprendizagem. ERRAR é fundamental.
Errando e sofrendo, amadurecemos.
esse é de 2003
como vou jogar no lixo, coloco aqui para rever minha vida mais tarde... lá vai:
O tempo passa... E com ele acontecem muitas coisas...
Principalmente quando somos jovens e ainda estamos tentando entender o que é o mundo e quem realmente somos nós.
À medida que o tempo passa, descobrimos algumas coisas e esquecemos outras... Percebemos que a vida é uma constante aprendizagem. ERRAR é fundamental.
Errando e sofrendo, amadurecemos.
sexta-feira, 26 de março de 2010
o Olho é um teatro por dentro
Mapa de anatomia: o Olho
O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
Muitas pinturas:
azuis, verdes, amarelas.
É um globo brilhante:
parece de cristal,
é como um aquário com plantas
finamente desenhadas: algas, sargaços,
miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro.
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
O Olho é um teatro por dentro.
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.
Cecília Meireles
O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
Muitas pinturas:
azuis, verdes, amarelas.
É um globo brilhante:
parece de cristal,
é como um aquário com plantas
finamente desenhadas: algas, sargaços,
miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro.
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
O Olho é um teatro por dentro.
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.
Cecília Meireles
domingo, 14 de março de 2010
O ATOR - Plínio Marcos
Conheci esse texto há 5 anos quando passava pela Av. Rio Branco e vi que tinha uma pequena exposição sobre o Plínio Marcos no Teatro Glauce Rocha. Dei uma olhada e peguei um programa.(tenho mania de guardar programas de peças, exposições... mania chata que entope minhas gavetas!)
No programa tinha esse texto: O ATOR
Eu li e chorei, chorei. Fiquei muito emocionada porque estava vivendo um período conturbado no Teatro, um pouco revoltado até. Estava em crise.
Foi ai que fui parar na poesia e senti-me livre das amarras que estava sentindo no Teatro. A poesia me ofereceu uma liberdade tão grande que virei até poeta. Sou uma trabalhadora da poesia e serei para sempre militante desse movimento. Agradeço muito por tudo que conheci e vivi através dela. As pessoas, as palavras, as possibilidades, a dureza e a beleza da vida.
Hoje estou retornando ao Teatro de verdade. Na poesia eu interpreto, danço, faço performances... uso minha atriz. Mas agora estou falando de Teatro, Teatro mesmo. Um reencontro especial e difícil, pois novamente estou tendo que me enfrentar de forma absoluta. Agora encontrei o Teatro que tanto procurei, desejei. Aquele ímpeto primário de quando iniciei meus estudos, intenso, profundo, livre de sistemas.... tantos desejos... tanta força. Sei lá. Estou no caminho. E sei que é o certo. Sinto-me perdida ainda.
Bom, nesse exato momento, arrumando minhas coisas, encontrei o programa da Exposição do Plínio Marcos... e o texto O ATOR. Veio a calhar. Momento oportuno para as minhas reflexões e minha fase de transição. De tempos em tempos aparecem esses tempos nublados, confusos, de trocas, mortes e renascimentos.
O ATOR
Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano
tornem um homem duro ou cínico
a ponto de fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas,
sempre haverá no seu coração,
por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda
ecos dos sons de algum momento de amor já vivido.
Bendito seja que souber dirigir-se
a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo
no pequeno porém macio núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma
de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita.
E por ai inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.
O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas
nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor, tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar de que é um Cristo da humanidade:
seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que, para ser um ator de verdade,
vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem, muita humildade e, sobretudo,
um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria
personalidade em favor de seus personagens
com a única intenção de fazer a sociedade entender que
o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados,
como pretendem os hipócritas, com seus hipócritas códigos de ética.
Amo o ator nas suas alucinantes
variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
quando ele, como viajor solitário,
sem bússola da fé ou da ideologia,
é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente,
procurando, no seu mais secreto íntimo,
afinidades com as distorções de caráter do seu personagem.
Amo o ator mas ainda quando,
depois de tantos martírios, surge no palco com segurança,
oferecendo seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade
para expor, sem nenhuma reserva,
toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor os aleijões da alma humana,
Na tentativa de que o público se compreenda, se fortaleça
e caminhe no rumo de um mundo melhor,
a ser construído pela harmonia e pelo amor.
Amo o ator consciente
de que a recompensa possível não é o dinheiro, nem o aplauso.
Mas a esperança de poder rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que no palco,
Cada palavra e cada gesto são efêmeros,
pois nada registra nem documenta sua grandeza.
Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que o teatro é eterno
e jamais será superado por qualquer arte
que se valha da técnica mecânica.
Plínio Marcos
No programa tinha esse texto: O ATOR
Eu li e chorei, chorei. Fiquei muito emocionada porque estava vivendo um período conturbado no Teatro, um pouco revoltado até. Estava em crise.
Foi ai que fui parar na poesia e senti-me livre das amarras que estava sentindo no Teatro. A poesia me ofereceu uma liberdade tão grande que virei até poeta. Sou uma trabalhadora da poesia e serei para sempre militante desse movimento. Agradeço muito por tudo que conheci e vivi através dela. As pessoas, as palavras, as possibilidades, a dureza e a beleza da vida.
Hoje estou retornando ao Teatro de verdade. Na poesia eu interpreto, danço, faço performances... uso minha atriz. Mas agora estou falando de Teatro, Teatro mesmo. Um reencontro especial e difícil, pois novamente estou tendo que me enfrentar de forma absoluta. Agora encontrei o Teatro que tanto procurei, desejei. Aquele ímpeto primário de quando iniciei meus estudos, intenso, profundo, livre de sistemas.... tantos desejos... tanta força. Sei lá. Estou no caminho. E sei que é o certo. Sinto-me perdida ainda.
Bom, nesse exato momento, arrumando minhas coisas, encontrei o programa da Exposição do Plínio Marcos... e o texto O ATOR. Veio a calhar. Momento oportuno para as minhas reflexões e minha fase de transição. De tempos em tempos aparecem esses tempos nublados, confusos, de trocas, mortes e renascimentos.
O ATOR
Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano
tornem um homem duro ou cínico
a ponto de fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas,
sempre haverá no seu coração,
por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda
ecos dos sons de algum momento de amor já vivido.
Bendito seja que souber dirigir-se
a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo
no pequeno porém macio núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma
de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita.
E por ai inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.
O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas
nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor, tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar de que é um Cristo da humanidade:
seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que, para ser um ator de verdade,
vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem, muita humildade e, sobretudo,
um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria
personalidade em favor de seus personagens
com a única intenção de fazer a sociedade entender que
o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados,
como pretendem os hipócritas, com seus hipócritas códigos de ética.
Amo o ator nas suas alucinantes
variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
quando ele, como viajor solitário,
sem bússola da fé ou da ideologia,
é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente,
procurando, no seu mais secreto íntimo,
afinidades com as distorções de caráter do seu personagem.
Amo o ator mas ainda quando,
depois de tantos martírios, surge no palco com segurança,
oferecendo seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade
para expor, sem nenhuma reserva,
toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor os aleijões da alma humana,
Na tentativa de que o público se compreenda, se fortaleça
e caminhe no rumo de um mundo melhor,
a ser construído pela harmonia e pelo amor.
Amo o ator consciente
de que a recompensa possível não é o dinheiro, nem o aplauso.
Mas a esperança de poder rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que no palco,
Cada palavra e cada gesto são efêmeros,
pois nada registra nem documenta sua grandeza.
Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que o teatro é eterno
e jamais será superado por qualquer arte
que se valha da técnica mecânica.
Plínio Marcos
DIA DA POESIA
HOJE É DIA NACIONAL DA POESIA
E EU AGRADEÇO MUITO POR VIVER A POESIA!!!
VIVAAAAAA!
Agradeço a todos os meus companheiros, poetas ou não, que compartilham a poesia da vida!
E EU AGRADEÇO MUITO POR VIVER A POESIA!!!
VIVAAAAAA!
Agradeço a todos os meus companheiros, poetas ou não, que compartilham a poesia da vida!
o amor me comeu
Os Três Mal-Amados
fala de Joaquim
(trechos)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões da visita. O amor veio e comeu todos os papéis
onde eu escrevera meu nome.
(...)
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida dos meus ternos, o número dos meus sapatos,
o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
(...)
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas meus raios-X.
Comeu meus testes mentais,meus exames de urina.
(...)
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos
(...)
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão. Comeu meu silencio, minha dor de cabeça,
meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
fala de Joaquim
(trechos)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões da visita. O amor veio e comeu todos os papéis
onde eu escrevera meu nome.
(...)
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida dos meus ternos, o número dos meus sapatos,
o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
(...)
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas meus raios-X.
Comeu meus testes mentais,meus exames de urina.
(...)
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos
(...)
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão. Comeu meu silencio, minha dor de cabeça,
meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
sexta-feira, 12 de março de 2010
Eu me exponho.
Com os pés no chão caminho em exposição
Estou dando a cara a tapa e não tenho medo de apanhar
Partes de mim estão morrendo e mais tarde renascerão novas
Transições da minha alma gritam em desespero
Medo
Coração e razão sem sintonia
Meu corpo está divido
Minhas emoções me confundem
Minha força e meu escudo estão me enterrando dentro do meu coração.
A menina mimada que não sabe perder descobre agora que é orgulhosa.
Estou dando a cara a tapa e não tenho medo de apanhar
Partes de mim estão morrendo e mais tarde renascerão novas
Transições da minha alma gritam em desespero
Medo
Coração e razão sem sintonia
Meu corpo está divido
Minhas emoções me confundem
Minha força e meu escudo estão me enterrando dentro do meu coração.
A menina mimada que não sabe perder descobre agora que é orgulhosa.
quinta-feira, 11 de março de 2010
palavras do email
Hoje recebi um email da Thereza Christina Rocque da Motta.
Assunto: Livro é um ser vivo.
E preciso fazer um Ctrl C, Ctrl V de uma citação de Anaïs Nin, que ela usa no texto: "Lemos aquilo que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro".
E termina o email:
"Lemos o que precisamos". Nem mais, nem menos. Se não sabe o que ler, espere: o livro o encontrará.
Eu adorei e registrei.
Valeu, Thereza!!!
Assunto: Livro é um ser vivo.
E preciso fazer um Ctrl C, Ctrl V de uma citação de Anaïs Nin, que ela usa no texto: "Lemos aquilo que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro".
E termina o email:
"Lemos o que precisamos". Nem mais, nem menos. Se não sabe o que ler, espere: o livro o encontrará.
Eu adorei e registrei.
Valeu, Thereza!!!
sexta-feira, 5 de março de 2010
palavras do Facebook.
o assanho da alma que se agita
quando a razão aflita se depara com as fronteiras fechadas do desentendimento
só a passagem secreta
nas cercas de arame farpado
só as beiras dos precipícios que se precipitam no caminho cheio de emboscadas
só a passagem de cordas bambas no abismo
nos levam a libertação para a inóspita região do amor e da felicidade
do meu amigo Marco Lyrio
quando a razão aflita se depara com as fronteiras fechadas do desentendimento
só a passagem secreta
nas cercas de arame farpado
só as beiras dos precipícios que se precipitam no caminho cheio de emboscadas
só a passagem de cordas bambas no abismo
nos levam a libertação para a inóspita região do amor e da felicidade
do meu amigo Marco Lyrio
verdades e mentiras
"Se nada se pode provar, por mais verdadeiro, então a verdade do fato vale tanto quanto a versão mais mentirosa e improvável desse mesmo fato. Em vez de perder tempo tentando descobrir verdades não provadas, podemos usar a imaginação para inventar mentiras possíveis."
Augusto Boal
"O suicida com medo da morte"
Augusto Boal
"O suicida com medo da morte"
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Pensamentos meus
Pensamentos são formados por algo que sentimos por fora ou por dentro?
Pensamentos nascem do meu olhar para o mundo e para os outros olhos ou dos meus olhos profundos(da alma e do ânus)?
Pensamentos brotam da fonte pura da primeira queda da cachoeira
Ou transformam-se constantemente a cada pedra que passa quando já vira rio e nada mais o para?
Pensamentos meus.
Incomoda-me o pensamento
Sou partidária do movimento
e do mais puro sentimento.
Bobo, não?! Rima piegas.
Sofro de um constante desespero pela busca do que é mais natural.
Nunca saberei o que é real...
Talvez.
Pensamentos nascem do meu olhar para o mundo e para os outros olhos ou dos meus olhos profundos(da alma e do ânus)?
Pensamentos brotam da fonte pura da primeira queda da cachoeira
Ou transformam-se constantemente a cada pedra que passa quando já vira rio e nada mais o para?
Pensamentos meus.
Incomoda-me o pensamento
Sou partidária do movimento
e do mais puro sentimento.
Bobo, não?! Rima piegas.
Sofro de um constante desespero pela busca do que é mais natural.
Nunca saberei o que é real...
Talvez.
antigo...
da série achados na gaveta.
esse é velho.... antes de eu pensar em fazer militância poética. 2004.
QUEBRA DE BARREIRAS é destruir,
Desmontar tudo que era concreto!
E assim enxergar.
Alcançar o que está além do que foi imposto e fixado.
A queda é dura.
Mas depois se refaz.
Outras barreiras são construídas para depois serem quebradas
E assim sucessivamente....
Sobe e desce, alto e baixo.
Desmontar para construir, para pensar e refletir
E assim viver e crescer
E também transformar.
Todo movimento é motivado,
Assim move a vida.
Através de movimentos que ondulam.
Linha reta seria uma vida passiva
e sem as contradições que nos levam a AGIR!
Clarice
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
Natureza Viva
Eu escrevo palavras na areia
e o mar apaga.
Eu desenho borbulhas na água
e a onda leva.
Eu sopro bolinhas de sabão no ar
e o vento estoura.
A natureza transforma
água em gelo,
gelo em água,
água em vapor,
vapor em chuva.
... E eu ainda não estou satisfeita!
Ilha de Boipeba - Praia de Tassimirim - 06 de janeiro de 2010
e o mar apaga.
Eu desenho borbulhas na água
e a onda leva.
Eu sopro bolinhas de sabão no ar
e o vento estoura.
A natureza transforma
água em gelo,
gelo em água,
água em vapor,
vapor em chuva.
... E eu ainda não estou satisfeita!
Ilha de Boipeba - Praia de Tassimirim - 06 de janeiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
fragmentos
Tristeza, vai embora e diz pra ela não voltar.
Diz que eu fui embora e que a senhora dos meus desejos habita agora um outro lugar.
Confetes e serpentinas embalam cores, bocas, cervejas e muito suor. Fantasias divertidas, espíritos alegres e um desespero de ser feliz!
Ser o folião da vida e sair por ai a cantar...
"Bandeira branca, amor..."
Preciso me tocar que fumar mais um cigarro não vai adiantar.
A dor não passa, a angustia não dilue e meu coração não para de sentir você.
Não posso mais esperar pelo seu amor. Não posso mais sufocar meu peito de fumaça. Não posso mais não fazer nada só para pensar em você.
Eu estou desejando perfurar sua alma, emburacar até entender o que eu sinto. Estou aflita para resolver esta charada. Meu coração pede que meu cérebro entre em ação.
Eu estou com vontade de me jogar nos seus braços, te dar mil abraços grátis e beijar seu corpo da cabeça aos pés. Eu estou afim de me jogar no abismo, abandonar as morais e entender melhor cada pedaço do seu ser.
Eu queria olhar nos seus olhos agora e dizer tudo, tudo que sinto. Revelar minhas entranhas e desnudar minha alma. Recordar cada parte e colocar para fora. Expurgar esse amor preso, rejeitado.
Nossas realidades distintas e nossos corações ligados na semelhança da alma, das vontades e dos desejos de enfretar a vida com a força de um leão.
Sinto que você sente o mesmo. Mas de fato, não sei.
Não sei, você é tão... que fico confusa de onde termina o seu tesão e começa o seu coração.
Sei que nos amamos, isso eu sei, você sabe. E só!
Estamos presos na nossa liberdade.
Diz que eu fui embora e que a senhora dos meus desejos habita agora um outro lugar.
Confetes e serpentinas embalam cores, bocas, cervejas e muito suor. Fantasias divertidas, espíritos alegres e um desespero de ser feliz!
Ser o folião da vida e sair por ai a cantar...
"Bandeira branca, amor..."
Preciso me tocar que fumar mais um cigarro não vai adiantar.
A dor não passa, a angustia não dilue e meu coração não para de sentir você.
Não posso mais esperar pelo seu amor. Não posso mais sufocar meu peito de fumaça. Não posso mais não fazer nada só para pensar em você.
Eu estou desejando perfurar sua alma, emburacar até entender o que eu sinto. Estou aflita para resolver esta charada. Meu coração pede que meu cérebro entre em ação.
Eu estou com vontade de me jogar nos seus braços, te dar mil abraços grátis e beijar seu corpo da cabeça aos pés. Eu estou afim de me jogar no abismo, abandonar as morais e entender melhor cada pedaço do seu ser.
Eu queria olhar nos seus olhos agora e dizer tudo, tudo que sinto. Revelar minhas entranhas e desnudar minha alma. Recordar cada parte e colocar para fora. Expurgar esse amor preso, rejeitado.
Nossas realidades distintas e nossos corações ligados na semelhança da alma, das vontades e dos desejos de enfretar a vida com a força de um leão.
Sinto que você sente o mesmo. Mas de fato, não sei.
Não sei, você é tão... que fico confusa de onde termina o seu tesão e começa o seu coração.
Sei que nos amamos, isso eu sei, você sabe. E só!
Estamos presos na nossa liberdade.
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
reticências
Eu sinto que posso querer sair por ai por aqui escrevendo o que vier na minha tela ignorando toda e qualquer pontuação gramatical sem pontos sem virgulas sem paragrafos ou frases ou acentos ahh reticências amo tanto as reticências que como poderia escrever sem elas como vc me lê é diferente do que eu estou sentindo portanto a pontuação é sua e não minha mas eu concordo que pelo menos a virgula ajuda a diferenciar e facilitar caminhos a virgula é capaz de mudar o assunto transviar burlar a regra e o momento de respirar como fica fica nessa historia quem lê o que mofou morangos não mofam nas mãos de quem quer comer mas as palavras passam da validade no coração que deseja sentir apenas palavras em vão não servem para atenuar cada palavra ou virgula as atitudes estão nas ações cotidianas eu vou fazer meu dia ser ser algo não somente algo qualquer perecível mas algo algo que não explica ou nada apenas fuma traga sente e passa índio quer cachimbo índio quer fazer fumaça apenas eu poderia te dizer essas palavras para que elas fossem interpretadas da maneira que eu desejo chegar no seu coração caminho árduo todavia eu não facilito a sua ou nossa compreensão dos fatos pois se quer me dou ao luxo de colocar virgulas pontos ou até quem sabe acentos acentuar as camadas coloridas do arco-írias que inspira o meu desejo de agora aqui nesse quarto nessa cama de fazer o que eu quero desse momento algo que pouco me importa o que será as vezes não consigo não acentuar porque ai seria além do que meu cérebro pode alcançar incompreensível demais para as massas musculares que habitam nossos corpos foda-se se você é cerebral demais e não entende Clarice com letra maiúscula sim porque é nome de gente gente racional não compreende os vômitos do ser humano pulsante do coração da mente errante que prefere errar e assim aprender novos caminhos esse fluxo não para e eu preciso parar dormir descançar acalmar minha voz grave que rapidamente fica rouca conseguirei não fumar e parar já chega de punheta cerebral sentimental mas se assim sou assim serei e não conseguirei disfarçar nem fingir nem ser o arlequim da commedia dell´arte palhaço paspalhão bobo da corte desconhecido do grande público pede seus aplausos para sair de cena e desejar que se criem reais possibilidades para seres estrangeiros dos mundos habitados eu escrevo para mim e nada importa além da poesia que paira no meu coração importa sim transmitir algo a alguém mas não impor o que eu penso os pensamentos devem vir de suas cabeças porque não tem valor algum se vier de outras a sua cabeça de medusa será cortada se vc não expor para que veio ao mundo preciso parar se pontuasse faria mais sentido vou ler isso e gravar na memória dos sentidos do sentido do sentinela da prisão mundana domiciliar domesticando suas formas e prazeres e eu preciso parar mas o impeto é tao profundo que me impede e não respondo mais a mim eu ser individuo betina e não o ser artista que represento pelas ruas e bares e praias e motanhas e shows e espetáculos e tragédias e derrotas dedico esse vômito a Caio Fernando Abreu seus morangos mofados e a Clarice Lispector por sua coragem e garra de manter misterioso o que é o mistério e nunca será desvendado pelas esfinges cerebrais talvez até as corporais pré-históricas tenham mais o que dizer do profundo sentimento verdadeiro de viver estou em Curitiba no hotel e acabo de ouvir tiros sei que são tiros porque já estou acostumada com os seus barulhos moro no Rio de Janeiro cidade maravilhosa de mulatas praias carnaval e balas perdidas aprendi o som seco da bala tenho que aprender sou menina sou mulher e preciso parar agora já dar um fim a essa história que não conta nada nada nada nada e bóia no mar uma palavra puxa a outra mas agora preciso absorver o nada e dormir e depois trabalhar e usar minha voz minha arma que precisa descançar e estar inteira inteira busco ser sempre inteira sou sou sou inteira e acabou reticências
cheiro
merda de cheiro
impregnado na minha alma
vou tomar um bom banho
e lavar as impurezas do mundo real
mas continuará em mim...
cheiro maldito que não quer me largar.
liberta-me do sentimento maldito de te desejar.
amar?
amor não!
cheiro é sentimento da carne.
carne mal passada.
vamos passar tudo a limpo?
Resolver bobas questões deixadas de lado...
bate, bate aqui.
no peito.
no coração.
no corpo, ele, o corpo, não engana!
não adianta eu dizer NÃO!
e ele, o corpo, dizer SIM.
não posso fugir dos meus instintos animais, primitivos.
eu sou um ser da caverna.
impregnado na minha alma
vou tomar um bom banho
e lavar as impurezas do mundo real
mas continuará em mim...
cheiro maldito que não quer me largar.
liberta-me do sentimento maldito de te desejar.
amar?
amor não!
cheiro é sentimento da carne.
carne mal passada.
vamos passar tudo a limpo?
Resolver bobas questões deixadas de lado...
bate, bate aqui.
no peito.
no coração.
no corpo, ele, o corpo, não engana!
não adianta eu dizer NÃO!
e ele, o corpo, dizer SIM.
não posso fugir dos meus instintos animais, primitivos.
eu sou um ser da caverna.
jogo
caminhos sinuosos;
curvas.
a linha de chegada está no ponto final da partida.
atrás do que se pensa,
ou na frente do que ama.
ao lado do pulso.
pressão alta que atinge os possíveis pícaros.
índio pícaro.
indiana jones.
não é vc.
não sou eu.
fantasia de carnaval
inspirada nos anos 70.
será que se fosse outra época
seria diferente?
ou...
o que muda o nosso padrão?
culpa?
desejo?
tesão?
acho que não.
pode até ser que sim....
mas depende de tantos fatores
que sou incapaz de definir o futuro.
O jogo está em minhas mãos,
possuo a canastra real.
mas não quero competir e muito menos ganhar.
Esse jogo sujo não me interessa.
Jogo as cartas na mesa
e entrego o seu desejo de mim em outro.
ou outras.
não importa.
o que importa é o jogo
não o vencedor.
Vence quem conquistar mais países no jogo de War.
Eu perdi, de W.O.
game over para minhas emoções.
meu sexo que exploda o himalaia.
prefiro meu coração nas ondulções do mar...
e dos céus também.
quem sabe?!
eu não sei.
vc sabe?!
sinto seu cheiro em mim.
respiro e sinto o seu cheiro.
apenas nesse momento desejo vc muito perto de mim.
mas amanhã quando acordar
e tomar o banho diário
lavarei minha alma
meus órgãos
e meu peito.
fico eu.
meu cheiro.
recheio.
e vc, morre.
....
game over.
again.
...
...
...
curvas.
a linha de chegada está no ponto final da partida.
atrás do que se pensa,
ou na frente do que ama.
ao lado do pulso.
pressão alta que atinge os possíveis pícaros.
índio pícaro.
indiana jones.
não é vc.
não sou eu.
fantasia de carnaval
inspirada nos anos 70.
será que se fosse outra época
seria diferente?
ou...
o que muda o nosso padrão?
culpa?
desejo?
tesão?
acho que não.
pode até ser que sim....
mas depende de tantos fatores
que sou incapaz de definir o futuro.
O jogo está em minhas mãos,
possuo a canastra real.
mas não quero competir e muito menos ganhar.
Esse jogo sujo não me interessa.
Jogo as cartas na mesa
e entrego o seu desejo de mim em outro.
ou outras.
não importa.
o que importa é o jogo
não o vencedor.
Vence quem conquistar mais países no jogo de War.
Eu perdi, de W.O.
game over para minhas emoções.
meu sexo que exploda o himalaia.
prefiro meu coração nas ondulções do mar...
e dos céus também.
quem sabe?!
eu não sei.
vc sabe?!
sinto seu cheiro em mim.
respiro e sinto o seu cheiro.
apenas nesse momento desejo vc muito perto de mim.
mas amanhã quando acordar
e tomar o banho diário
lavarei minha alma
meus órgãos
e meu peito.
fico eu.
meu cheiro.
recheio.
e vc, morre.
....
game over.
again.
...
...
...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
da viagem da Bahia - Viver o Vento
É como se nada passasse por mim...
Somente vento
as vezes até passam palavras.
É como se o vento me levasse...
O tempo do bahiano tomou conta do meu tempo.
Estou a viver o vento.
Eu estou atrás de mim.
O vento deixa minha identidade lá atrás.
Embalada pelo som das folhas dos coqueiros,
amo a Bahia.
é aqui que recarrego minhas energias.
ENERGIA EÓLICA aqui é o que não falta.
Entrego minha cabeça para o vento e nada mais penso.
Não penso, somente existo.
Vivo no vento e meus músculos relaxam até derreter
na água quente e acolhedora do mar da Bahia.
Estou a viver o vento.
Vídeos feitos na Praia de Moreré, Ilha de Boipeba.
o mesmo poema em duas paisagens.
Somente vento
as vezes até passam palavras.
É como se o vento me levasse...
O tempo do bahiano tomou conta do meu tempo.
Estou a viver o vento.
Eu estou atrás de mim.
O vento deixa minha identidade lá atrás.
Embalada pelo som das folhas dos coqueiros,
amo a Bahia.
é aqui que recarrego minhas energias.
ENERGIA EÓLICA aqui é o que não falta.
Entrego minha cabeça para o vento e nada mais penso.
Não penso, somente existo.
Vivo no vento e meus músculos relaxam até derreter
na água quente e acolhedora do mar da Bahia.
Estou a viver o vento.
Vídeos feitos na Praia de Moreré, Ilha de Boipeba.
o mesmo poema em duas paisagens.
Curitiba
Estou em Curitiba.
Hoje tem apresentação do grupo Voluntários da Pátria no Colégio Santa Maria.
Estamos na programação do I Congresso Jovem Marista.
Grupo: Eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz, Pedro Poeta e Adressa Koetz.
Estamos sem o nosso integrante Igor Cotrim que está no reallity show "A Fazenda 2".
Vamos torcer por ele! Já está na última semana do programa.
Amanhã eu e o Tavinho vamos fazer o lançamento dos nossos livretos que fazem parte da HEART.ACTION COLLECTION. Vamos fazer performances... Informações abaixo.
E depois vamos gravar poemas para RadioCaos.
Hoje tem apresentação do grupo Voluntários da Pátria no Colégio Santa Maria.
Estamos na programação do I Congresso Jovem Marista.
Grupo: Eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz, Pedro Poeta e Adressa Koetz.
Estamos sem o nosso integrante Igor Cotrim que está no reallity show "A Fazenda 2".
Vamos torcer por ele! Já está na última semana do programa.
Amanhã eu e o Tavinho vamos fazer o lançamento dos nossos livretos que fazem parte da HEART.ACTION COLLECTION. Vamos fazer performances... Informações abaixo.
E depois vamos gravar poemas para RadioCaos.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
veio e vai...
Caminhando pela Praia de Icarai com havaianas no pé e uma mochila pesada nas costas.
Sinto calor, estou quente por dentro.
Sinto cheiro e gosto de vida.
Sustento o meu insustentável peso de ser.
Caminho com minhas obrigações e agora, mais do que nunca, caminho sozinha.
Sei que no fundo se é só no mundo.
Caminho e memórias passam pelo meu corpo.
Chego na Rua Álvares de Azevedo e cada passo é uma lembrança do meu avô.
O cinema que hoje já não existe mais...
A Cantina DiDanta onde comíamos pizza que hoje é um prédio.
O Hortifruti que era uma casa abandonada e eu sempre olhava com assombro e curiosidade.
O Colégio Alzira Bittencourt que foi derrubado e preparam seu terreno para mais um prédio...
Escrevi esse texto no final do ano passado quando sai do terraço da Layana e resolvi fazer uma visita para minhas tias-avós que ainda moravam no apartamento do meu avô.
Era um domingo e eu sentia a melancolia típica desse dia e sentia também a dor das mudanças.
Sentia com força o sentimento de que tudo passa, transforma, acaba.
E o quanto a força do amor permance.
Hoje, dia 26 de janeiro de 2010 retomo estes sentimentos com o falecimento da minha tia-avó Sônia Rohe Kopp, irmã mais velha da mãe de minha mãe: Hebe Rohe Kopp, que já se foi há anos e foi o meu primeiro contato com a morte, aos 9 anos.
Herdei a cor dos olhos da descendência alemã de minha avó e seus familiares. Minha tia-avó Sônia tinha os olhos mais lindos da família: azul da cor do céu.
Registro aqui o meu profundo agradecimento aos meus antepassados.
Tudo que sou, a forma da minha formação, o carinho de minha educação.
A única coisa que fica é o amor.
As lembranças são o meu maior tesouro.
As perdas me fazem mais madura.
Dentro de mim nascem novos sentimentos de vida.
Aceitar o ciclo do começo, meio e fim.
Aceitar a vida que pulsa no meu coração.
Minha tia-avó Sônia sempre me ensinou orações, filosofias de vida e a força dos cristais protetores...
Quando eu tinha mais ou menos uns 8 anos, ela me ensinou uma oração que carrego comigo até hoje e ainda tenho escrito no papel desde aquela época com minha letrinha de menina e corações. Vou scanear e postar aqui, mas por enquanto, como estou sem scaner..... ai vai, a oração de Lauro Trevisan:
SOU PERFEITA, ALEGRE E FORTE.
TENHO AMOR E MUITA SORTE.
SOU FELIZ E INTELIGENTE.
VIVO POSITIVAMENTE.
TENHO PAZ.
SOU UM SUCESSO.
CONSIGO TUDO QUE PEÇO.
CONFIO FIRMEMENTE
NO PODER DE MINHA MENTE.
PORQUE DEUS É O MEU SUBCONSCIENTE.
Fora isso...
hj tb é aniversário do meu amigo e poeta predileto Tavinho Paes. Viva a vida!!!
E ontem a reinauguração da Livraria da Travessa foi maravilhosa!
Segue link do JB Online com fotos e comentários de Heloisa Tolipan:
http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18988
Falando poesia aos pés de Pixinguinha na Travessa do Ouvidor
Sinto calor, estou quente por dentro.
Sinto cheiro e gosto de vida.
Sustento o meu insustentável peso de ser.
Caminho com minhas obrigações e agora, mais do que nunca, caminho sozinha.
Sei que no fundo se é só no mundo.
Caminho e memórias passam pelo meu corpo.
Chego na Rua Álvares de Azevedo e cada passo é uma lembrança do meu avô.
O cinema que hoje já não existe mais...
A Cantina DiDanta onde comíamos pizza que hoje é um prédio.
O Hortifruti que era uma casa abandonada e eu sempre olhava com assombro e curiosidade.
O Colégio Alzira Bittencourt que foi derrubado e preparam seu terreno para mais um prédio...
Escrevi esse texto no final do ano passado quando sai do terraço da Layana e resolvi fazer uma visita para minhas tias-avós que ainda moravam no apartamento do meu avô.
Era um domingo e eu sentia a melancolia típica desse dia e sentia também a dor das mudanças.
Sentia com força o sentimento de que tudo passa, transforma, acaba.
E o quanto a força do amor permance.
Hoje, dia 26 de janeiro de 2010 retomo estes sentimentos com o falecimento da minha tia-avó Sônia Rohe Kopp, irmã mais velha da mãe de minha mãe: Hebe Rohe Kopp, que já se foi há anos e foi o meu primeiro contato com a morte, aos 9 anos.
Herdei a cor dos olhos da descendência alemã de minha avó e seus familiares. Minha tia-avó Sônia tinha os olhos mais lindos da família: azul da cor do céu.
Registro aqui o meu profundo agradecimento aos meus antepassados.
Tudo que sou, a forma da minha formação, o carinho de minha educação.
A única coisa que fica é o amor.
As lembranças são o meu maior tesouro.
As perdas me fazem mais madura.
Dentro de mim nascem novos sentimentos de vida.
Aceitar o ciclo do começo, meio e fim.
Aceitar a vida que pulsa no meu coração.
Minha tia-avó Sônia sempre me ensinou orações, filosofias de vida e a força dos cristais protetores...
Quando eu tinha mais ou menos uns 8 anos, ela me ensinou uma oração que carrego comigo até hoje e ainda tenho escrito no papel desde aquela época com minha letrinha de menina e corações. Vou scanear e postar aqui, mas por enquanto, como estou sem scaner..... ai vai, a oração de Lauro Trevisan:
SOU PERFEITA, ALEGRE E FORTE.
TENHO AMOR E MUITA SORTE.
SOU FELIZ E INTELIGENTE.
VIVO POSITIVAMENTE.
TENHO PAZ.
SOU UM SUCESSO.
CONSIGO TUDO QUE PEÇO.
CONFIO FIRMEMENTE
NO PODER DE MINHA MENTE.
PORQUE DEUS É O MEU SUBCONSCIENTE.
Fora isso...
hj tb é aniversário do meu amigo e poeta predileto Tavinho Paes. Viva a vida!!!
E ontem a reinauguração da Livraria da Travessa foi maravilhosa!
Segue link do JB Online com fotos e comentários de Heloisa Tolipan:
http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18988
Falando poesia aos pés de Pixinguinha na Travessa do Ouvidor
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
algo novo
no meio das coisas antigas (ainda virão mais)
algo novo que acontecerá nessa próxima segunda-feira dia 25/01:
Reinaguração da livraria Travessa 1.

algo novo que acontecerá nessa próxima segunda-feira dia 25/01:
Reinaguração da livraria Travessa 1.

Eu participo 11:30 falando os poemas 'DEVORAR' de Alphonsus Guimaraens Filho e 'As livrarias' de Fransisco Bosco.
Estão no blog: www.diasdelivraria.blogspot.com
mais antigo ainda.
Arrumando minhas coisas, achei um poema escrito em 05 de outubro de 2007.
Sinto o apoio dos braços na mesa
o peso do cansaço
uma grande mochila nas costas curvadas.
ainda tenho escudo.
Estou perdendo a potência da espadada
e o alvo da flecha.
O que me resta dessa metálica armadura?
Vou passear com o tempo,
Encontrar com os momentos
E navegante sigo sem reta, sem testa
O coração é o que me resta.
E sinto sua leveza bombeando meu corpo...
até meu pensamento.
Sinto o apoio dos braços na mesa
o peso do cansaço
uma grande mochila nas costas curvadas.
ainda tenho escudo.
Estou perdendo a potência da espadada
e o alvo da flecha.
O que me resta dessa metálica armadura?
Vou passear com o tempo,
Encontrar com os momentos
E navegante sigo sem reta, sem testa
O coração é o que me resta.
E sinto sua leveza bombeando meu corpo...
até meu pensamento.
14 de dezembro de 2009
Seguindo 'coisas antigas'....
CEP 20 mil em homenagem a Mario Bortolotto
saiu na coluna "Gente Boa".
Fizemos uma leitura dramatizada da peça "O método": eu, Beatriz Provasi, Marcela Giannini, Juliana Hollanda e Karla Sabah.... Foi muito, muito divertido! Era a batalha dos egos, eu representava o EGO 1 e Marcela Giannini o EGO 2. A foto pega exatamente um golpe que o 1 dava no 2 falando: "Eu acredito na Carla Perez e napaternidade do Gugu". rsrsrsrs.......
Gente Boa - Segunda Caderno - O Globo
E tem link do vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=dS_CbKQp89Y
CEP 20 mil em homenagem a Mario Bortolotto
saiu na coluna "Gente Boa".
Fizemos uma leitura dramatizada da peça "O método": eu, Beatriz Provasi, Marcela Giannini, Juliana Hollanda e Karla Sabah.... Foi muito, muito divertido! Era a batalha dos egos, eu representava o EGO 1 e Marcela Giannini o EGO 2. A foto pega exatamente um golpe que o 1 dava no 2 falando: "Eu acredito na Carla Perez e napaternidade do Gugu". rsrsrsrs.......
Gente Boa - Segunda Caderno - O Globo
E tem link do vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=dS_CbKQp89Y
saudade de postar
O blog está atrasado.... de certa forma isso me incomoda um pouco...
Preciso postar coisas que já passaram e ai vai...
Para dar alguma continuidade no post anterior: Natal.
Poeta-oculto.
Beatriz Provasi me tirou e eu ganhei de presente um lindo poema.
a poesia impressa no corpo
a poesia expressa na fala
poesia nas veias
olhos, sorrisos
no coração
a força de mil cavalos
a fome de cem leões
o fogo de dez dragões
e o canto de uma sereia
na sua voz
e ela é só uma menina
bailarina, serpentina
brincando de ser feliz
é uma atriz que esbarrou na poeta e disse:
-desculpa, não vi que você estava ai...
e a poeta já estava nela
poética, com cores vibrantes
corpinturada na sua pele
luminosa nos olhinhos que pedem mais
a poeta rompeu o casulo
borboleta colorida
e saiu voando por ai...
levando a atriz, a bailarina, a menina
a voar mais alto, mais leve, sempre mais...
um dia ainda vejo ela na tevê, na tela do cinema
num close up que faz ver a alma
e vou dizer: que linda! Ela é poesia...
ela ainda é a menina que brinda.
Beatriz Provasi
Preciso postar coisas que já passaram e ai vai...
Para dar alguma continuidade no post anterior: Natal.
Poeta-oculto.
Beatriz Provasi me tirou e eu ganhei de presente um lindo poema.
a poesia impressa no corpo
a poesia expressa na fala
poesia nas veias
olhos, sorrisos
no coração
a força de mil cavalos
a fome de cem leões
o fogo de dez dragões
e o canto de uma sereia
na sua voz
e ela é só uma menina
bailarina, serpentina
brincando de ser feliz
é uma atriz que esbarrou na poeta e disse:
-desculpa, não vi que você estava ai...
e a poeta já estava nela
poética, com cores vibrantes
corpinturada na sua pele
luminosa nos olhinhos que pedem mais
a poeta rompeu o casulo
borboleta colorida
e saiu voando por ai...
levando a atriz, a bailarina, a menina
a voar mais alto, mais leve, sempre mais...
um dia ainda vejo ela na tevê, na tela do cinema
num close up que faz ver a alma
e vou dizer: que linda! Ela é poesia...
ela ainda é a menina que brinda.
Beatriz Provasi
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
fim de ano
é Natal! Viva a família!
Feliz Natal!
Feliz final de ano!
Feliz começo!
Feliz!
Viva a vida e a poesia que ilumina meus dias!
Obrigada a todos que de uma forma ou de outra me ensinam a viver melhor.
Vou para o Festival de Arte e Cultura Alternativa Universo Paralello fazer a performance: 'Poesia para degustar'.Vou circular por todas as áreas do Festival oferecendo um cardápio com diversos nomes de poetas e a pessoa abordada escolhe o poeta-prato que deseja degustar. Vou participar do cabaret de variedades com 'A poesia é uma lady' de Tavinho Paes e do cabaret noturno com 'Pouso Pacato em Plutão' do Raul Seixas. Depois do Festival permanceço na Bahia até o dia 14 de janeiro. ulaláaaaa.
www.universoparalello.art.br
Feliz Natal!
Feliz final de ano!
Feliz começo!
Feliz!
Viva a vida e a poesia que ilumina meus dias!
Obrigada a todos que de uma forma ou de outra me ensinam a viver melhor.
Vou para o Festival de Arte e Cultura Alternativa Universo Paralello fazer a performance: 'Poesia para degustar'.Vou circular por todas as áreas do Festival oferecendo um cardápio com diversos nomes de poetas e a pessoa abordada escolhe o poeta-prato que deseja degustar. Vou participar do cabaret de variedades com 'A poesia é uma lady' de Tavinho Paes e do cabaret noturno com 'Pouso Pacato em Plutão' do Raul Seixas. Depois do Festival permanceço na Bahia até o dia 14 de janeiro. ulaláaaaa.
www.universoparalello.art.br
sábado, 12 de dezembro de 2009
Corpinturadas - Clarice
A performance CORPINTURADAS que realizo em parceria com Melina Toffanello, artista plástica e estilista.... Cada vez que nos apresentamos, criamos algo diferente... A última criação foi feita para o evento "Ensaios"... e colocamos trechos de Clarice Lispector da obra 'Água Viva'. Escolhi trechos que ela fala sobre pintar e escrever. A roupa é feita de papel cartão e papel ofício.Foi muito bonito... e por isso vamos repetir toda a ideia no Corujão de Niterói nesta segunda-feira, dia 14, a partir de 20:30 no Bar São Nunca na Praia de Icarai. A entrada é gratuita e esperamos vc com sua arte, afinal de contas o microfone é liberado e o protagonismo é o grande aliado do movimento.
Viva a arte! Criar é liberar a vida que existe em vc!
As fotos estão em ordem decrescente. A última é a primeira, minha roupa ainda estava toda branca e não tinha recebido a tinta-palavra.
Fotos de Júlio Pereira e Sheyla Castilho.
link- http://picasaweb.google.com/julioinx/ConvAfinada091209#
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Fumo este cigarro.
Fumo este cigarro
como se fizesse algo proibido
escondido de mim mesma.
Fumo este cigarro
com desespero
esperando ser o último
Fumo este cigarro
com tanta vontade
e repulsa
Fumo este cigarro
e penso em toda a força
que essa merda atua em mim.
Fumo este cigarro
meu coração dispara
e libera em mim muita substância INA.
Preciso dela para encarar o mundo?!
como se fizesse algo proibido
escondido de mim mesma.
Fumo este cigarro
com desespero
esperando ser o último
Fumo este cigarro
com tanta vontade
e repulsa
Fumo este cigarro
e penso em toda a força
que essa merda atua em mim.
Fumo este cigarro
meu coração dispara
e libera em mim muita substância INA.
Preciso dela para encarar o mundo?!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
e ai
Inspirações transpiram pelos poros.
E secam rapidamente como o suor.
Passam pelo ar...
E ai, ou você pega ou não.
Acontece de pegar torto também.
Entrar na onda errada
e acabar perdendo a prancha.
O pior é quando a onda perfeita passa...
você pega, mas não registra...
e ai, você esquece, como o sonho...
você acorda, lembra um pouco..
passam minutos...
e ai, você esquece...
Ou quando você está absolutamente levado pelos instintos...
no caso, alterado, bêbado, domado pelos sentimentos...
Você é capaz de fazer ou dizer coisas que jamais diria ou falaria.
E ai, você percebe que aquilo é o real. Ou não.
Mas se for real...
Você está numa sinuca de bico,
afinal você não é capaz de agir com os seus instintos no momento em que deseja.
Você acaba de se tornar uma máquina programada.
E todos podem ter o seu manual.
E ai...
Já era.
Você é do mundo.
E não mais seu.
E secam rapidamente como o suor.
Passam pelo ar...
E ai, ou você pega ou não.
Acontece de pegar torto também.
Entrar na onda errada
e acabar perdendo a prancha.
O pior é quando a onda perfeita passa...
você pega, mas não registra...
e ai, você esquece, como o sonho...
você acorda, lembra um pouco..
passam minutos...
e ai, você esquece...
Ou quando você está absolutamente levado pelos instintos...
no caso, alterado, bêbado, domado pelos sentimentos...
Você é capaz de fazer ou dizer coisas que jamais diria ou falaria.
E ai, você percebe que aquilo é o real. Ou não.
Mas se for real...
Você está numa sinuca de bico,
afinal você não é capaz de agir com os seus instintos no momento em que deseja.
Você acaba de se tornar uma máquina programada.
E todos podem ter o seu manual.
E ai...
Já era.
Você é do mundo.
E não mais seu.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Meu tempo
Quando é meu tempo?
Meu momento passa, vive e engorda.
Meu instante é agora.
Já passou.
Agora, já passou.
Estou atrás do tempo?
Meu momento 'ócio criativo' não chega.
Sem previsões de tempo.
Eu não vivo no tempo de ninguém.
Meu tempo é meu.
(o meu pai comprou pra 'eu')
Meu momento passa, vive e engorda.
Meu instante é agora.
Já passou.
Agora, já passou.
Estou atrás do tempo?
Meu momento 'ócio criativo' não chega.
Sem previsões de tempo.
Eu não vivo no tempo de ninguém.
Meu tempo é meu.
(o meu pai comprou pra 'eu')
ENSAIOS - CORPINTURADAS - Clarice

Mais uma edição inédita da performance CORPINTURADAS com minha parceira Melina Tofanello. Dessa vez, vamos experimentar frases da obra 'Água Viva' de Clarice Lispector e base de fundo com o baixo de Arnaldo Brandão.
Depois posto aqui as frases escolhidas e editadas.
Viva a experimentação! Viva o instante-já! Viva o ensaio!!!!!!
domingo, 6 de dezembro de 2009
agenda 2
continuo atrasada e sem tempo de postar tudo que acontece comigo.
quinta-feira foi muito legal... teve a festa de confraternização de fim de ano dos alunos da AQUA FISH, academia do meu pai em Niterói. Papai lutou muito para conquistar seu espaço, iniciou com natação, foi o grande pioneiro de natação para bebês e quase todos os jovens que conheço de Niterói aprenderam a nadar com ele ou na Aqua Fish, que esse ano completou 33 anos.
A grande atração da festa foi o meu grupo VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA que levou poesia para exercitar o grande músculo do coração. Fomos: eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz e nosso convidado Bayard Tonelli. Igor Cotrim não esteve presente pois está partipando do programa "A Fazenda 2" da Rede Record.
João Luiz nos deu o prazer de sua presença, fez um discurso bonito e sorteou livros.
Quem sabe o Corujão da Poesia não chega na Região Oceânica de Niterói?
Sexta-feira rolou mais uma edição de "Sala de Visita" com Glad Azevedo no Conversa Afinada, mantiveram o mesmo convidado: CAZUZA. E eu falei uns textos pouco conhecidos dele....
VIVA CAZUZA!!!!
Essa semana temos a primeira edição do evento ENSAIOS tb no Conversa Afinada:
ENSAIOS
Rachel Antonini (MG) - Tiago Mocotó e sua banda “Feira Livre” - Elllas e os Monstros - “Corpinturadas” com Betina Kopp e Melina Tofanello – Lançamento do curta “O futuro a Deus pertence” com Narjara Turetta e Romeo D’Ângelo, direção: Leo Colle, roteiro: Eduardo Nassife – Fotopoemas de Graça Carpes e Fabio Fabrício Fabretti - Sarau artístico, aberto ao público – e você.
Data: 09/12/2009
Hora: 21:30h
Entrada: R$ 10,00
Apoio: Cachaça Mucama
http://silencio-poetasensaiando.blogspot.com
Adicione “Evento Ensaios” no Facebook e venha divulgar sua arte!!
Produção e apresentação de Claudia Gomes e Omar Marzagão
EU E MINHA PARCEIRA MELINA TOFANELLO VAMOS FAZER CORPINTURADAS COM PALAVRAS: TRECHOS DE CLARICE LISPECTOR DO LIVRO ' ÁGUA VIVA'.
E ainda tem o CEP 20 mil do Chacal dia 10.... e nós vamos lá dar uma pinta... provavelmente vou fazer alguma parceira com Tavinho Paes.
ahhhhh, bloguinho querido, tenho tanta coisa para te dizer.... mas está faltando tempo....
Aguarde-me! Voltarei inteira, 'forte e bela como um cavalo novo' (Clarice)
quinta-feira foi muito legal... teve a festa de confraternização de fim de ano dos alunos da AQUA FISH, academia do meu pai em Niterói. Papai lutou muito para conquistar seu espaço, iniciou com natação, foi o grande pioneiro de natação para bebês e quase todos os jovens que conheço de Niterói aprenderam a nadar com ele ou na Aqua Fish, que esse ano completou 33 anos.
A grande atração da festa foi o meu grupo VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA que levou poesia para exercitar o grande músculo do coração. Fomos: eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz e nosso convidado Bayard Tonelli. Igor Cotrim não esteve presente pois está partipando do programa "A Fazenda 2" da Rede Record.
João Luiz nos deu o prazer de sua presença, fez um discurso bonito e sorteou livros.
Quem sabe o Corujão da Poesia não chega na Região Oceânica de Niterói?
Sexta-feira rolou mais uma edição de "Sala de Visita" com Glad Azevedo no Conversa Afinada, mantiveram o mesmo convidado: CAZUZA. E eu falei uns textos pouco conhecidos dele....
VIVA CAZUZA!!!!
Essa semana temos a primeira edição do evento ENSAIOS tb no Conversa Afinada:
ENSAIOS
Rachel Antonini (MG) - Tiago Mocotó e sua banda “Feira Livre” - Elllas e os Monstros - “Corpinturadas” com Betina Kopp e Melina Tofanello – Lançamento do curta “O futuro a Deus pertence” com Narjara Turetta e Romeo D’Ângelo, direção: Leo Colle, roteiro: Eduardo Nassife – Fotopoemas de Graça Carpes e Fabio Fabrício Fabretti - Sarau artístico, aberto ao público – e você.
Local: Conversa Afinada Ipanema – Rua Vinicius de Moraes, 75 – 3° andar Ipanema / RJ
Data: 09/12/2009
Hora: 21:30h
Entrada: R$ 10,00
Apoio: Cachaça Mucama
http://silencio-poetasensaiando.blogspot.com
Adicione “Evento Ensaios” no Facebook e venha divulgar sua arte!!
Produção e apresentação de Claudia Gomes e Omar Marzagão
EU E MINHA PARCEIRA MELINA TOFANELLO VAMOS FAZER CORPINTURADAS COM PALAVRAS: TRECHOS DE CLARICE LISPECTOR DO LIVRO ' ÁGUA VIVA'.
E ainda tem o CEP 20 mil do Chacal dia 10.... e nós vamos lá dar uma pinta... provavelmente vou fazer alguma parceira com Tavinho Paes.
ahhhhh, bloguinho querido, tenho tanta coisa para te dizer.... mas está faltando tempo....
Aguarde-me! Voltarei inteira, 'forte e bela como um cavalo novo' (Clarice)
domingo, 29 de novembro de 2009
agenda
recebi os melhores comentários sobre o show da Karla Sabah, tão bons que fiquei até com vergonha de publicar aqui... mas não resisto e vou colocar uns comentários da minha amiga Beatriz Provasi sobre a participação poética que fizemos eu e o Tavinho no show. A Bia é minha amiga e pode até puxar sardinha pro meu lado, mas ela é muito sincera em suas opiniões e tem uma habilidade incrível para descrever os fatos. vamos lá:
"No Tribunal de Justiça, enquanto aguardávamos o convite do João pra falar poesia, ouvi alguém comentar sobre a responsabilidade que era subir no palco do Canecão – será que a Betina daria conta? Não titubeei. Betina é das melhores performers de poesia que eu conheço. Ela tem de sobra algo que é fundamental: cara-de-pau. Ela tá pouco se lixando se a pessoa vai sorrir ou vai torcer o nariz, ela pára uma pessoa no meio da rua com a sua POESIA QUE PÁRA e manda um poema com toda a certeza que ela tem naquelas letras. Ela se entrega com todo o seu corpo, com toda a sua alma, pra qualquer um. É a Geni dos poetas! E deixa na vontade comandantes de Zepelins que não entendem a sua arte. Betina é assim. É uma menina que brinca. Já viram uma criança brincar? Ela acredita em todas as suas fantasias, e ai do adulto que não embarcar! Ela tem certeza dos monstros que vai enfrentar, e confia que com aquela capinha é capaz de voar. E voa... quando salta de cima do sofá. Betina é assim. Então eu sabia. E foi assim que ela abriu o show da Karla Sabah. “Eu sou a Betina, uma menina...”
A menina não estava sozinha. A seu lado, um coroa vidrado na gatinha. Tavinho devia estar mais inseguro que ela, apesar de sua longa estrada. Assim, como ficam os coroas com gostosas bem mais novas e cheias de atitude, meio desconsertados... Encontrei Tavinho mais cedo transtornado pelo esporro que tinha tomado da BB por tê-la feito borrar a unha. Que nem a criança que acabou de levar uma bronca da mãe porque fez coisa errada. Tavinho seria um desses moleques bem agitados, que não pára quieto um só segundo, que é a mãe desviar o olho e ele já virou o mundo de pernas pro ar, construiu um foguete com utensílios de cozinha e já está pronto pra embarcar! E embarca... Depois volta cheio de novidades, e já marcou com o ET dono de um bar um show de poetas no meio do Sistema Solar! Tavinho é assim. E ai de quem não acompanhar! E lá estava ele no palco dizendo: “Eu só posso ser aquilo que eu sou 24 horas por dia”. Tavinho é assim. É o que ele é. E é tudo o que ele queria."
preciso organizar uma agenda de apresentações aqui no blog.
perco o tempo... e o blog vive atrasado.
sexta-feira participei do MANO A MANO com Mano Melo no Espaço Telezoom... foi muito legal, divertido! depois partimos para 'SALA de VISITA' no Conversa Afinada com Glad Azevedo e Daniel Fontes, o convidado da sala: CAZUZA! Abri o evento falando 'Burguesia'. 'Enquanto houver burguesia / Não vai haver poesia'
no sábado participei de uma reunião de paletra do Budismo de Nitiren Daishonin. Falei fragmentos adaptados por mim de Clarice Lispector, minha musa!
Depois assisti uma performance no Espaço SESC bem interessante: "Em redor do buraco tudo é beira" de Marcela Levi com Flávia Meireles.
www.marcelalevi.com
Ano passado assisti " In-organic" da Marcela. Gosto muito das escolhas que ela faz dentro da dança.
eu ando me apresentando cada vez mais... nos lugares mais diversos...
EU SOU UMA TRABALHADORA DA POESIA!!!!
próxima semana:
dia 30- Corujão da Poesia em Niterói- Bar SÃO NUNCA. a partir de 21h
dia 03- Festa de Confraternização dos alunos da Aqua Fish de Itacoatiara - Niterói. Apresentação do meu grupo VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA e estarei autografando meu livreto.
Eu quero viver de poesia! Quero viver poesia, falar, dançar e escrever!
E ganhar dinheiro tb. Por que não?
Sustentar minha vida com poesia!!!
Em redor do buraco tudo é beira.
E dentro do buraco: é negro.
sigo na busca.
NAM MYOHO RENGUE KYO
"No Tribunal de Justiça, enquanto aguardávamos o convite do João pra falar poesia, ouvi alguém comentar sobre a responsabilidade que era subir no palco do Canecão – será que a Betina daria conta? Não titubeei. Betina é das melhores performers de poesia que eu conheço. Ela tem de sobra algo que é fundamental: cara-de-pau. Ela tá pouco se lixando se a pessoa vai sorrir ou vai torcer o nariz, ela pára uma pessoa no meio da rua com a sua POESIA QUE PÁRA e manda um poema com toda a certeza que ela tem naquelas letras. Ela se entrega com todo o seu corpo, com toda a sua alma, pra qualquer um. É a Geni dos poetas! E deixa na vontade comandantes de Zepelins que não entendem a sua arte. Betina é assim. É uma menina que brinca. Já viram uma criança brincar? Ela acredita em todas as suas fantasias, e ai do adulto que não embarcar! Ela tem certeza dos monstros que vai enfrentar, e confia que com aquela capinha é capaz de voar. E voa... quando salta de cima do sofá. Betina é assim. Então eu sabia. E foi assim que ela abriu o show da Karla Sabah. “Eu sou a Betina, uma menina...”
A menina não estava sozinha. A seu lado, um coroa vidrado na gatinha. Tavinho devia estar mais inseguro que ela, apesar de sua longa estrada. Assim, como ficam os coroas com gostosas bem mais novas e cheias de atitude, meio desconsertados... Encontrei Tavinho mais cedo transtornado pelo esporro que tinha tomado da BB por tê-la feito borrar a unha. Que nem a criança que acabou de levar uma bronca da mãe porque fez coisa errada. Tavinho seria um desses moleques bem agitados, que não pára quieto um só segundo, que é a mãe desviar o olho e ele já virou o mundo de pernas pro ar, construiu um foguete com utensílios de cozinha e já está pronto pra embarcar! E embarca... Depois volta cheio de novidades, e já marcou com o ET dono de um bar um show de poetas no meio do Sistema Solar! Tavinho é assim. E ai de quem não acompanhar! E lá estava ele no palco dizendo: “Eu só posso ser aquilo que eu sou 24 horas por dia”. Tavinho é assim. É o que ele é. E é tudo o que ele queria."
preciso organizar uma agenda de apresentações aqui no blog.
perco o tempo... e o blog vive atrasado.
sexta-feira participei do MANO A MANO com Mano Melo no Espaço Telezoom... foi muito legal, divertido! depois partimos para 'SALA de VISITA' no Conversa Afinada com Glad Azevedo e Daniel Fontes, o convidado da sala: CAZUZA! Abri o evento falando 'Burguesia'. 'Enquanto houver burguesia / Não vai haver poesia'
no sábado participei de uma reunião de paletra do Budismo de Nitiren Daishonin. Falei fragmentos adaptados por mim de Clarice Lispector, minha musa!
Depois assisti uma performance no Espaço SESC bem interessante: "Em redor do buraco tudo é beira" de Marcela Levi com Flávia Meireles.
www.marcelalevi.com
Ano passado assisti " In-organic" da Marcela. Gosto muito das escolhas que ela faz dentro da dança.
eu ando me apresentando cada vez mais... nos lugares mais diversos...
EU SOU UMA TRABALHADORA DA POESIA!!!!
próxima semana:
dia 30- Corujão da Poesia em Niterói- Bar SÃO NUNCA. a partir de 21h
dia 03- Festa de Confraternização dos alunos da Aqua Fish de Itacoatiara - Niterói. Apresentação do meu grupo VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA e estarei autografando meu livreto.
Eu quero viver de poesia! Quero viver poesia, falar, dançar e escrever!
E ganhar dinheiro tb. Por que não?
Sustentar minha vida com poesia!!!
Em redor do buraco tudo é beira.
E dentro do buraco: é negro.
sigo na busca.
NAM MYOHO RENGUE KYO
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Pinta lá... Show Karla Sabah
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Quando

Foto: Layana Lossë
Quando a luz se apaga e a sombra reina
Fadinhas luminosas brilham
Caveiras Malucas dançam
Velas trazem lágrimas aos olhos de medo.
Quando a eletricidade pifa
Desintegrados ficamos.
Fios são extensões dos nossos dedos
Interruptores objetos que pertencem ao nosso corpo.
Quando não enxergamos um palmo na nossa frente
Bitolados estamos
Acomodados vivemos.
Quando a noite vai embora e o dia chega
A lua dá lugar ao sol
O brilho natural da aurora
traz calma aos corações aflitos que habitam
os bueiros do centro da madrugada.
Quando a luz do sol brilha e a eletricidade morre
O que o seu cérebro elétrico faz?
Voltemos anos passados para descobrir
a essência vital das coisas que de fato
tem valor para nossa alma.
Viver com a natureza!
Acordar com o sol e dormir com a lua.
Ajustar o relógio ambiental.
Descobrir novas formas.
A natureza é quem manda em nós
e se ela quiser a eletricidade morre.
Galdinópolis, 14 de novembro de 2009.
YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=K4PGJvDJMo8
o que rolou na FLIPORTO
FLIPORTO - FESTA LITERÁRIA DE PORTO DE GALINHAS
Corujão da Poesia espalhou poesia...
... no palco Latino-América na Praça Central, na Casa do Jornal do Brasil, no almoço dos escritores do hotel Armação...

Eu, Natália Parreiras, Paulo Betto Meirelles e Lucas Castelo Branco na Casa Jornal do Brasil

Palco Latino América
E fizemos um grande improviso na FLIPORTinho... Lucas Castelo Branco com sua arte da palhaçaria... e eu com a Boneca BB que fala poemas... Falamos da POESIA e estimulamos as crianças para falar no microfone, exercitar a expressão... e o resultado segue nesse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=KRvaZPZiZV0
Foi uma espécie de Corujinha da Poesia, versão para crianças do Corujão da Poesia comandado por João Luiz de Souza.

Boneca BB e Palhaço Miro
CORUJÃO DA POESIA E SUA TRUPE NA FLIPORTO na Revista Brasileiros on.line:
YouTube:http://www.youtube.com/watch?v=cFgOv2Jmjr4
Corujão da Poesia espalhou poesia...
... no palco Latino-América na Praça Central, na Casa do Jornal do Brasil, no almoço dos escritores do hotel Armação...

Eu, Natália Parreiras, Paulo Betto Meirelles e Lucas Castelo Branco na Casa Jornal do Brasil

Palco Latino América
E fizemos um grande improviso na FLIPORTinho... Lucas Castelo Branco com sua arte da palhaçaria... e eu com a Boneca BB que fala poemas... Falamos da POESIA e estimulamos as crianças para falar no microfone, exercitar a expressão... e o resultado segue nesse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=KRvaZPZiZV0
Foi uma espécie de Corujinha da Poesia, versão para crianças do Corujão da Poesia comandado por João Luiz de Souza.
Boneca BB e Palhaço Miro
CORUJÃO DA POESIA E SUA TRUPE NA FLIPORTO na Revista Brasileiros on.line:
YouTube:http://www.youtube.com/watch?v=cFgOv2Jmjr4
Comentário do João José
Comentário de João José de Melo Franco sobre o meu livreto "Corpinturada".
E a partir dessas palavras eu me declaro oficialmente POETA!!!
Fiquei me perguntando o que é isso de “não ser poeta” mas “ser poética”. Entendo que todo mundo é, de alguma forma, poético, e muitos são os que são poéticos em coisas que não são poesia. Mas, o que é a poesia, senão o poético que se inseriu num poema? E quando isso acontece, temos o poema, a poesia e o poeta, e essas 3 coisas não são divisíveis. Na verdade, elas se completam e se tornam uma só coisa. Eu sei que você é nova nessa coisa de escrever, mas, veja, o que você escreve são poemas, e neles encontrei poesia. Portanto, devo concluir que você já é poeta, embora ainda uma poeta dando os primeiros passos e com muito ainda a aprender e escrever. Mas acredito nisso da gente assumir que é o que pensa que gostaria de ser, ou que um dia será. Até mesmo Drummond já foi um poeta aprendiz. Nos seus poemas encontrei algo de confessional, dentro de uma visão das coisas que a cercam, e que se encaixa muito bem em uma nova tendência de poemas que tenho lido ultimamente, particularmente na poesia da Juju Hollanda, da Adriana Monteiro de Barros, da Carolina Pazos, e muitas outras poetas de colheita recente. Se não quer assumir que é poeta, assuma ao menos que é uma poeta aprendiz. Pois, se já é a atriz fantástica que você é, por que não viria a ser uma boa poeta?
João José de Melo Franco
22 de outubro de 2009
www.cidadaniapoetica.com
E a partir dessas palavras eu me declaro oficialmente POETA!!!
Fiquei me perguntando o que é isso de “não ser poeta” mas “ser poética”. Entendo que todo mundo é, de alguma forma, poético, e muitos são os que são poéticos em coisas que não são poesia. Mas, o que é a poesia, senão o poético que se inseriu num poema? E quando isso acontece, temos o poema, a poesia e o poeta, e essas 3 coisas não são divisíveis. Na verdade, elas se completam e se tornam uma só coisa. Eu sei que você é nova nessa coisa de escrever, mas, veja, o que você escreve são poemas, e neles encontrei poesia. Portanto, devo concluir que você já é poeta, embora ainda uma poeta dando os primeiros passos e com muito ainda a aprender e escrever. Mas acredito nisso da gente assumir que é o que pensa que gostaria de ser, ou que um dia será. Até mesmo Drummond já foi um poeta aprendiz. Nos seus poemas encontrei algo de confessional, dentro de uma visão das coisas que a cercam, e que se encaixa muito bem em uma nova tendência de poemas que tenho lido ultimamente, particularmente na poesia da Juju Hollanda, da Adriana Monteiro de Barros, da Carolina Pazos, e muitas outras poetas de colheita recente. Se não quer assumir que é poeta, assuma ao menos que é uma poeta aprendiz. Pois, se já é a atriz fantástica que você é, por que não viria a ser uma boa poeta?
João José de Melo Franco
22 de outubro de 2009
www.cidadaniapoetica.com
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Passagens de agora
PASSAGENS DE AGORA - noite
Desejando entender-me
Abro uma janela
Vislumbro cada segundo único.
O momento que passou
e acabou.
Olho além da linha do horizonte
e vejo além.
O além nada que se reflete em mim
e sou eu.
Um ser em busca de...
Sopa de letrinhas
para tornar um sentimento palpável
boiam na minha cabeça.
Espalhadas no prato
são o meu próprio quebra-cabeça.
Engulidas pela minha boca
passam a ter contato direto comigo
e meu corpo recebe cada pedaço de letra.
Passando pelo meu sistema digestivo
sinto vibrações e gases.
Absorvo o que me cabe
e o resto coloco pra fora.
Restam-me ações cotidianas necessárias ao bom funcionamento da minha vida pública e privada.
Desejando entender-me
Abro uma janela
Vislumbro cada segundo único.
O momento que passou
e acabou.
Olho além da linha do horizonte
e vejo além.
O além nada que se reflete em mim
e sou eu.
Um ser em busca de...
Sopa de letrinhas
para tornar um sentimento palpável
boiam na minha cabeça.
Espalhadas no prato
são o meu próprio quebra-cabeça.
Engulidas pela minha boca
passam a ter contato direto comigo
e meu corpo recebe cada pedaço de letra.
Passando pelo meu sistema digestivo
sinto vibrações e gases.
Absorvo o que me cabe
e o resto coloco pra fora.
Restam-me ações cotidianas necessárias ao bom funcionamento da minha vida pública e privada.
FLIPORTO
FLIPORTO- FESTA LITERÁRIA DE PORTO DE GALINHAS
LÁ VAMOS NÓS....
MAIS UMA VEZ O CORUJÃO DA POESIA ESTARÁ EM PERNAMBUCO ESPALHANDO POESIA PELOS ARES...
De 5 a 8 de novembro
LITERATURA IBERO-AMERICANA: INTERDEPENDÊNCIAS E CONTEMPORANEIDADES
www.fliporto.net
LÁ VAMOS NÓS....
MAIS UMA VEZ O CORUJÃO DA POESIA ESTARÁ EM PERNAMBUCO ESPALHANDO POESIA PELOS ARES...
De 5 a 8 de novembro
LITERATURA IBERO-AMERICANA: INTERDEPENDÊNCIAS E CONTEMPORANEIDADES
www.fliporto.net
domingo, 1 de novembro de 2009
MEU Deus

O Santo bateu no meu peito e disse: 'pede perdão'
pedi, mas tarde demais...
demorei e ele baixou em mim de forma tão pesada, que eu cai.
Cai e vomitei toda a culpa de ser.
Culpa que não veste meu corpo.
Visto-me sagrada e profana.
Sinto-me em conexão profunda com o cosmo.
Estrelas me liberam os pecados.
A chuva carrega as maldades.
E o sol seca o mau olhado.
Procuro um templo para o meu coração,
o mantra certeiro da minha voz.
Procuro fé em cada canto.
Tenho fé, esperança e gratidão.
Mas não cultivo culpas e pecados...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Alguém para limpar...

Eu... Eu que sou muito independente...
percebo na madrugada que preciso de alguém para limpar minhas costas.
Minhas mãos não alcançam as minhas escápulas...
lá está cheio de tinta,
as vértebras carregam a massa corpórea
pesada, músculos e ossos sustentam
o peso faz carimbo na pele.
a fina camada que me protege,
papel nacarado, fruta-cor...
é tão singelo que tudo por ele passa
minha pele vira tela, 'decalcada'
suporte manchado.
Limpar essa tinta é
limpar minha alma
limpar meus restos
limpar figurinhas repetidas
limpar sujeiras da rua, mendigos, cracks...
cracks do jogo da vida.....
crack viciado, possuido.
Oh, mãe-natureza!
Você criadora,
possui tb o fogo que queima a luz do céu.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Verde instante de amar.
Instantes passam como flexas...
Cada segundo corre... e eu fico.
Fico no pensamento de viver e amar.
Meu coração escorre e eu não quero parar.
O tempo não para.
E eu tb não!
Constante movimento da minha boca e do meu coração!
Meus músculos que se contraem quando eu gozo dormindo...
Gozo o prazer de estar viva e pulso com meus músculos
na direção além-mar.
Além formas da burguesia reinante dos nossos modos contraditórios de viver.
Não posso parar com a expressão da fase oral que aprendi.
Deixo que ondas carreguem meu corpo até o caldo de cana que minha cabeça pode afundar... Palavras nunca param de escorrer....
E eu escorro, molho, transbordo.
Água de colônia da Turma da Mônica presente em minhas passagens de menina.
Menina em mim enraizada.
Raízes.
Árvores.
Folhas são novas como o tempo...
caem... e brotam.. novas!
Verde vida!
"Verde que te quero verde!"
Amor que te quero amar.............
........
Cada segundo corre... e eu fico.
Fico no pensamento de viver e amar.
Meu coração escorre e eu não quero parar.
O tempo não para.
E eu tb não!
Constante movimento da minha boca e do meu coração!
Meus músculos que se contraem quando eu gozo dormindo...
Gozo o prazer de estar viva e pulso com meus músculos
na direção além-mar.
Além formas da burguesia reinante dos nossos modos contraditórios de viver.
Não posso parar com a expressão da fase oral que aprendi.
Deixo que ondas carreguem meu corpo até o caldo de cana que minha cabeça pode afundar... Palavras nunca param de escorrer....
E eu escorro, molho, transbordo.
Água de colônia da Turma da Mônica presente em minhas passagens de menina.
Menina em mim enraizada.
Raízes.
Árvores.
Folhas são novas como o tempo...
caem... e brotam.. novas!
Verde vida!
"Verde que te quero verde!"
Amor que te quero amar.............
........
terça-feira, 27 de outubro de 2009
CORPINTURADAS no CEP 20 MIL
Emociona.
Foto: Layana Teixeira
As páginas das camadas da minha pele registram o sentido oco que a alma ignorante da literatura produz em meu corpo de barata viciada em inseticida contra moral formada pelos cérebros pseudo-pensantes dos julgamentos não absorvidos pelo coração.
Desejos de 'coisas de mulher'...
O eu-feminino da célula da minha mãe.
Meu pai: minha força.
Minha mãe: meu afeto.
E resta eu!
eu-ser-humano que habita lares, céus e infernos.
Eu que amo.
Amo estar e ser.
Amo muito!
Amo sensações!
Amo e preciso amar!
Preciso te dizer que eu não sei quem sou do ponto de vista estético, não sei meu perfil pré-programado de um gênero específico para atrair tal platéia.
Com bochechas vermelhas, envergonho-me de minha cara-de-pau.
Meu coração salta em pulos longos como se o chão fosse um pula-pula capaz de alcançar minha alma.
Meus desejos rolam com a ação da gravidade.
Despejar purpurina é um atributo!
Sei o que 'Deus'(natureza) me deu.
Cuspo meu veneno de cobra rosa nas bocas que me sugam.
Veneno doce como mel de abelhas bem gordas e molhadas...
Molho meu corpo com suor a fim de projetar minhas forças na realização de controlar meu principais impulsos... me perco em mim... minha liberdade transeunte... sou tão livre que me perco em mim...
em mim... voa... venta... faz sol e chuva...
Quando percebo forças contrárias da natureza atirando realidades sórdidas que não faço questão de compartilhar, meu coração dói e minha liberdade de bebê, inocente, desce até o orifício posterior que habita o meio entre as bandas dos meus glúteos.
Meu corpo registra cada vírgula que passa no meu coração.
Não adianta um dizer SIM e o outro dizer NÃO.
Está tudo gravado, tatuagem na pele, cicatriz, sardinhas, manchinhas...
Cada traço mapeado pelo sem-sentido-sentimento.
É ele que arrebata,
desconcerta,
dilacera...
É isso que eu quero!
Viver com emoção!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Play the game
Resolvi abrir um buraco em mim,
perfurar todas as camadas sentimentais
do poço onde meu coração habita.
Ofereço um quadro branco:
ME PINTA!
Um papel amarelo em branco
esperando a tinta da minha caneta.
Uma cor na sua vida,
ou melhor:
te ofereço o arco-íris,
minhas cores favoritas
refletindo o meu afeto por você.
Minha oferta:
o céu!
Com gaivotas livres voando, pulando, sapateando...
Vamos quicar como bolas numa quadra de basquete
até completar a cesta de 3 pontos de fora do garrafão...
.
game over.
.
perfurar todas as camadas sentimentais
do poço onde meu coração habita.
Ofereço um quadro branco:
ME PINTA!
Um papel amarelo em branco
esperando a tinta da minha caneta.
Uma cor na sua vida,
ou melhor:
te ofereço o arco-íris,
minhas cores favoritas
refletindo o meu afeto por você.
Minha oferta:
o céu!
Com gaivotas livres voando, pulando, sapateando...
Vamos quicar como bolas numa quadra de basquete
até completar a cesta de 3 pontos de fora do garrafão...
.
game over.
.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
...lá de cá...
Força da terra... chão absorvente dos meus passos... pegadas deixadas em cada purê de batata... frita com o sol forte do verão... e fria como os dias de inverno... adentro essa noite com o desejo de expandir cada centímetro do meu universo bilateral.
Sentidos tranversos dizem coisas que meu ouvido surdo quer escutar, mas não passam de especulações baratas dos insetos que rodeiam todas as cabeças que amam.
Ahhhh... o amor, bicho bom e ruim de jogo.
O lado que você escolhe mostrar pode não ser o mais profundo, porém tenho certeza que é o mais digno que você e eu podemos ser.
Sentidos tranversos dizem coisas que meu ouvido surdo quer escutar, mas não passam de especulações baratas dos insetos que rodeiam todas as cabeças que amam.
Ahhhh... o amor, bicho bom e ruim de jogo.
O lado que você escolhe mostrar pode não ser o mais profundo, porém tenho certeza que é o mais digno que você e eu podemos ser.
força que vem de lá....
agora...nesse exato segundo eu estou pensando no que eu estou comendo, o alimento que engorda minhas banhas e oferta energia ao meu cerebro...
...Eu preciso de carboidrato para sobreviver ao mundo esquálido de emoções superficiais....
...Eu preciso de carboidrato para sobreviver ao mundo esquálido de emoções superficiais....
Quem.
Quando o prato cair da sua mão
E o reflexo mudar de cor
Você vai me olhar diferente
E o encanto vai derreter como gelo em copo d’água
E misturado ficará, transparente, unificado.
Um de nós.
Como seremos?
Quem vai juntar os cacos?
Muitos pedaços estilhaçados...
Meus e seus, nossos, unidos em água.
Quem é o que nessa história?
E o reflexo mudar de cor
Você vai me olhar diferente
E o encanto vai derreter como gelo em copo d’água
E misturado ficará, transparente, unificado.
Um de nós.
Como seremos?
Quem vai juntar os cacos?
Muitos pedaços estilhaçados...
Meus e seus, nossos, unidos em água.
Quem é o que nessa história?
Garcia Lorca
LITERATURA E JUÍZOS LITERÁRIOS:
POESIA - Junto ao fato biológico ou junto ao fato jurídico, por exemplo, encontramos - claro, que em um palno superior, no último plano - o fato poético. Não creio que seja preciso sublinhar isto demasiadamente; mas é preciso sublinhá-lo bem. O poeta encontra-se subidamente com algo que salta diante dele com os braços em cruz e - queira ou não - fá-lo deter-se na maravilha branca do caminho. É necessário interpretar aquilo, decifrar seu segredo entranhado. E surge a poesia!... A poesia é, simplesmente, isto: "uma coisa que os poetas fazem"
(Entrevista a José S. Serna: "Palestra amável com FGL, 1933)
CRIAÇÃO POÉTICA - A criação poética é um mistério indecifrável, como o mistério do nascimento do homem. Ouvem-se vozes não se sabe donde, e é inútil preocupar-se em saber donde vêm. Como não me preocupei com meu nascimento, não me preocupo com minha morte. Escuto a Natureza e o homem com assombro e copio o que me ensinam sem pedantismo e sem dar às coisa um sentido que não sei se têm. Nem o poeta nem ninguém tem a chave e o segredo do mundo. Quero ser bom. Sei que a poesia eleva e, sendo bom, para com o asno e para com o filósofo, creio firmemente que se há um além terei a agradável surpresa de encontrar-me nele. Mas a dor do homem e a injustiça constante que mana do mundo, e meu próprio corpo e meu próprio pensamento evitam que eu translade minha casa para as estrelas.
(Entrevista a Bagaria: "Diálogos de um caricaturista selvagem", 1936)
Federico Garcia Lorca
POESIA - Junto ao fato biológico ou junto ao fato jurídico, por exemplo, encontramos - claro, que em um palno superior, no último plano - o fato poético. Não creio que seja preciso sublinhar isto demasiadamente; mas é preciso sublinhá-lo bem. O poeta encontra-se subidamente com algo que salta diante dele com os braços em cruz e - queira ou não - fá-lo deter-se na maravilha branca do caminho. É necessário interpretar aquilo, decifrar seu segredo entranhado. E surge a poesia!... A poesia é, simplesmente, isto: "uma coisa que os poetas fazem"
(Entrevista a José S. Serna: "Palestra amável com FGL, 1933)
CRIAÇÃO POÉTICA - A criação poética é um mistério indecifrável, como o mistério do nascimento do homem. Ouvem-se vozes não se sabe donde, e é inútil preocupar-se em saber donde vêm. Como não me preocupei com meu nascimento, não me preocupo com minha morte. Escuto a Natureza e o homem com assombro e copio o que me ensinam sem pedantismo e sem dar às coisa um sentido que não sei se têm. Nem o poeta nem ninguém tem a chave e o segredo do mundo. Quero ser bom. Sei que a poesia eleva e, sendo bom, para com o asno e para com o filósofo, creio firmemente que se há um além terei a agradável surpresa de encontrar-me nele. Mas a dor do homem e a injustiça constante que mana do mundo, e meu próprio corpo e meu próprio pensamento evitam que eu translade minha casa para as estrelas.
(Entrevista a Bagaria: "Diálogos de um caricaturista selvagem", 1936)
Federico Garcia Lorca
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Manifesto AR-TEr

Foto: Natalie Bernier
(15 minutos escrevendo sem parar para pensar...)
Tudo começa pelo corpo, essa caixa orgânica bem feita pela natureza, onde tudo funciona em ordem com movimentos involuntários e voluntários.
Com a vida, o cotidiano tende a complicar e desajustar a forma perfeita da natureza.
Voluntariamente e inconscientemente permitimos desajustes em nosso corpo.
A respiração é vital, involuntária e deixa-se penetrar por impurezas que modificam nossa forma de agir com o pH do nosso organismo.
O ar precisa circular vivo, intenso e oxigenar todos os nossos sistemas vitais.
Esse ar passa desapercebido, mas para quem cria e faz arte ter ar é vida, raiz de todo sentimento. Arte é como ter um ar, alimenta e gera energia. O ar como fonte de criação. O ar combustível do corpo.
Corpo pulsa e sente... fala!
Fala da alma, orgânica.
Da raiz do corpo nascem os impulsos que mais tarde viram palavras.
A ação nasce do corpo, de sua capacidade de movimentos , reflexos.
Quando coloco meu corpo para funcionar e experimento todas as suas possibilidades, sinto-me cheia de vida, cheia de ar.
Muitas vezes, ao mover o corpo, experimentando movimentos extra-cotidianos, exploro regiões internas nunca visitadas e sinto muitas emoções diferentes. Emoções físicas, do meu corpo que pulsa. Emoções não racionais. E sinto-me alegre, triste, angustiada... e sentimentos sem palavras que expressam a intensidade do que sinto.
E ESSE sentir é minha alavanca.
Depois, na tentativa de racionalizar perco algumas conquistas...
Esses sentimentos que o corpo invoca quando colocados para fora de forma criativa, transformam-se em minhas provisórias ' verdades'.
Minha verdade artística fundamental.
A arte pura, viva, o ar que corre dentro sendo oferecido ao MUNDO...
...
sopro pro outro,
sopro pro mundo...
...
Ela e o mar

Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar.
Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.
Lóri olhava o mar, era o que podia fazer. Ele só lhe era delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela incapacidade humana de ver a curvatura da terra.
Deviam ser seis horas da manhã. O cão livre hesitava na praia, o cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.
Seu corpo se consola de sua própria exiguidade em relação a vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite tornar-se quente e delimitado, e o que a tornava pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio da madrugada.
A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Lóri está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização da Natureza. A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgadíssima é de um frio que lhe arrepia e agride em ritual as pernas.
Mas uma alegria fatal - a alegria é uma fatalidade- já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seu mais adormecido sono secular.
E agora está alerta, mesmo sem pensar, como um pescador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido secreto.
O caminho lento aumenta sua coragem secreta - e de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda! O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.
Agora que o corpo todo está molhado e dos cabelos escorre água, agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre as águas do mundo pelo meio. Já não precisa de coragem, agora já é antiga no ritual retomado que abandonara há milênios. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Com a concha das mãos e com a altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes grandes, bons para a saúde de um corpo.
E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.
Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.
Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.
O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas - mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.
E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.
Clarice Lispector - "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres"
Você que me ama.
Eu esperaria por sua força...
Imaginaria que deveria me apoiar, achar bacana minha atitude de apoiar, agir... ainda mais em prol de uma causa que vc tb concorda. vc curte música eletrônica... nos conhecemos numa festa de música eletrônica! as festas 'raves' estão proibidas no rio... foi um ato ao menos diferente do convencional. e a chuva transformou o ambiente, porque ainda assim tiveram muitas pessoas, muito guarda-chuva no ar... e era muita chuva... achei que teriam apenas 10 pessoas... sei lá...
sabe, quero sua força! e quero te dar tb!
vc sabe quem sou eu.
a importância das vibrações artísticas que correm nas minhas veias e escorrem nas glândulas sudoríparas...
Eu te amo! Te quero sempre!!
Vamos tentar o amor incondicional?!
Tentar, errar e avançar!
e vc vem amanhã?
beijos na boca
bons sonhos!
boa noite!
bjs e bjs
BB
Imaginaria que deveria me apoiar, achar bacana minha atitude de apoiar, agir... ainda mais em prol de uma causa que vc tb concorda. vc curte música eletrônica... nos conhecemos numa festa de música eletrônica! as festas 'raves' estão proibidas no rio... foi um ato ao menos diferente do convencional. e a chuva transformou o ambiente, porque ainda assim tiveram muitas pessoas, muito guarda-chuva no ar... e era muita chuva... achei que teriam apenas 10 pessoas... sei lá...
sabe, quero sua força! e quero te dar tb!
vc sabe quem sou eu.
a importância das vibrações artísticas que correm nas minhas veias e escorrem nas glândulas sudoríparas...
Eu te amo! Te quero sempre!!
Vamos tentar o amor incondicional?!
Tentar, errar e avançar!
e vc vem amanhã?
beijos na boca
bons sonhos!
boa noite!
bjs e bjs
BB
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
chuva no mob
Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Teatro
O que está acontecendo comigo?
Seja sincera, Betina!
Não tente colorir os sentimentos.
Estou com raiva, sinto-me rejeitada.
Quero receber amor e não recebo e por isso parei de doar e ai esse amor explode dentro de mim e eu caio nas forças do mal.
Sim, é um processo espiritual.
Tem que fortalecer o santo, guerreiro.
E ir para luta, doar, 'dar não dói.
O que dói é resistir'.
Estou resistindo? É por isso que dói?
Estou muro de concreto?
Falta o que? Me jogar?
Ah... mas eu me jogo. Jogo.
Mas quando vejo sujeira no jogo, prefiro abandonar.
Abandonar a missão?
Ah, não!
Preciso agora reorganizar minhas estruturas.
Agir com o melhor do meu coração!
Meus melhores sentimentos.
CORAGEM, cão covarde!
Sou vaidosa?
Uma coisa é certa: sempre convivi com o elogio.
Meu ego como vai? Ferido?
Quero atenção como uma criança manhosa.
Atravesso meu corpo com o passado para tentar encontrar referências que me ajudem a pensar, organizar meu processo.
Analisando algumas questões, vejo dificuldade em lidar com o coletivo no Teatro, especificamente com o bicho que tb sou: o ator!
eu, o outro e nossas questões.
Sou obrigada a crescer.
Voltar dez passos.
Retroceder e virar na rua anterior que passou a esquerda.
O tal amor incondicional que eu sempre tanto falei...
escorreu no meu suor...
preciso dele!
Clarice, tanto já te usei para dizer isso:
"A única salvação individual que eu conheço é dar um pouco de amor e as vezes receber amor em troca"
Tantas vezes falei do amor...
Ele está gelado dentro de mim?
Que dança é essa?
Que coletivo é esse?
Que estrutura é essa do Teatro, tão poderosa?
Arrebatador.
É agora: tá afim?
Vai falar ou vai fazer?
Clarice novamente:
"Pensar é um ato. Sentir é um fato."
(Experiências com Amir Haddad no Teatro Tom Jobim no Jardim Botânico e conversas com meus amigos Karlinha e Daniel)
Seja sincera, Betina!
Não tente colorir os sentimentos.
Estou com raiva, sinto-me rejeitada.
Quero receber amor e não recebo e por isso parei de doar e ai esse amor explode dentro de mim e eu caio nas forças do mal.
Sim, é um processo espiritual.
Tem que fortalecer o santo, guerreiro.
E ir para luta, doar, 'dar não dói.
O que dói é resistir'.
Estou resistindo? É por isso que dói?
Estou muro de concreto?
Falta o que? Me jogar?
Ah... mas eu me jogo. Jogo.
Mas quando vejo sujeira no jogo, prefiro abandonar.
Abandonar a missão?
Ah, não!
Preciso agora reorganizar minhas estruturas.
Agir com o melhor do meu coração!
Meus melhores sentimentos.
CORAGEM, cão covarde!
Sou vaidosa?
Uma coisa é certa: sempre convivi com o elogio.
Meu ego como vai? Ferido?
Quero atenção como uma criança manhosa.
Atravesso meu corpo com o passado para tentar encontrar referências que me ajudem a pensar, organizar meu processo.
Analisando algumas questões, vejo dificuldade em lidar com o coletivo no Teatro, especificamente com o bicho que tb sou: o ator!
eu, o outro e nossas questões.
Sou obrigada a crescer.
Voltar dez passos.
Retroceder e virar na rua anterior que passou a esquerda.
O tal amor incondicional que eu sempre tanto falei...
escorreu no meu suor...
preciso dele!
Clarice, tanto já te usei para dizer isso:
"A única salvação individual que eu conheço é dar um pouco de amor e as vezes receber amor em troca"
Tantas vezes falei do amor...
Ele está gelado dentro de mim?
Que dança é essa?
Que coletivo é esse?
Que estrutura é essa do Teatro, tão poderosa?
Arrebatador.
É agora: tá afim?
Vai falar ou vai fazer?
Clarice novamente:
"Pensar é um ato. Sentir é um fato."
(Experiências com Amir Haddad no Teatro Tom Jobim no Jardim Botânico e conversas com meus amigos Karlinha e Daniel)
domingo, 4 de outubro de 2009
Dia de limpeza
(estou atrasada, foi dia 19...)
Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um programa internacional de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta. Em 2009, Niterói completa 12 anos de realização do evento. A Prefeitura coordena as atividades, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Fundação Municipal de Educação, com ações nas praias e lagoas.
O evento, que ocorre no terceiro sábado de setembro (dia 19), é coordenado mundialmente pelo Center for Marine Conservation (CMC), com sede em Washington, nos EUA, com apoio da Coca Cola. Cerca de cem países, signatários do Tratado Internacional de Controle da Poluição Marinha fazem parte desse acordo, incluindo o Brasil. É uma iniciativa sem fins lucrativos que tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre um grande problema do mundo moderno: o lixo no mar. Toneladas de detritos são despejadas no mar todos os dias, nos quatro cantos do mundo. Além de causar danos graves e a morte de milhares de animais marinhos, estes detritos sujam as praias e são um risco para a saúde das pessoas.
Os relatórios do lixo coletado seguem para a coordenação nacional, documentados por fotos e as coordenações de cada país enviam para a coordenação internacional, que adota medidas para minimizar os impactos dos resíduos sólidos no ecossistema marinho.
Hoje, a corrente dos voluntários inclui estudantes, ambientalistas, escoteiros, esportistas, mergulhadores, empresários, ONG’S, Exército, Marinha, Rotarianos, Órgãos Ambientais do Estado, Igrejas, Clubes Náuticos, Universidades, Projeto RENASCER da Unidos da Viradouro, Projeto Grael, Projeto Fernanda Keller, Portadores de Necessidades Especiais, entre outros.
Texto do blog- www.meioambienteniterói.blogspot.com
Eu e Tito partimos para Praia de Itacoatiara.
E catamos muitas coisas, especialmente guimbas de cigarro e saquinhos de sacolé...


Pedra do Pampo

Voluntários

Papai e Mamãe

beira da Restinga
Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um programa internacional de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta. Em 2009, Niterói completa 12 anos de realização do evento. A Prefeitura coordena as atividades, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Fundação Municipal de Educação, com ações nas praias e lagoas.
O evento, que ocorre no terceiro sábado de setembro (dia 19), é coordenado mundialmente pelo Center for Marine Conservation (CMC), com sede em Washington, nos EUA, com apoio da Coca Cola. Cerca de cem países, signatários do Tratado Internacional de Controle da Poluição Marinha fazem parte desse acordo, incluindo o Brasil. É uma iniciativa sem fins lucrativos que tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre um grande problema do mundo moderno: o lixo no mar. Toneladas de detritos são despejadas no mar todos os dias, nos quatro cantos do mundo. Além de causar danos graves e a morte de milhares de animais marinhos, estes detritos sujam as praias e são um risco para a saúde das pessoas.
Os relatórios do lixo coletado seguem para a coordenação nacional, documentados por fotos e as coordenações de cada país enviam para a coordenação internacional, que adota medidas para minimizar os impactos dos resíduos sólidos no ecossistema marinho.
Hoje, a corrente dos voluntários inclui estudantes, ambientalistas, escoteiros, esportistas, mergulhadores, empresários, ONG’S, Exército, Marinha, Rotarianos, Órgãos Ambientais do Estado, Igrejas, Clubes Náuticos, Universidades, Projeto RENASCER da Unidos da Viradouro, Projeto Grael, Projeto Fernanda Keller, Portadores de Necessidades Especiais, entre outros.
Texto do blog- www.meioambienteniterói.blogspot.com
Eu e Tito partimos para Praia de Itacoatiara.
E catamos muitas coisas, especialmente guimbas de cigarro e saquinhos de sacolé...
Pedra do Pampo
Voluntários
Papai e Mamãe
beira da Restinga
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
A hora da estrela
Não pretendo romantizar e torná-la 'pura'.
Ela é simples, matéria bruta, sem o engenho do pensamento.
Vive de acordo com o que sente
e muitas vezes sem sentido para os que pensam.
Enxerga o pequeno na delicadeza do seu alcance,
só chega lá quem não elabora.
Ela entende o mundo pelo puslsar do seu coração.
Sente medo das palavras,
por isso prefere não dar 'nome aos bois'.
Não precisa ser pura.
Simplesmente é.
Primitiva nas ações.
(EXPLOSÃO)
Nem Clarice alcança.
Macabéa, ilumina a escuridão!
Ela é simples, matéria bruta, sem o engenho do pensamento.
Vive de acordo com o que sente
e muitas vezes sem sentido para os que pensam.
Enxerga o pequeno na delicadeza do seu alcance,
só chega lá quem não elabora.
Ela entende o mundo pelo puslsar do seu coração.
Sente medo das palavras,
por isso prefere não dar 'nome aos bois'.
Não precisa ser pura.
Simplesmente é.
Primitiva nas ações.
(EXPLOSÃO)
Nem Clarice alcança.
Macabéa, ilumina a escuridão!
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