Dentro de mim
a busca pelo novo.
Sempre, incessante.
O grande uivo
final da palavra
permanece ecoando
no meu intestino.
Os gritos já foram salvos
as palvras já ditas
diluídas e
já não mais empregadas.
Colher mangas podres
no quintal da terra
é o meu grande exercício
de limpeza diária.
A louça, a faxina
a casa, o cachorro
formam a estrutura
da minha nova Poesia.
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
"A grande família"
Ontem foi ao ar a minha segunda participação como repórter na série "A grande família".
Nesse trecho do vídeo aparecem duas ceninhas...
http://agrandefamilia.globo.com/videos/t/episodios/v/nene-descobre-que-tuco-inventou-a-noticia-de-que-o-viaduto-mudaria-de-lugar/1741521/
Nesse trecho do vídeo aparecem duas ceninhas...
http://agrandefamilia.globo.com/videos/t/episodios/v/nene-descobre-que-tuco-inventou-a-noticia-de-que-o-viaduto-mudaria-de-lugar/1741521/
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
Emily Dickinson
1212
"Uma palavra morre
Quando é dita —
Dir-se-ia —
Pois eu digo
Que ela nasce
Nesse dia."
in sano
Sano a sanidade possivel
no oco da alma
oculto e profundo.
Escapole em instantes
pingos do presente inventado,
quadro criado,
pintura difundida revelada em luz.
no oco da alma
oculto e profundo.
Escapole em instantes
pingos do presente inventado,
quadro criado,
pintura difundida revelada em luz.
FLIPORTO 2011
Para variar um poquinho, estou atrasada nas informações, mas o que vale no meu blog é o registro...
Pela quarta vez consecutiva, o grupo Corujão da Poesia esteve na FLIPORTO - Festa Literária de Pernambuco, que antes acontecia em Porto de Galinhas e agora acontece em Olinda.
Na edição de 2011 estivemos eu, João Luiz, Beatriz Provasi, Paulo Beto Meirelles e Natália Parreiras. E garanto, que como sempre, pintamos e bordamos POESIA na companhia de muitos outros companheiros...
Começamos bem no dia 12 de novembro, abrindo o palco com poesia para o Show do nosso padrinho Jorge Ben Jor. O Fortim do Queijo é um espaço aberto e ficou lotado, as pessoas foram muito receptivas e escutaram com atenção nossa apresentação. Foi um momento especial de vibração da Poesia. O show de Jorge Ben dispensa comentários... Muita energia!!!!!
O Cortejo Poético circulou por toda a Praça do Carmo unindo os grupos Corujão da Poesia, Literatrupe, AltFest Fliporto e todos que passavam... com bonecos gigantes de Deepak Chopra,Gilberto Freyre e Jorge Ben Jor. Eu fui de PQP - POESIA QUE PARA.
Encerramos nossa participação na Tribuna Livre.
É sempre muito bom participar dessa Festa linda, sinto-me parte dela. Estou em família com o giro da poesia pernambucana. Na FLIPORTO, acontecem momentos muito especiais, pessoas que eu só encontro lá e é muito bom poder trocar e estar com pessoas interessantes e carinhosas.
Pela quarta vez consecutiva, o grupo Corujão da Poesia esteve na FLIPORTO - Festa Literária de Pernambuco, que antes acontecia em Porto de Galinhas e agora acontece em Olinda.
Na edição de 2011 estivemos eu, João Luiz, Beatriz Provasi, Paulo Beto Meirelles e Natália Parreiras. E garanto, que como sempre, pintamos e bordamos POESIA na companhia de muitos outros companheiros...
Começamos bem no dia 12 de novembro, abrindo o palco com poesia para o Show do nosso padrinho Jorge Ben Jor. O Fortim do Queijo é um espaço aberto e ficou lotado, as pessoas foram muito receptivas e escutaram com atenção nossa apresentação. Foi um momento especial de vibração da Poesia. O show de Jorge Ben dispensa comentários... Muita energia!!!!!
O Cortejo Poético circulou por toda a Praça do Carmo unindo os grupos Corujão da Poesia, Literatrupe, AltFest Fliporto e todos que passavam... com bonecos gigantes de Deepak Chopra,Gilberto Freyre e Jorge Ben Jor. Eu fui de PQP - POESIA QUE PARA.
Encerramos nossa participação na Tribuna Livre.
É sempre muito bom participar dessa Festa linda, sinto-me parte dela. Estou em família com o giro da poesia pernambucana. Na FLIPORTO, acontecem momentos muito especiais, pessoas que eu só encontro lá e é muito bom poder trocar e estar com pessoas interessantes e carinhosas.
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Abraço da Paz - Morro dos Cabritos/Tabajaras
Ontem tive o prazer de participar do Circulo Cultural Abraço da Paz na Ladeira dos Tabajaras e Morro dos Cabritos...
O evento foi lindo e eu fico muito feliz de poder atuar nesse trabalho feito com tanto carinho e empenho.
Sempre encontro crianças muito interessadas que resolvem segurar o Menu e caminhar junto comigo, com direito a colheres na cabeça como eu.
Acredito na arte como elemento transformador e gosto de atuar além do entretenimento para estar em contato com a função social do meu trabalho de artista.
O evento foi lindo e eu fico muito feliz de poder atuar nesse trabalho feito com tanto carinho e empenho.
Sempre encontro crianças muito interessadas que resolvem segurar o Menu e caminhar junto comigo, com direito a colheres na cabeça como eu.
Acredito na arte como elemento transformador e gosto de atuar além do entretenimento para estar em contato com a função social do meu trabalho de artista.
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
aquele medo
Convulsão de sensações
apertam meu peito
lá no fundo
no meu buraco negro oco.
Minha lingua enrola
e desenrola em movimentos
de beijos desesperados
sem outra boca.
Epilepsia no ar.
Olhos perdidos revirados
entre a vida e a morte.
Medo do que vem depois.
Medo do que fica.
apertam meu peito
lá no fundo
no meu buraco negro oco.
Minha lingua enrola
e desenrola em movimentos
de beijos desesperados
sem outra boca.
Epilepsia no ar.
Olhos perdidos revirados
entre a vida e a morte.
Medo do que vem depois.
Medo do que fica.
exagero escoa
a profundidade
escoa pelo ralo.
nos cabelos emaranhados,
os nós impedem a passagem da água.
do desejo intenso
sobra excesso.
do exagero de tudo
vem o nada.
escoa pelo ralo.
nos cabelos emaranhados,
os nós impedem a passagem da água.
do desejo intenso
sobra excesso.
do exagero de tudo
vem o nada.
psico
esse estado psico-sei-lá-o-quê
que eu me sujeito de vez em quando
ultrapassa a razão
joga nos sinais da intuição
que eu me sujeito de vez em quando
ultrapassa a razão
joga nos sinais da intuição
Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
Poesia Voa
Vai, Poesia, voa, voa, voa... Carrega-me nas suas asas por ares inesperados... com vc, eu vou para qualquer lugar.
Voando por ai, participei do Festival de Poesia do Colégio CEPAENI - Oficina do fazer em Nova Iguaçu, uma escola muito simpática com poemas espalhados por toda parte, incluindo versos do Drummond numa grande pedra colocada na entrada da escola. "No meio do caminho tinha uma pedra". O Festival, que este ano teve o tema Pé de Saci sonhando poesia, faz parte das atividades do Projeto "Para gostar de ler, é preciso ler" da Professora Aurora.
O espaço escolhido para a minha ação foi o Café Poético com livros e quitutes.
O meu trabalho começou no contato direto, circulei pelo Café oferecendo "Poesia Para Degustar". Depois fui para o palco e mantive a interação. Convidei pais, professores e alunos para a Brincadeira da Poesia. "Vamos birncar de poesia?". Verso do poema Convite de José Paulo Paes. No poema "Um jeito bom de brincar" de Elias José eu dizia as perguntas e todos respondiam a resposta: Brinque de Poesia.
Se a poesia não existisse
Voando por ai, participei do Festival de Poesia do Colégio CEPAENI - Oficina do fazer em Nova Iguaçu, uma escola muito simpática com poemas espalhados por toda parte, incluindo versos do Drummond numa grande pedra colocada na entrada da escola. "No meio do caminho tinha uma pedra". O Festival, que este ano teve o tema Pé de Saci sonhando poesia, faz parte das atividades do Projeto "Para gostar de ler, é preciso ler" da Professora Aurora.
O espaço escolhido para a minha ação foi o Café Poético com livros e quitutes.
O meu trabalho começou no contato direto, circulei pelo Café oferecendo "Poesia Para Degustar". Depois fui para o palco e mantive a interação. Convidei pais, professores e alunos para a Brincadeira da Poesia. "Vamos birncar de poesia?". Verso do poema Convite de José Paulo Paes. No poema "Um jeito bom de brincar" de Elias José eu dizia as perguntas e todos respondiam a resposta: Brinque de Poesia.
Comeu muito?
Tem azia?
Levou um
pito da tia?
Tirou nota
que não queria?
Caiu
problema que não sabia?
BRINQUE DE POESIA.
O público presente participou em outros poemas e em "Cogito" de Torquato Neto, fizeram os movimentos que faço com os braços tocando o corpo junto com a fala: Eu sou como eu sou.
Falei diversos poemas, mencionando sempre os poetas: Mario Quintana, Manuel Bandeira, Garcia Lorca, Drummond, Walt Whitman...
Usei um trecho do Tavinho Paes para falar um pouco sobre o que é a Poesia:
Se a poesia não existisse
as borboletas não sairiam do casulo
o zero seria nulo
as flores perderiam seus odores
o arco-íris não teria sete cores
nem haveria sol na lua
Colocando a minha impressão sobre o que é a poesia, falei meus poemas e para colocar a poesia no corpo, convidei umas meninas muito simpáticas do quinto ano do Ensino Fundamental para fazerem comigo a coreografia do meu poema: "Primeiro a Terra, Depois o Verde, Mais Tarde a Flor". Elas adoraram a proposta e executaram muito bem. Assim que eu cheguei na escola, pedi sugestão à Professora Aurora que me indicou esse grupo. Nós ensaiamos poucos minutos, mas elas estavam prontas e dispotas no momento da apresentação.
Para falar "A Bailarina" de Cecília Meireles, pedi que alguém viesse ao palco para fazer comigo os movimentos do balé. Surgiu a pequena e bela Maria Luiza.
Ela dançou timidamente com pequenos movimentos e depois desse poema não saiu mais do palco. Permaneceu fazendo movimentos e gestos enquanto eu falava outros poemas. No momento de dizer "As Borboletas" de Vinicius de Moraes, pedi para as meninas da flauta acompanharem no improviso e disse para Maria Luiza voar, que ela seria a borboleta. Minha pequenina assistente brilhou, ela voou, voou, voou...
E eu sai de lá voando na imaginação das crianças.
Maria Luiza ficou comigo até o final e agradecemos juntas, recebendo muitos aplausos.
"A grande família"
Tive o imenso prazer de fazer uma participação no programa "A grande família". Atuei como repórter e entrevistei Dona Irene Silva, a Nenê. Foi ao ar no dia primeiro de setembro.
Pena que não tem o link do vídeo no site, só para assinantes.
A foto está terrível, mas vale o registro na minha grande gaveta virtual.
Pena que não tem o link do vídeo no site, só para assinantes.
A foto está terrível, mas vale o registro na minha grande gaveta virtual.
Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
Novo DEGASE
Eu já estive na Delegacia de Nova Iguaçu e em Bangu 1 para falar poesia. Participei do Projeto Caravana Liberdade e Expressão de Rafael Kalil e o Projeto Grão de Thelma Fraga.
Recentemente, fui com a Caravana fazer uma apresentação no DEGASE - Departamento Geral de Ações Socioeducativas, que trabalha com os adolescentes em conflito com a lei para proporcionar a reinserção na sociedade.
Uma das ações é a Tv Socioeducativa, eu fui entrevistada pelos adolescentes que participam das oficinas e atuam diretamente na TV.
Recentemente, fui com a Caravana fazer uma apresentação no DEGASE - Departamento Geral de Ações Socioeducativas, que trabalha com os adolescentes em conflito com a lei para proporcionar a reinserção na sociedade.
Uma das ações é a Tv Socioeducativa, eu fui entrevistada pelos adolescentes que participam das oficinas e atuam diretamente na TV.
Vídeo
Sarau Avatares e Heterônimos: Performance EU POESIA com meus poemas.
ArteFórum - UFRJ - junho/2011
ArteFórum - UFRJ - junho/2011
Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Clarice, meu monumento

“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento.
E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
Clarice Lispector
Domingo, 24 de Julho de 2011
Trabalhadora da Poesia
Eu fiquei duas semanas sem internet e o tempo passa tão rápido que nunca consigo atualizar o blog.
Na semana que passou, eu falei POESIA nas lojas LIDADOR, no DEGASE para os menores infratores no Projeto 'Caravana Liberdade e Expressão' e no Campo de São Bento em Niterói no Lançamento do Mapeamento Cultural da cidade.
Em breve, fotos e vídeos pela web.
Poesia passa em mim, está em mim, mora em mim, vive e morre em mim.
Trabalho muito no conceito primário da poesia, de sua origem grega poiesis e estou mais preocupada com o estado poético do que com o poema em si escrito no papel. Eu sou uma trabalhadora da poesia e minha luta está em espalhar esse estado, divulgar, transbordar a poesia.
Na semana que passou, eu falei POESIA nas lojas LIDADOR, no DEGASE para os menores infratores no Projeto 'Caravana Liberdade e Expressão' e no Campo de São Bento em Niterói no Lançamento do Mapeamento Cultural da cidade.
Em breve, fotos e vídeos pela web.
Poesia passa em mim, está em mim, mora em mim, vive e morre em mim.
Trabalho muito no conceito primário da poesia, de sua origem grega poiesis e estou mais preocupada com o estado poético do que com o poema em si escrito no papel. Eu sou uma trabalhadora da poesia e minha luta está em espalhar esse estado, divulgar, transbordar a poesia.
Terça-feira, 12 de Julho de 2011
só eu posso viver por mim
Não. Por favor, não me cobre.
Eu sinto muito, mas não posso oferecer o que você me pede.
Minha liberdade é egoísta e não permite invasão.
A direção de minhas ações é pautada por mim, pelos meus desejos.
Só eu tenho o grande poder da decisão das melhores escolhas para o meu caminho.
Os percursos estão ai para o aprendizado e só eu posso vivê-los.
'saber que no fundo
se é só no mundo'

Foto Layana Lösse
Eu sinto muito, mas não posso oferecer o que você me pede.
Minha liberdade é egoísta e não permite invasão.
A direção de minhas ações é pautada por mim, pelos meus desejos.
Só eu tenho o grande poder da decisão das melhores escolhas para o meu caminho.
Os percursos estão ai para o aprendizado e só eu posso vivê-los.
'saber que no fundo
se é só no mundo'

Foto Layana Lösse
Distância do papel
Os instantes da ação
afastam-me abruptamente
do papel.
Os desejos e os impulsos
estão desenhados no ar.
Os poemas surgidos
no estágio pré-sono
não levantam minha mão,
embalam o meu sonho.
As palavras diluidas
em ações
são sopros que escorrem
no vento.
Os rascunhos
são traços do presente
no céu de diamantes.
Palavras vivem.
Poesia voa.
afastam-me abruptamente
do papel.
Os desejos e os impulsos
estão desenhados no ar.
Os poemas surgidos
no estágio pré-sono
não levantam minha mão,
embalam o meu sonho.
As palavras diluidas
em ações
são sopros que escorrem
no vento.
Os rascunhos
são traços do presente
no céu de diamantes.
Palavras vivem.
Poesia voa.
Sábado, 18 de Junho de 2011
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
Poesia Para Degustar - LIDADOR
Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
ArteFórum
ARTEFÓRUM sábado dia 4 na UFRJ da Praia Vermelha
17h às 21h – Sarau de Avatares e Heterônimos, com direção de Jaqueline Rodrigues de Souza Raymundo. Com João Paulo Cuenca, Márvio dos Anjos, Ramon Mello, Betina Kopp, Ismar Tirelli Neto e Cecília Giannetti - Núcleo Literatura Digital- Não será um encontro qualquer, em que os escritores recitam suas poesias e contos. No sarau high tech, que mistura literatura, teatro e software, autores/atores vão contracenar com seus avatares nas telas, dialogando com heterônimos, personagens e alter egos inventados para dar conta de suas fantasias.
Local: Sala Oduvaldo Vianna Filho (Vianninha, na ECO)
www.forum.ufrj.br
17h às 21h – Sarau de Avatares e Heterônimos, com direção de Jaqueline Rodrigues de Souza Raymundo. Com João Paulo Cuenca, Márvio dos Anjos, Ramon Mello, Betina Kopp, Ismar Tirelli Neto e Cecília Giannetti - Núcleo Literatura Digital- Não será um encontro qualquer, em que os escritores recitam suas poesias e contos. No sarau high tech, que mistura literatura, teatro e software, autores/atores vão contracenar com seus avatares nas telas, dialogando com heterônimos, personagens e alter egos inventados para dar conta de suas fantasias.
Local: Sala Oduvaldo Vianna Filho (Vianninha, na ECO)
www.forum.ufrj.br
Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Entrevista
Para quem não viu, tem o vídeo no site do Programa do Jô:
http://programadojo.globo.com/platb/programa/2011/05/25/betina-kopp-fala-sobre-seus-trabalhos-no-teatro/
E no YouTube:
http://programadojo.globo.com/platb/programa/2011/05/25/betina-kopp-fala-sobre-seus-trabalhos-no-teatro/
E no YouTube:
Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
HOJE EU ESTOU NO 'PROGRAMA DO JÔ'
Nesta quarta-feira, dia 25 de maio, Jô Soares entrevista Maurício Manieri, Betina Kopp e Mariana Ferrão.
A jornalista e apresentadora do programa Bem Estar, Mariana Ferrão, começou na Globo, fez diversos projetos especiais, passou um tempo na Bandeirantes e agora está definitivamente por aqui.
Betina Kopp é atriz e poeta. Já gravou áudio livros e criou performances. Com a poesia ela já conheceu 11 estados do Brasil, já se apresentou no Canecão e no presídio Bangu 1 e mostrou poesias a gente que nunca tinha lido um livro.
O cantor, pianista e compositor Maurício Manieri está lançando CD. Vem contar histórias da carreira.
http://programadojo.globo.com/platb/programa/2011/05/25/hoje-128/
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Palestra
Através da matéria de Mariana Filgueiras na Revista do Globo sobre POESIA, a professora de Literatura Carol me conheceu e foi investigar os meus poemas aqui no blog. Ela me apresentou para os seus alunos e eles me escolheram para ser a autora deles no "Encontro com Autores" (evento anual do colégio Evolução). No dia 18 eu estive lá, contei um pouco da minha história, falei poemas... conversamos... e eles tb falaram meus poemas e poemas próprios. sim, eles tb escrevem e estão criando seus blogs. Além disso, no encerramento do "Encontro" eles vão montar um 'restaurante', uma sala chamada "Degustação de poemas da Betina", vão servir meus poemas em pratos com biscoitos e vão utilizar o avental e as colheres como caracterização. Estou muito feliz com essa homenagem... mais um desdobramento provocado pela POESIA! Foi uma manhã muito especial! Linda! Obrigada! Obrigada Poesia, Prof. Carol, Colégio Evolução e todos os alunos do Ensino Médio! Obrigada!



Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
bicho carpinteiro
Eu só escrevo
quando explode em mim
quando não tenho mais para onde ir
quando preciso execrar
quando pode estar tudo bem,
mas ao mesmo tempo falta.
Um bicho carpinteiro me pede:
"Escreva e me liberte.
Só solto eu posso te curar.
Me cuspa sem arrumar.
Não seja o chato do poeta que
estuda a palavra
como simples objeto estático
esquecendo do movimento que gerou
o primeiro impulso da palavra.
O original momento do sentimento."
quando explode em mim
quando não tenho mais para onde ir
quando preciso execrar
quando pode estar tudo bem,
mas ao mesmo tempo falta.
Um bicho carpinteiro me pede:
"Escreva e me liberte.
Só solto eu posso te curar.
Me cuspa sem arrumar.
Não seja o chato do poeta que
estuda a palavra
como simples objeto estático
esquecendo do movimento que gerou
o primeiro impulso da palavra.
O original momento do sentimento."
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
ESCOLA NO PALCO
Grupo formado por atores, músicos e poetas fará apresentações para alunos do 8o ano ao Ensino Médio de escolas públicas e privadas
O Coletivo Performático Voluntários da Pátria, liderado pelo músico Tic o Santa Cruz, fará dez apresentações para alunos do 8º ano ao Ensino Médio de escolas públicas e privadas entre 3 de maio e 16 de junho. As apresentações fazem parte do projeto Escola no Palco, que tem patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e combina entretenimento com responsabilidade social. O objetivo é estimular os jovens a participar de atividades artísticas, com performances que intercalam música e poesia. As apresentações terão duas horas de duração e acontecerão nas seguintes escolas: unidades do Colégio Pedro II (Humaitá, São Cristóvão e Centro), Escola Parque (Gávea), CIEP Dr. Ulysses Guimarães (Jacarepaguá), CIEP Leonel Moura Brizola (Mangueira), NAVE / Colégio Estadual José Leite Lopes (Tijuca), Escola Municipal Juliano Moreira (Pechincha), Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes (Ilha do Governador) e Centro Educacional da Lagoa (Jardim Botânico, Barra da T ijuca, Del Castilho e Ilha do Governador).
“A Oi se orgulha em apoiar projetos como este que promovem desenvolvimentos de novos artistas ao mesmo tempo que auxiliam a formação de platéia.” diz Maria Arlete Gonçalves, diretora de Cultura do Oi Futuro.
Nas apresentações do Escola Palco, os adolescentes são estimulados a se expressar. O público participa diretamente do espetáculo, seja de forma artística (como poetas, atores e músicos) ou debatendo temas importantes, que auxiliem na formação de um pensamento crítico. Os integrantes do projeto atuam como líderes, organizadores, animadores, facilitadores criativos e coautores dos acontecimentos, incentivando os alunos a tomar parte dos espetáculos ou dos debates.
No início da apresentação, cada integrante do Escola no Palco faz uma performance individual, que funciona como pontapé inicial para estimular a participação dos jovens. O coletivo utiliza um repertório musical de composições próprias e de ícones brasileiros. Os poemas são assinados por poetas do grupo e fazem referência a Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana e Clarice Lispector, entre outros. A interação com o público faz com que cada apresentação seja uma experiência única. O ponto em comum é o encerramento, que sempre fica por conta da música “Você me faz tão bem”, de Tico Santa Cruz, junto com a proposta “Abraços Grátis”, onde todos os participantes se abraçam.
Conheça mais detalhes do projeto:
Site:www.escolanopalco.org
Email: escolanopalco@gmail.com
Twitter: www.twitter.com/escolanopalco
Youtube: www.youtube.com/user/escolanopalco
Picassa (fotos): https://profiles.google.com/116954259421358777910#116954259421358777910/photos
Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
SENSACIONAL
Programa SENSACIONALISTA - um jornal isento de verdade.
Canal 42 Multishow
www.multishow.com.br/sensacionalista
Canal 42 Multishow
www.multishow.com.br/sensacionalista
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011
sobre POESIA PARA DEGUSTAR
Vídeo feito pelo amigo João Arthur Soares no evento ABRAÇO DA PAZ na ladeira dos Tabajaras e no Morro dos Cabritos.
Obrigada, João! Gostei muito.
Sou eu falando sobre a performance POESIA PARA DEGUSTAR
Obrigada, João! Gostei muito.
Sou eu falando sobre a performance POESIA PARA DEGUSTAR
10 itens que não vivo sem.
Fui convidada para ser a personagem de uma coluna que lista 10 coisas que a pessoa não vive sem. Achei interessante e ai vai....
Não vivo sem...
1- AMOR
O meu amor pelas pessoas e o amor das pessoas por mim.
2- ÁGUA
Meu corpo pede água; é uma necessidade vital.
3- POESIA
Além de ser meu trabalho é um estilo de vida.
4- FAMÍLIA
Incluo todos: os que se foram, os que estão e os que virão.
5- PROTEÇÃO
Meu Deus está sempre comigo. Gosto do mantra: "Eu sou, eu sou, eu sou. Eu sou a ressurreição e a vida e nada nem ninguém pode atravessar a fimbra do meu manto."
6- AGENDA
Organizar a vida e não perder compromissos. Estar atenta ao tempo que não para.
7-CELULAR
Uso muito para trabalhar, agiliza a comunicação. Hoje em dia, perde-se trabalho se vc fica um dia sem celular e perde uma chamada. Já vi isso acontecer.
8- LIVROS DE CLARICE LISPECTOR
Clarice é minha musa, ela ilumina meu pensamento.
9- PRAIA
Sempre morei perto da praia e sinto-me conectada com a natureza quando mergulho no mar. A Praia de Itacoatiara é meu refúgio. As montanhas, o céu, o vento, a areia e o cheiro do mar me trazem paz.
10- VESTIDO
É a roupa que me sinto bem. Gosto de estar confortável.
Não vivo sem...
1- AMOR
O meu amor pelas pessoas e o amor das pessoas por mim.
2- ÁGUA
Meu corpo pede água; é uma necessidade vital.
3- POESIA
Além de ser meu trabalho é um estilo de vida.
4- FAMÍLIA
Incluo todos: os que se foram, os que estão e os que virão.
5- PROTEÇÃO
Meu Deus está sempre comigo. Gosto do mantra: "Eu sou, eu sou, eu sou. Eu sou a ressurreição e a vida e nada nem ninguém pode atravessar a fimbra do meu manto."
6- AGENDA
Organizar a vida e não perder compromissos. Estar atenta ao tempo que não para.
7-CELULAR
Uso muito para trabalhar, agiliza a comunicação. Hoje em dia, perde-se trabalho se vc fica um dia sem celular e perde uma chamada. Já vi isso acontecer.
8- LIVROS DE CLARICE LISPECTOR
Clarice é minha musa, ela ilumina meu pensamento.
9- PRAIA
Sempre morei perto da praia e sinto-me conectada com a natureza quando mergulho no mar. A Praia de Itacoatiara é meu refúgio. As montanhas, o céu, o vento, a areia e o cheiro do mar me trazem paz.
10- VESTIDO
É a roupa que me sinto bem. Gosto de estar confortável.
Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
no limite
O limite da beira,
Linha fina, camada tênue.
Traço divisor, linha do equador.
Dois lados separam a loucura da realidade.
Passo ao abismo e a capacidade de flutuar.
Caso vá de vez para o lado de lá... já era.
Existe um limite capaz de manter a sanidade.
Linha fina, camada tênue.
Traço divisor, linha do equador.
Dois lados separam a loucura da realidade.
Passo ao abismo e a capacidade de flutuar.
Caso vá de vez para o lado de lá... já era.
Existe um limite capaz de manter a sanidade.
Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
AMO
Ainda não sei dizer sobre o amor.
Sinto de tantas formas...
Amo tantas pessoas, tantas coisas...
Cada amor no seu espaço da sua forma.
Não sei explicar os amores.
Apenas amo.E sentir basta.
Sinto de tantas formas...
Amo tantas pessoas, tantas coisas...
Cada amor no seu espaço da sua forma.
Não sei explicar os amores.
Apenas amo.E sentir basta.
Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
POESIA na Colônia de Férias do Alemão
Estou participando do Circulo Cultural Abraço da Paz na Colônia de Férias do Alemão com a performance POESIA PARA DEGUSTAR.


"Primeiro a Terra, depois o Verde, mais tarde a FLor." Flores na Vila Olímpica do Alemão.
Hoje experimentei uma oficina de poesia espontânea na Colônia de Férias do Alemão, as crianças nomearam de "Campanha da Poesia". Foi muito interessante! Saem coisas lindas e tb tristes fatos como crianças de 12 anos que não sabem ler e escrever nada.
"Primeiro a Terra, depois o Verde, mais tarde a FLor." Flores na Vila Olímpica do Alemão.
Hoje experimentei uma oficina de poesia espontânea na Colônia de Férias do Alemão, as crianças nomearam de "Campanha da Poesia". Foi muito interessante! Saem coisas lindas e tb tristes fatos como crianças de 12 anos que não sabem ler e escrever nada.
Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
Lição da Natureza
Aprende com as abelhas a ser perseverante
Aprende com os pássaros a cantar a alegria e a liberdade
Aprende com as cigarras a louvar a vida
Aprende com as borboletas a dançar colorindo o espaço
Aprende com o riacho a romper obstáculos, com o vento o cantar dos anjos
Aprende com a chuva a ter a esperança de renovação e bom tempo
Aprende com o arco-íris a encontrar a fonte dos sonhos
Aprende com a noite a certeza de um novo alvorecer
Aprende com o sol a enxergar a luz e a vida
Aprende com as estrelas a ter sonhos e repousar na poesia
Aprende com as crianças a doçura e a sorrir para o futuro
Aprende com os idosos a sabedoria da experiência
Aprende com a vida a encontrar e a plantar o amor
Aprende com o tempo a conquistar a felicidade
Até Sempre. Fernando Cesar. 31.10.98
Aprende com os pássaros a cantar a alegria e a liberdade
Aprende com as cigarras a louvar a vida
Aprende com as borboletas a dançar colorindo o espaço
Aprende com o riacho a romper obstáculos, com o vento o cantar dos anjos
Aprende com a chuva a ter a esperança de renovação e bom tempo
Aprende com o arco-íris a encontrar a fonte dos sonhos
Aprende com a noite a certeza de um novo alvorecer
Aprende com o sol a enxergar a luz e a vida
Aprende com as estrelas a ter sonhos e repousar na poesia
Aprende com as crianças a doçura e a sorrir para o futuro
Aprende com os idosos a sabedoria da experiência
Aprende com a vida a encontrar e a plantar o amor
Aprende com o tempo a conquistar a felicidade
Até Sempre. Fernando Cesar. 31.10.98
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
Poesia para Degustar na FLIPORTO
Performance Poesia Para Degustar na FLIPORTO - Praça do Carmo Olinda- PE 14/11/2010
As pessoas abordadas escolhem o poeta-prato no Menu Poesia e degustam um poema do escolhido. Nesse momento o escolhido foi Mario Quintana e o poema falado "Inscrição para uma lareira".
As pessoas abordadas escolhem o poeta-prato no Menu Poesia e degustam um poema do escolhido. Nesse momento o escolhido foi Mario Quintana e o poema falado "Inscrição para uma lareira".
Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
poemas mudos
Os poemas mudos
que eu não escrevi
estão arraigados
nas plantas
dos meus pés sujos
da terra que pisamos juntos;
longas caminhadas pelo território nacional.
que eu não escrevi
estão arraigados
nas plantas
dos meus pés sujos
da terra que pisamos juntos;
longas caminhadas pelo território nacional.
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010
Corpinturadas no Mob
Ninho de Corujas
é sempre preciso buscar forças no berço
sou segura quando encontro meu ninho
viro criança e danço cirandas
experimento o estado de excitação juvenil
emoção fresca, orgânica, pulsante
estou no meio da bomba central que move meu corpo
o estímulo da casa protegida
as mãos dadas, unificadas no meio
berço de poesia, ninho de corujas
minha e nossa casa.
força em ascensão
movimento que não para
abismo que traz o novo
e abraça todos
de mendigo a famoso
é o ninho que te acolhe
o meio ambiente somos nós.
- CORUJÃO DA POESIA -
www.corujaodapoesia.com
sou segura quando encontro meu ninho
viro criança e danço cirandas
experimento o estado de excitação juvenil
emoção fresca, orgânica, pulsante
estou no meio da bomba central que move meu corpo
o estímulo da casa protegida
as mãos dadas, unificadas no meio
berço de poesia, ninho de corujas
minha e nossa casa.
força em ascensão
movimento que não para
abismo que traz o novo
e abraça todos
de mendigo a famoso
é o ninho que te acolhe
o meio ambiente somos nós.
- CORUJÃO DA POESIA -
www.corujaodapoesia.com
Sábado, 25 de Setembro de 2010
Flor Inaê
Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
desejo da poética
desejo de palavras, letras, poemas
ar, sol, chuva de verão, estrelas
versos e prosas
desejo de escrita
palavras forçadas
vômito premeditado
ação voluntária
músculo com objetivo
bem definido.
desejo de exercício, exposição, palestras e apresentações.
multiplicação do saber
trânsito de pensamentos em fluxo constante
ondulante como o mar de ressaca
desejo de imagens, fotos, inspirações
verdes ventos
gaivotas pescando sonhos do instinto
estômago que procura alimentar o espírito
desejo de desafogar
espallhar, colocar para fora
buscar misturas heterogêneas
onde um vírus não é capaz de virar uma peste
desejo de desabar
soltar, tomar o laxante das palavras
e soltá-las de todas as formas e cores.
desejo de poesia.
de poetar.
ar, sol, chuva de verão, estrelas
versos e prosas
desejo de escrita
palavras forçadas
vômito premeditado
ação voluntária
músculo com objetivo
bem definido.
desejo de exercício, exposição, palestras e apresentações.
multiplicação do saber
trânsito de pensamentos em fluxo constante
ondulante como o mar de ressaca
desejo de imagens, fotos, inspirações
verdes ventos
gaivotas pescando sonhos do instinto
estômago que procura alimentar o espírito
desejo de desafogar
espallhar, colocar para fora
buscar misturas heterogêneas
onde um vírus não é capaz de virar uma peste
desejo de desabar
soltar, tomar o laxante das palavras
e soltá-las de todas as formas e cores.
desejo de poesia.
de poetar.
Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
ainda sobre a foto
achei aqui no blog algo que eu escrevi sobre a mesma foto em 29/09/2009...
http://becodebb.blogspot.com/2009/10/alguem-para-limpar.html
Alguém para limpar...
http://becodebb.blogspot.com/2009/10/alguem-para-limpar.html
Alguém para limpar...
Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
A foto

A foto foi tirada depois da performance de action-painting CORPINTURADAS realizada na Manifestação Pró-Hélio Oiticica no Rio de Janeiro. Nessa performance eu sou o corpo-tela em movimento com tecidos arrumados e pintados por Melina Tofanello (artista plástica e estilista).
A tinta passa do tecido para a pele como carimbo de acordo com os movimentos e as partes do corpo que sustentam o tecido.
Os tecidos carimbam minha pele e eis o resto de tinta...
Esta foto mostra os restos de tinta pós-performance.
Hoje recebi uma mensagem do Carlos Gurgel, amigo de facebook, não nos conhecemos e ele conta 'que fluiu um poema quando a foto viu'.
Korppo
pela cor
a pele
incita
entre teu corpo
que respira
e sobre
meus olhos
que a palavra
habita
tudo
como campo
que procura
luz
e escrita.
Cgurgel
http://vocabulariodaraca.wordpress.com/
POESIA PARA OUVIR
Domingo, 29 de Agosto de 2010
"Escola de Molières"
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Clarice Lispector
Trechos de Clarice Lispector no conto 'Perdoando Deus'
Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria — e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele.
...
Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que “Deus” é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escadalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria — e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele.
...
Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que “Deus” é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escadalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
Ofício
Eu escolhi um ofício onde preciso exercitar o desapego,
entender a transitoriedade das coisas e não me programar.
Viver sem rotina, sem horários, sem final de semana.
Cada passo dado é uma revisão do motivo que me fez escolher essa profissão.
Reafirmo minha opção.
Não existem mais certezas e verdades concretas,
nenhuma programação.
Sem previsão.
...

Vivo na corda bamba das emoções fáceis e difíceis,
navego entre o aplauso e a crítica,
enfrento testes e respostas.
Dou tudo de mim para nada.
Dou nada de mim para tudo.
Encaro a vaidade e exercito a solidariedade.
Trabalho solitária e compartilho coletivos.
Faço papéis, personagens e eu mesma sem papel.
Trabalho duramente e instantaneamente.
Devo estar preparada para tudo
e desarmada para o novo.
Falar rápido e devagar.
Fazer mais, menos ou nada.
Exercitar plenamente a liberdade.
Entender através do afeto.
Estar. E ser.
Artista.
(Foto de Rafael Silva do espetáculo "Escola de Molières")
entender a transitoriedade das coisas e não me programar.
Viver sem rotina, sem horários, sem final de semana.
Cada passo dado é uma revisão do motivo que me fez escolher essa profissão.
Reafirmo minha opção.
Não existem mais certezas e verdades concretas,
nenhuma programação.
Sem previsão.
...

Vivo na corda bamba das emoções fáceis e difíceis,
navego entre o aplauso e a crítica,
enfrento testes e respostas.
Dou tudo de mim para nada.
Dou nada de mim para tudo.
Encaro a vaidade e exercito a solidariedade.
Trabalho solitária e compartilho coletivos.
Faço papéis, personagens e eu mesma sem papel.
Trabalho duramente e instantaneamente.
Devo estar preparada para tudo
e desarmada para o novo.
Falar rápido e devagar.
Fazer mais, menos ou nada.
Exercitar plenamente a liberdade.
Entender através do afeto.
Estar. E ser.
Artista.
(Foto de Rafael Silva do espetáculo "Escola de Molières")
Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
Áudio Livro

Já está disponível para venda em dvd e para download o áudio livro "Morangos Mofados" de Caio Fernando Abreu narrado por mim.
Link do selo Plugme com informações:
http://plugme.vendapontocom.com.br/detalhes.asp?produto=104386
DESCRIÇÃO COMPLETA
“Os contos de Morangos mofados mostram a fé fundamental que iluminou o projeto libertário da contracultura. A fé que orientou o sonho cujo primeiro grande impulso vem dos ‘rebeldes sem causa’ de Elvis e Dean; que se define em seguida com a ‘grande recusa’ da sociedade tecnocrática pelo flower power ao som dos Beatles e dos Rolling Stones;
e que ganha, de forma inesperada, uma nova e mágica força no momento em que Lennon declara drasticamente: o sonho acabou. Os Morangos de Caio têm uma irresistível atualidade. Modificando caminhos percorridos, põem em cena uma possível pontuação para essa história, ou, como esclarece o conto ‘Os companheiros’: ‘Uma história nunca fica suspensa, ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais’.
HELOISA BUARQUE DE HOLANDA
Sobre o Autor: Caio Fernando Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi jornalista, dramaturgo e escritor. Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, da angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".
Sobre o Narrador: Betina Kopp iniciou sua carreira artística aos 3 anos, dançando ballet e participando de comerciais e peças infantis. Em 1996 estreou na TV na novela Idade da Loba. Foramada em Educação Física e Artes Cênicas, atua como produtora e atriz com performances poéticas no grupo Voluntários da Pátria, que relaiza o "Circuito de Poesia, Música e reflexões coletivas" por todo Brasil.
FLIP
Esse ano eu não estive presente fisicamente na FLIP.
Eu amo esse Festival!!! E posto um video de recordação do ano passado.
Eu amo esse Festival!!! E posto um video de recordação do ano passado.
Terça-feira, 3 de Agosto de 2010
fluxo do amor
Meu amor,
tenho vontade de dizer que te amo o tempo todo.
se vc não está por perto quero escrever que te amo.
declarar a delícia que é viver esse amor.
sentir a felicidade plena do afeto que corre entre nós e transborda luz para todos os lados.
a força definitiva do amor.
o poder, a capacidade, a revolução.
estar no tempo do amor é a busca de nossos passos.
caminhos na construção sólida do relacionamento conquistado.
sentimentos compartilhados e compreendidos.
almas conectadas.
amor que jorra e não para.
ama, ama e ama.
ama amar vc e nós.
tenho vontade de dizer que te amo o tempo todo.
se vc não está por perto quero escrever que te amo.
declarar a delícia que é viver esse amor.
sentir a felicidade plena do afeto que corre entre nós e transborda luz para todos os lados.
a força definitiva do amor.
o poder, a capacidade, a revolução.
estar no tempo do amor é a busca de nossos passos.
caminhos na construção sólida do relacionamento conquistado.
sentimentos compartilhados e compreendidos.
almas conectadas.
amor que jorra e não para.
ama, ama e ama.
ama amar vc e nós.
Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Comentário Geral
Estarei como convidada do programa Comentário Geral da TVBRASIL na quarta-feira (28/07) 19:30.
E em breve, estréia "Escola De Molières" no Teatro Tom Jobim com direção de Amir Haddad.
Frase do Amir que vale para o tema do programa de quarta:
"É preciso trocar a camisa de força da ideologia pelos trapos coloridos da fantasia"
E em breve, estréia "Escola De Molières" no Teatro Tom Jobim com direção de Amir Haddad.
Frase do Amir que vale para o tema do programa de quarta:
"É preciso trocar a camisa de força da ideologia pelos trapos coloridos da fantasia"
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
Reconstrução
Despi minha couraça
abandonei o escudo
perdi todas as minhas certezas
o chão caiu.
Abismo sem rede.
Queda livre.
Ponto nulo,
zero.
Nada.
Livre de tudo
com o coração na mão
sinto meus pés baterem como asas
pulsos correndo meu corpo até a ação.
Sementes em busca de água esticam-se até nascer a nova Flor.
abandonei o escudo
perdi todas as minhas certezas
o chão caiu.
Abismo sem rede.
Queda livre.
Ponto nulo,
zero.
Nada.
Livre de tudo
com o coração na mão
sinto meus pés baterem como asas
pulsos correndo meu corpo até a ação.
Sementes em busca de água esticam-se até nascer a nova Flor.
Terça-feira, 29 de Junho de 2010
vento
Domingo, 13 de Junho de 2010
coração croissant
Fabriquei um croissant no meu coração. Para retirá-lo sofri uma cirurgia dolorosa.
Quando estava fora do meu corpo,coloquei o croissant na chuva para derreter todas as suas verdades cristalizadas.
Derreter a couraça e deixar só o recheio molinho e úmido.
Quando estava fora do meu corpo,coloquei o croissant na chuva para derreter todas as suas verdades cristalizadas.
Derreter a couraça e deixar só o recheio molinho e úmido.
Terça-feira, 8 de Junho de 2010
amor que ama
Viciada no seu amor
entrego minha cabeça em seus braços
descanço meus pensamentos mundanos em suas axilas
esfrego minha pele na sua
beijo sua boca, minha chupeta predileta.
Sou um nenen que precisa mamar
mamar do seu amor,
carinho que preenche
aconchego que afaga
amor que ama.
Estou viciada no seu amor
e é tudo que eu quero
e nada mais.
entrego minha cabeça em seus braços
descanço meus pensamentos mundanos em suas axilas
esfrego minha pele na sua
beijo sua boca, minha chupeta predileta.
Sou um nenen que precisa mamar
mamar do seu amor,
carinho que preenche
aconchego que afaga
amor que ama.
Estou viciada no seu amor
e é tudo que eu quero
e nada mais.
Terça-feira, 1 de Junho de 2010
here.
Conversinha nos bastidores?!
Brincadeirinha?!
Acha que estou
fazendo cena?!
Cena?!
E cena é mentira?!
Se for... não quero!
Quero fazer a cena
de verdade; inteira.
Ator não mente,
Não se faz de...
É e É.
...
EU SOU COMO EU SOU
Torquato, esteja em mim
nessas horas
coloque-me neste estágio
psíquico capaz de ...
a respiração certa,
o batimento cardíaco colocado
no lugar.
Aquele lugar específico,
certo e VERDADEIRO.
O local crucial
do ser EU.
Aquele pedacinho que estou
e digo que SOU.
EU sei.
Sei quando atuo de verdade,
quando SOU e AÇÃO.
Sei quando a AÇÃO
passa por mim
e vira amanhã.
Deixa de ser aqui e
agora.
PAssa a querer atingir
o Monte Everest
e morrer.
No gélido
duro
intacto
hoje e agora.
- A arte possibilita
a pesquisa do AGORA.
Estar AQUI e AGORA:
É preciso de...
VERDADE!
Só sendo
o que se é
se vive
d verdade!
Hoje
Agora
Sou
Brincadeirinha?!
Acha que estou
fazendo cena?!
Cena?!
E cena é mentira?!
Se for... não quero!
Quero fazer a cena
de verdade; inteira.
Ator não mente,
Não se faz de...
É e É.
...
EU SOU COMO EU SOU
Torquato, esteja em mim
nessas horas
coloque-me neste estágio
psíquico capaz de ...
a respiração certa,
o batimento cardíaco colocado
no lugar.
Aquele lugar específico,
certo e VERDADEIRO.
O local crucial
do ser EU.
Aquele pedacinho que estou
e digo que SOU.
EU sei.
Sei quando atuo de verdade,
quando SOU e AÇÃO.
Sei quando a AÇÃO
passa por mim
e vira amanhã.
Deixa de ser aqui e
agora.
PAssa a querer atingir
o Monte Everest
e morrer.
No gélido
duro
intacto
hoje e agora.
- A arte possibilita
a pesquisa do AGORA.
Estar AQUI e AGORA:
É preciso de...
VERDADE!
Só sendo
o que se é
se vive
d verdade!
Hoje
Agora
Sou
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
duelo
Não sei se consigo carregar tamanho afrontamento.
O peso insustentável da insegurança.
Coração lateja pegadas devoradoras.
Consumo meu amor.
Queimo sonhos.
Taco pedra na Geni.
Grito. Bem alto.
Sai de dentro para fora.
com força total.
Falo com o corpo todo.
Vibro, explodo.
Até acabar o ar.
Sufoco.
Sufocada de amor e turbulências.
Intenso, exagero.
EXPLOSÃO!!!!!!
O peso insustentável da insegurança.
Coração lateja pegadas devoradoras.
Consumo meu amor.
Queimo sonhos.
Taco pedra na Geni.
Grito. Bem alto.
Sai de dentro para fora.
com força total.
Falo com o corpo todo.
Vibro, explodo.
Até acabar o ar.
Sufoco.
Sufocada de amor e turbulências.
Intenso, exagero.
EXPLOSÃO!!!!!!
Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
Sexta-feira, 7 de Maio de 2010
Força da Paz
Força da Paz
Cresça sempre, sempre mais.
Reina a Paz, acabem as fronteiras.
Nós somos um.
Amor, amor, amor, amor, amor.
Essa mensagem é do amor.
Ame o próximo como a ti mesmo.
Isso é o amor.
A Paz, a Paz, a Paz é capaz
de eliminar as guerras na Terra
com urgências imediatas.
A vez é do coração.
- Letra de Novo Quilombo
Cresça sempre, sempre mais.
Reina a Paz, acabem as fronteiras.
Nós somos um.
Amor, amor, amor, amor, amor.
Essa mensagem é do amor.
Ame o próximo como a ti mesmo.
Isso é o amor.
A Paz, a Paz, a Paz é capaz
de eliminar as guerras na Terra
com urgências imediatas.
A vez é do coração.
- Letra de Novo Quilombo
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Vontade
Vontade de sair correndo até você, te abraçar, te beijar, apertar, apertar tanto, colar, grudar e não soltar nunca mais.
Vontade de te ver, te ouvir, te cheirar, te sentir.
Vontade.
Muita vontade de você!
Vontade de te ver, te ouvir, te cheirar, te sentir.
Vontade.
Muita vontade de você!
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
AR
Eu cheiro o pó da vida
colho as cinzas
sinto a falta de ar do meu pulmão.
Respirações profundas.
Intuições embaçadas.
Instintos mais que primitivos.
Eu cheiro o ar
Respiro a rua
Inalo a vida
Inspiro amor
Exalo solidão.
Puxo a vida refletida
pelo nariz e pela boca.
Solto por onde puder...
pelo nariz, pela boca,
pelo ouvido, pelos olhos,
pelo ânus...
Orifícios. Ofícios do ser.
Ser ar.
Ser eu.
colho as cinzas
sinto a falta de ar do meu pulmão.
Respirações profundas.
Intuições embaçadas.
Instintos mais que primitivos.
Eu cheiro o ar
Respiro a rua
Inalo a vida
Inspiro amor
Exalo solidão.
Puxo a vida refletida
pelo nariz e pela boca.
Solto por onde puder...
pelo nariz, pela boca,
pelo ouvido, pelos olhos,
pelo ânus...
Orifícios. Ofícios do ser.
Ser ar.
Ser eu.
Estações
Seis da manhã
Próxima estação
Para!
Eu preciso saltar.
O vagão está apertado
Eu preciso de ar.
Cada passo dado
é um mero achado
de eu.
Eu meu.
Identidade criada.
Criação coletiva
pentrando em mim.
Eu invadido por eu.
Eu.
Eu queria agora sentir o seu corpo
Mais... muito mais...
não é carnal;
é sentimental.
Puro coração.
Puro amor.
A estabilidade do meu eu com você.
Meu coração em paz.
Eu em paz.
Sentimentos vivos transbordam
em cada estação.
Toda estação é solitária
na ausência de um ponto final.
Próxima estação
Para!
Eu preciso saltar.
O vagão está apertado
Eu preciso de ar.
Cada passo dado
é um mero achado
de eu.
Eu meu.
Identidade criada.
Criação coletiva
pentrando em mim.
Eu invadido por eu.
Eu.
Eu queria agora sentir o seu corpo
Mais... muito mais...
não é carnal;
é sentimental.
Puro coração.
Puro amor.
A estabilidade do meu eu com você.
Meu coração em paz.
Eu em paz.
Sentimentos vivos transbordam
em cada estação.
Toda estação é solitária
na ausência de um ponto final.
Feriado
Sem canto, sem teto, sem chão...
Mochila nas costas
e um passo em direção.
Rumo ao sem destino
Andarilha do meu coração descalço.
Sem recheio, sem cereja
Derreto ações em
desertos de gelo.
Saio por ai a procurar
uma nova casa para morar.
Mochila nas costas
e um passo em direção.
Rumo ao sem destino
Andarilha do meu coração descalço.
Sem recheio, sem cereja
Derreto ações em
desertos de gelo.
Saio por ai a procurar
uma nova casa para morar.
ofício do ator
"Raios que partam esta profissão e quem a inventou!
Quando me ajuntei a eles, pensei que teria uma vida feliz: mas qual o quê!
Acho-a uma vida de cigano, pois são eles que nunca têm lugar certo ou estável.
Hoje aqui, amanhã lá: às vezes por terra, às vezes por mar: e, o que é pior, sempre
vivendo nas estalagens onde, na maioria das vezes paga-se bem e fica-se mal.
Bem que meu pai podia ter me colocado em algum outro ofício, no qual, acredito,
teria tirado maior proveito e lucro, e sem tanta lida, pois quem tem ofício se garante
neste mundo, costumava dizer Farfanicchio, meu companheiro.
Paciência! Eu já estou nisso; e nesta profissão, é só f icar o tempo de gastar um par
de sapatos para nunca mais querer sair."
D. Bruni - ator da Commedia dell'arte
Quando me ajuntei a eles, pensei que teria uma vida feliz: mas qual o quê!
Acho-a uma vida de cigano, pois são eles que nunca têm lugar certo ou estável.
Hoje aqui, amanhã lá: às vezes por terra, às vezes por mar: e, o que é pior, sempre
vivendo nas estalagens onde, na maioria das vezes paga-se bem e fica-se mal.
Bem que meu pai podia ter me colocado em algum outro ofício, no qual, acredito,
teria tirado maior proveito e lucro, e sem tanta lida, pois quem tem ofício se garante
neste mundo, costumava dizer Farfanicchio, meu companheiro.
Paciência! Eu já estou nisso; e nesta profissão, é só f icar o tempo de gastar um par
de sapatos para nunca mais querer sair."
D. Bruni - ator da Commedia dell'arte
Sábado, 24 de Abril de 2010
CORUJÃO NO VIRADÃO
CORUJÃO DA POESIA no Viradão Cultural Carioca.
Ontem representamos o Corujão da Poesia no Anfitetaro nos Arcos da Lapa, fizemos dois sets de 15 minutos entre as bandas: Destemido Wallace e Manacá. Foi ótimo, fluiu muito bem. Estávamos eu, Paulo Betto, Lucas Castelo Branco e Vinicius Figueiredo.... depois chegou Fábio Nunes e Luizinho Alves. VIVA A POESIA! E ARTE QUE NOS TRANSFORMA. E HOJE TEM MAIS..... MAIS CORUJÃO NA LAPA NO VIRADÃO!!!!!
Anfiteatro - Arcos da Lapa. Programação: 21h - Black Alien. 22:45 Intervenção do Corujão. 23h - Rimax 00:15 - Intervenção do Corujão e 00:30 - Marcelo D2. lá vamos nós.......
Estamos representando o Corujão da Poesia de Niterói. Salve Nikiti!!!
Ontem representamos o Corujão da Poesia no Anfitetaro nos Arcos da Lapa, fizemos dois sets de 15 minutos entre as bandas: Destemido Wallace e Manacá. Foi ótimo, fluiu muito bem. Estávamos eu, Paulo Betto, Lucas Castelo Branco e Vinicius Figueiredo.... depois chegou Fábio Nunes e Luizinho Alves. VIVA A POESIA! E ARTE QUE NOS TRANSFORMA. E HOJE TEM MAIS..... MAIS CORUJÃO NA LAPA NO VIRADÃO!!!!!
Anfiteatro - Arcos da Lapa. Programação: 21h - Black Alien. 22:45 Intervenção do Corujão. 23h - Rimax 00:15 - Intervenção do Corujão e 00:30 - Marcelo D2. lá vamos nós.......
Estamos representando o Corujão da Poesia de Niterói. Salve Nikiti!!!
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
passagem do sonho pelo país das não-maravilhas.
Quebrou o encanto.
Desfez.
A fadinha cansou e foi procurar outras magias e casas para cuidar.
O príncipe virou sapo.
O castelo desmoronou.
A madrasta apareceu,
Alice adormeceu,
seu gato parou de sorrir.
A bruxa envenenou todas as maças,
a vovó da chapeuzinho vermelho comeu todas
e vomitou na cara do lobo mau.
Os 7 anões estão com pesadelos e não conseguem trabalhar.
O espelho da Branca de Neve quebrou.
Faltam peças do quebra-cabeça.
Países impossíveis de conquistar no jogo de War.
Lugares onde já não se pode voltar.
A purpurina caiu toda no chão,
as bolinhas de sabão estouraram
e o encanto partiu-se em pedaços
como um copo de cristal que sem querer cai no chão.
Em segundos, a terra estremeceu e nos afastou.
Larvas vulcanicas separam nossos quadrados.
A casinha de boneca virou casa mal assombrada.
O parquinho um trem fantasma.
No lugar de duendes, monstros.
Quebrou o encanto.
A TV está PB, chuviscando,
Mas logo virá uma LCD cheia de cores.
Muitas cores.
Novas cores.
Imagens perfeitas no sonho da minha vida,
no palco do meu coração.
O sonhou acabou?
Ainda não acabaram os sonhadores!!!
Desfez.
A fadinha cansou e foi procurar outras magias e casas para cuidar.
O príncipe virou sapo.
O castelo desmoronou.
A madrasta apareceu,
Alice adormeceu,
seu gato parou de sorrir.
A bruxa envenenou todas as maças,
a vovó da chapeuzinho vermelho comeu todas
e vomitou na cara do lobo mau.
Os 7 anões estão com pesadelos e não conseguem trabalhar.
O espelho da Branca de Neve quebrou.
Faltam peças do quebra-cabeça.
Países impossíveis de conquistar no jogo de War.
Lugares onde já não se pode voltar.
A purpurina caiu toda no chão,
as bolinhas de sabão estouraram
e o encanto partiu-se em pedaços
como um copo de cristal que sem querer cai no chão.
Em segundos, a terra estremeceu e nos afastou.
Larvas vulcanicas separam nossos quadrados.
A casinha de boneca virou casa mal assombrada.
O parquinho um trem fantasma.
No lugar de duendes, monstros.
Quebrou o encanto.
A TV está PB, chuviscando,
Mas logo virá uma LCD cheia de cores.
Muitas cores.
Novas cores.
Imagens perfeitas no sonho da minha vida,
no palco do meu coração.
O sonhou acabou?
Ainda não acabaram os sonhadores!!!
EU - menina - moleque
EU
arranjou um jeito de tirar o coração do buraco.
EU
inventou um moleque que escala as paredes do buraco como se fosse um jogo divertido e leviano.
EU
sai com o meu menino a jogar bolas, correr e pular.
EU
fala o que pensa e coloca o pau na mesa.
EU
brinca e finge.
EU
diverte-se.
EU
precisa fantasiar-se de homem para enfrentar os romantismos e o amor em excesso de minha menina.
arranjou um jeito de tirar o coração do buraco.
EU
inventou um moleque que escala as paredes do buraco como se fosse um jogo divertido e leviano.
EU
sai com o meu menino a jogar bolas, correr e pular.
EU
fala o que pensa e coloca o pau na mesa.
EU
brinca e finge.
EU
diverte-se.
EU
precisa fantasiar-se de homem para enfrentar os romantismos e o amor em excesso de minha menina.
Sábado, 17 de Abril de 2010
eu.
Enquanto espero, escrevo.
Escrevo porque não tenho nada mais para fazer...
é uma fuga.
solidão.
carência.
carente de mim.
Eu.
Ser, sempre fui tão forte....
e agora fraca de mim.
Ser eu, ser independente.
de quem?
de mim?
Eu + eu = eu.
eu quem?
Só?
Com muitos?
Vários?
Tudo e nada?
Ser eu.
Esteriótipo?
carrego em mim o que eu sou
ou o que eu quero ser?
Eu sou quem?
Imagem de mim?
Eu comigo sou eu e eu.
eu me amo?
Eu me basto?
Eu
Eu
Eu
eu sou nada.
eu sou eu com outro eu
espelho.
reflexo.
Eu reflito eu em vc.
Delírio
Imagem borrada do meu eu.
Meu?
Seu?
Nós?
Espero...
escrevo...
e nada...
Eu.
resta eu.
Escrevo porque não tenho nada mais para fazer...
é uma fuga.
solidão.
carência.
carente de mim.
Eu.
Ser, sempre fui tão forte....
e agora fraca de mim.
Ser eu, ser independente.
de quem?
de mim?
Eu + eu = eu.
eu quem?
Só?
Com muitos?
Vários?
Tudo e nada?
Ser eu.
Esteriótipo?
carrego em mim o que eu sou
ou o que eu quero ser?
Eu sou quem?
Imagem de mim?
Eu comigo sou eu e eu.
eu me amo?
Eu me basto?
Eu
Eu
Eu
eu sou nada.
eu sou eu com outro eu
espelho.
reflexo.
Eu reflito eu em vc.
Delírio
Imagem borrada do meu eu.
Meu?
Seu?
Nós?
Espero...
escrevo...
e nada...
Eu.
resta eu.
Domingo, 4 de Abril de 2010
FLASH MOB
FLASH MOB - FESTA IMAGINÁRIA
A proposta: 18h na Cinelândia começar a dançar como se estivesse rolando mó sonzão... e só parar 18:30. Pessoas que não se conheciam dançando para chamar atenção para liberação das festas de música eletrônica no Rio de Janeiro.
Fomos convidadas para fazer a performance CORPINTURADAS, eu e Melina Tofanello...
No dia da ação caiu uma chuva louca... vi no site que aconteceria mesmo em caso de chuva... Comprei um guarda-chuva enorme e fizemos a roupa de plástico bolha.
Chegamos faltando 10 minutos... Eu, Mel e Tavinho para filmar... Não sabíamos o que ia acontecer... e de repente, 18h em ponto algumas pessoas começam a dançar. Iniciamos tb nossa ação... usando o guarda-chuva que escorria tintas coloridas.. lindo! Mel me pintou até onde deu... era muito chuva e a tinta escorria toda. Depois ela cansou de ficar molhada e eu fiquei como pinto no lixo dançando na chuva sem iPod e com minha roupa aos pedaços... nas mãos para não sujar o chão... rsrsrs...
Tavinho perdeu a maior parte da filmagem, mas conseguiu salvar os minutos finais.
Essa foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz.
Demorei para postar o vídeo, esse MOB aconteceu no ano passado e na época eu escrevi aqui no blog... segue...
CHUVA NO MOB
Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
A proposta: 18h na Cinelândia começar a dançar como se estivesse rolando mó sonzão... e só parar 18:30. Pessoas que não se conheciam dançando para chamar atenção para liberação das festas de música eletrônica no Rio de Janeiro.
Fomos convidadas para fazer a performance CORPINTURADAS, eu e Melina Tofanello...
No dia da ação caiu uma chuva louca... vi no site que aconteceria mesmo em caso de chuva... Comprei um guarda-chuva enorme e fizemos a roupa de plástico bolha.
Chegamos faltando 10 minutos... Eu, Mel e Tavinho para filmar... Não sabíamos o que ia acontecer... e de repente, 18h em ponto algumas pessoas começam a dançar. Iniciamos tb nossa ação... usando o guarda-chuva que escorria tintas coloridas.. lindo! Mel me pintou até onde deu... era muito chuva e a tinta escorria toda. Depois ela cansou de ficar molhada e eu fiquei como pinto no lixo dançando na chuva sem iPod e com minha roupa aos pedaços... nas mãos para não sujar o chão... rsrsrs...
Tavinho perdeu a maior parte da filmagem, mas conseguiu salvar os minutos finais.
Essa foi uma das coisas mais loucas que eu já fiz.
Demorei para postar o vídeo, esse MOB aconteceu no ano passado e na época eu escrevi aqui no blog... segue...
CHUVA NO MOB
Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'
busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!
"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)
achados na gaveta
cada gaveta que mexo.... acho uns escritos.... cada caderno velho de ed. física tem escritos...
esse é de 2003
como vou jogar no lixo, coloco aqui para rever minha vida mais tarde... lá vai:
O tempo passa... E com ele acontecem muitas coisas...
Principalmente quando somos jovens e ainda estamos tentando entender o que é o mundo e quem realmente somos nós.
À medida que o tempo passa, descobrimos algumas coisas e esquecemos outras... Percebemos que a vida é uma constante aprendizagem. ERRAR é fundamental.
Errando e sofrendo, amadurecemos.
esse é de 2003
como vou jogar no lixo, coloco aqui para rever minha vida mais tarde... lá vai:
O tempo passa... E com ele acontecem muitas coisas...
Principalmente quando somos jovens e ainda estamos tentando entender o que é o mundo e quem realmente somos nós.
À medida que o tempo passa, descobrimos algumas coisas e esquecemos outras... Percebemos que a vida é uma constante aprendizagem. ERRAR é fundamental.
Errando e sofrendo, amadurecemos.
Sexta-feira, 26 de Março de 2010
o Olho é um teatro por dentro
Mapa de anatomia: o Olho
O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
Muitas pinturas:
azuis, verdes, amarelas.
É um globo brilhante:
parece de cristal,
é como um aquário com plantas
finamente desenhadas: algas, sargaços,
miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro.
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
O Olho é um teatro por dentro.
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.
Cecília Meireles
O Olho é uma espécie de globo,
é um pequeno planeta
com pinturas do lado de fora.
Muitas pinturas:
azuis, verdes, amarelas.
É um globo brilhante:
parece de cristal,
é como um aquário com plantas
finamente desenhadas: algas, sargaços,
miniaturas marinhas, areias, rochas, naufrágios e peixes de ouro.
Mas por dentro há outras pinturas,
que não se vêem:
umas são imagens do mundo,
outras são inventadas.
O Olho é um teatro por dentro.
E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
formam, no Olho, lágrimas.
Cecília Meireles
Domingo, 14 de Março de 2010
O ATOR - Plínio Marcos
Conheci esse texto há 5 anos quando passava pela Av. Rio Branco e vi que tinha uma pequena exposição sobre o Plínio Marcos no Teatro Glauce Rocha. Dei uma olhada e peguei um programa.(tenho mania de guardar programas de peças, exposições... mania chata que entope minhas gavetas!)
No programa tinha esse texto: O ATOR
Eu li e chorei, chorei. Fiquei muito emocionada porque estava vivendo um período conturbado no Teatro, um pouco revoltado até. Estava em crise.
Foi ai que fui parar na poesia e senti-me livre das amarras que estava sentindo no Teatro. A poesia me ofereceu uma liberdade tão grande que virei até poeta. Sou uma trabalhadora da poesia e serei para sempre militante desse movimento. Agradeço muito por tudo que conheci e vivi através dela. As pessoas, as palavras, as possibilidades, a dureza e a beleza da vida.
Hoje estou retornando ao Teatro de verdade. Na poesia eu interpreto, danço, faço performances... uso minha atriz. Mas agora estou falando de Teatro, Teatro mesmo. Um reencontro especial e difícil, pois novamente estou tendo que me enfrentar de forma absoluta. Agora encontrei o Teatro que tanto procurei, desejei. Aquele ímpeto primário de quando iniciei meus estudos, intenso, profundo, livre de sistemas.... tantos desejos... tanta força. Sei lá. Estou no caminho. E sei que é o certo. Sinto-me perdida ainda.
Bom, nesse exato momento, arrumando minhas coisas, encontrei o programa da Exposição do Plínio Marcos... e o texto O ATOR. Veio a calhar. Momento oportuno para as minhas reflexões e minha fase de transição. De tempos em tempos aparecem esses tempos nublados, confusos, de trocas, mortes e renascimentos.
O ATOR
Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano
tornem um homem duro ou cínico
a ponto de fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas,
sempre haverá no seu coração,
por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda
ecos dos sons de algum momento de amor já vivido.
Bendito seja que souber dirigir-se
a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo
no pequeno porém macio núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma
de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita.
E por ai inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.
O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas
nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor, tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar de que é um Cristo da humanidade:
seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que, para ser um ator de verdade,
vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem, muita humildade e, sobretudo,
um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria
personalidade em favor de seus personagens
com a única intenção de fazer a sociedade entender que
o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados,
como pretendem os hipócritas, com seus hipócritas códigos de ética.
Amo o ator nas suas alucinantes
variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
quando ele, como viajor solitário,
sem bússola da fé ou da ideologia,
é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente,
procurando, no seu mais secreto íntimo,
afinidades com as distorções de caráter do seu personagem.
Amo o ator mas ainda quando,
depois de tantos martírios, surge no palco com segurança,
oferecendo seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade
para expor, sem nenhuma reserva,
toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor os aleijões da alma humana,
Na tentativa de que o público se compreenda, se fortaleça
e caminhe no rumo de um mundo melhor,
a ser construído pela harmonia e pelo amor.
Amo o ator consciente
de que a recompensa possível não é o dinheiro, nem o aplauso.
Mas a esperança de poder rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que no palco,
Cada palavra e cada gesto são efêmeros,
pois nada registra nem documenta sua grandeza.
Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que o teatro é eterno
e jamais será superado por qualquer arte
que se valha da técnica mecânica.
Plínio Marcos
No programa tinha esse texto: O ATOR
Eu li e chorei, chorei. Fiquei muito emocionada porque estava vivendo um período conturbado no Teatro, um pouco revoltado até. Estava em crise.
Foi ai que fui parar na poesia e senti-me livre das amarras que estava sentindo no Teatro. A poesia me ofereceu uma liberdade tão grande que virei até poeta. Sou uma trabalhadora da poesia e serei para sempre militante desse movimento. Agradeço muito por tudo que conheci e vivi através dela. As pessoas, as palavras, as possibilidades, a dureza e a beleza da vida.
Hoje estou retornando ao Teatro de verdade. Na poesia eu interpreto, danço, faço performances... uso minha atriz. Mas agora estou falando de Teatro, Teatro mesmo. Um reencontro especial e difícil, pois novamente estou tendo que me enfrentar de forma absoluta. Agora encontrei o Teatro que tanto procurei, desejei. Aquele ímpeto primário de quando iniciei meus estudos, intenso, profundo, livre de sistemas.... tantos desejos... tanta força. Sei lá. Estou no caminho. E sei que é o certo. Sinto-me perdida ainda.
Bom, nesse exato momento, arrumando minhas coisas, encontrei o programa da Exposição do Plínio Marcos... e o texto O ATOR. Veio a calhar. Momento oportuno para as minhas reflexões e minha fase de transição. De tempos em tempos aparecem esses tempos nublados, confusos, de trocas, mortes e renascimentos.
O ATOR
Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano
tornem um homem duro ou cínico
a ponto de fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas,
sempre haverá no seu coração,
por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda
ecos dos sons de algum momento de amor já vivido.
Bendito seja que souber dirigir-se
a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo
no pequeno porém macio núcleo da sua sensibilidade.
E por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma
de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita.
E por ai inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.
O ator tem esse dom.
Ele tem o talento de atingir as pessoas
nos pontos onde não existem defesas.
O ator, não o autor ou o diretor, tem esse dom.
Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dele.
O autor e o diretor só são bons na medida
em que dão margem a grandes interpretações.
Mas o ator deve se conscientizar de que é um Cristo da humanidade:
seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva.
Ele tem que saber que, para ser um ator de verdade,
vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios.
É preciso coragem, muita humildade e, sobretudo,
um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria
personalidade em favor de seus personagens
com a única intenção de fazer a sociedade entender que
o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados,
como pretendem os hipócritas, com seus hipócritas códigos de ética.
Amo o ator nas suas alucinantes
variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão.
Amo o ator no desespero de sua insegurança,
quando ele, como viajor solitário,
sem bússola da fé ou da ideologia,
é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente,
procurando, no seu mais secreto íntimo,
afinidades com as distorções de caráter do seu personagem.
Amo o ator mas ainda quando,
depois de tantos martírios, surge no palco com segurança,
oferecendo seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade
para expor, sem nenhuma reserva,
toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado.
Amo o ator por se emprestar inteiro
Para expor os aleijões da alma humana,
Na tentativa de que o público se compreenda, se fortaleça
e caminhe no rumo de um mundo melhor,
a ser construído pela harmonia e pelo amor.
Amo o ator consciente
de que a recompensa possível não é o dinheiro, nem o aplauso.
Mas a esperança de poder rir todos os risos
E chorar todos os prantos.
Amo o ator consciente de que no palco,
Cada palavra e cada gesto são efêmeros,
pois nada registra nem documenta sua grandeza.
Amo o ator e por ele amo o teatro.
Sei que é por ele que o teatro é eterno
e jamais será superado por qualquer arte
que se valha da técnica mecânica.
Plínio Marcos
DIA DA POESIA
HOJE É DIA NACIONAL DA POESIA
E EU AGRADEÇO MUITO POR VIVER A POESIA!!!
VIVAAAAAA!
Agradeço a todos os meus companheiros, poetas ou não, que compartilham a poesia da vida!
E EU AGRADEÇO MUITO POR VIVER A POESIA!!!
VIVAAAAAA!
Agradeço a todos os meus companheiros, poetas ou não, que compartilham a poesia da vida!
o amor me comeu
Os Três Mal-Amados
fala de Joaquim
(trechos)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões da visita. O amor veio e comeu todos os papéis
onde eu escrevera meu nome.
(...)
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida dos meus ternos, o número dos meus sapatos,
o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
(...)
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas meus raios-X.
Comeu meus testes mentais,meus exames de urina.
(...)
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos
(...)
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão. Comeu meu silencio, minha dor de cabeça,
meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
fala de Joaquim
(trechos)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço.
O amor comeu meus cartões da visita. O amor veio e comeu todos os papéis
onde eu escrevera meu nome.
(...)
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas.
O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida dos meus ternos, o número dos meus sapatos,
o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
(...)
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas.
Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas meus raios-X.
Comeu meus testes mentais,meus exames de urina.
(...)
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.
Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos
(...)
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite.
Meu inverno e meu verão. Comeu meu silencio, minha dor de cabeça,
meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
Sexta-feira, 12 de Março de 2010
Eu me exponho.
Com os pés no chão caminho em exposição
Estou dando a cara a tapa e não tenho medo de apanhar
Partes de mim estão morrendo e mais tarde renascerão novas
Transições da minha alma gritam em desespero
Medo
Coração e razão sem sintonia
Meu corpo está divido
Minhas emoções me confundem
Minha força e meu escudo estão me enterrando dentro do meu coração.
A menina mimada que não sabe perder descobre agora que é orgulhosa.
Estou dando a cara a tapa e não tenho medo de apanhar
Partes de mim estão morrendo e mais tarde renascerão novas
Transições da minha alma gritam em desespero
Medo
Coração e razão sem sintonia
Meu corpo está divido
Minhas emoções me confundem
Minha força e meu escudo estão me enterrando dentro do meu coração.
A menina mimada que não sabe perder descobre agora que é orgulhosa.
Quinta-feira, 11 de Março de 2010
palavras do email
Hoje recebi um email da Thereza Christina Rocque da Motta.
Assunto: Livro é um ser vivo.
E preciso fazer um Ctrl C, Ctrl V de uma citação de Anaïs Nin, que ela usa no texto: "Lemos aquilo que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro".
E termina o email:
"Lemos o que precisamos". Nem mais, nem menos. Se não sabe o que ler, espere: o livro o encontrará.
Eu adorei e registrei.
Valeu, Thereza!!!
Assunto: Livro é um ser vivo.
E preciso fazer um Ctrl C, Ctrl V de uma citação de Anaïs Nin, que ela usa no texto: "Lemos aquilo que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro".
E termina o email:
"Lemos o que precisamos". Nem mais, nem menos. Se não sabe o que ler, espere: o livro o encontrará.
Eu adorei e registrei.
Valeu, Thereza!!!
Sexta-feira, 5 de Março de 2010
palavras do Facebook.
o assanho da alma que se agita
quando a razão aflita se depara com as fronteiras fechadas do desentendimento
só a passagem secreta
nas cercas de arame farpado
só as beiras dos precipícios que se precipitam no caminho cheio de emboscadas
só a passagem de cordas bambas no abismo
nos levam a libertação para a inóspita região do amor e da felicidade
do meu amigo Marco Lyrio
quando a razão aflita se depara com as fronteiras fechadas do desentendimento
só a passagem secreta
nas cercas de arame farpado
só as beiras dos precipícios que se precipitam no caminho cheio de emboscadas
só a passagem de cordas bambas no abismo
nos levam a libertação para a inóspita região do amor e da felicidade
do meu amigo Marco Lyrio
verdades e mentiras
"Se nada se pode provar, por mais verdadeiro, então a verdade do fato vale tanto quanto a versão mais mentirosa e improvável desse mesmo fato. Em vez de perder tempo tentando descobrir verdades não provadas, podemos usar a imaginação para inventar mentiras possíveis."
Augusto Boal
"O suicida com medo da morte"
Augusto Boal
"O suicida com medo da morte"
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Pensamentos meus
Pensamentos são formados por algo que sentimos por fora ou por dentro?
Pensamentos nascem do meu olhar para o mundo e para os outros olhos ou dos meus olhos profundos(da alma e do ânus)?
Pensamentos brotam da fonte pura da primeira queda da cachoeira
Ou transformam-se constantemente a cada pedra que passa quando já vira rio e nada mais o para?
Pensamentos meus.
Incomoda-me o pensamento
Sou partidária do movimento
e do mais puro sentimento.
Bobo, não?! Rima piegas.
Sofro de um constante desespero pela busca do que é mais natural.
Nunca saberei o que é real...
Talvez.
Pensamentos nascem do meu olhar para o mundo e para os outros olhos ou dos meus olhos profundos(da alma e do ânus)?
Pensamentos brotam da fonte pura da primeira queda da cachoeira
Ou transformam-se constantemente a cada pedra que passa quando já vira rio e nada mais o para?
Pensamentos meus.
Incomoda-me o pensamento
Sou partidária do movimento
e do mais puro sentimento.
Bobo, não?! Rima piegas.
Sofro de um constante desespero pela busca do que é mais natural.
Nunca saberei o que é real...
Talvez.
antigo...
da série achados na gaveta.
esse é velho.... antes de eu pensar em fazer militância poética. 2004.
QUEBRA DE BARREIRAS é destruir,
Desmontar tudo que era concreto!
E assim enxergar.
Alcançar o que está além do que foi imposto e fixado.
A queda é dura.
Mas depois se refaz.
Outras barreiras são construídas para depois serem quebradas
E assim sucessivamente....
Sobe e desce, alto e baixo.
Desmontar para construir, para pensar e refletir
E assim viver e crescer
E também transformar.
Todo movimento é motivado,
Assim move a vida.
Através de movimentos que ondulam.
Linha reta seria uma vida passiva
e sem as contradições que nos levam a AGIR!
Clarice
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
Natureza Viva
Eu escrevo palavras na areia
e o mar apaga.
Eu desenho borbulhas na água
e a onda leva.
Eu sopro bolinhas de sabão no ar
e o vento estoura.
A natureza transforma
água em gelo,
gelo em água,
água em vapor,
vapor em chuva.
... E eu ainda não estou satisfeita!
Ilha de Boipeba - Praia de Tassimirim - 06 de janeiro de 2010
e o mar apaga.
Eu desenho borbulhas na água
e a onda leva.
Eu sopro bolinhas de sabão no ar
e o vento estoura.
A natureza transforma
água em gelo,
gelo em água,
água em vapor,
vapor em chuva.
... E eu ainda não estou satisfeita!
Ilha de Boipeba - Praia de Tassimirim - 06 de janeiro de 2010
Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
fragmentos
Tristeza, vai embora e diz pra ela não voltar.
Diz que eu fui embora e que a senhora dos meus desejos habita agora um outro lugar.
Confetes e serpentinas embalam cores, bocas, cervejas e muito suor. Fantasias divertidas, espíritos alegres e um desespero de ser feliz!
Ser o folião da vida e sair por ai a cantar...
"Bandeira branca, amor..."
Preciso me tocar que fumar mais um cigarro não vai adiantar.
A dor não passa, a angustia não dilue e meu coração não para de sentir você.
Não posso mais esperar pelo seu amor. Não posso mais sufocar meu peito de fumaça. Não posso mais não fazer nada só para pensar em você.
Eu estou desejando perfurar sua alma, emburacar até entender o que eu sinto. Estou aflita para resolver esta charada. Meu coração pede que meu cérebro entre em ação.
Eu estou com vontade de me jogar nos seus braços, te dar mil abraços grátis e beijar seu corpo da cabeça aos pés. Eu estou afim de me jogar no abismo, abandonar as morais e entender melhor cada pedaço do seu ser.
Eu queria olhar nos seus olhos agora e dizer tudo, tudo que sinto. Revelar minhas entranhas e desnudar minha alma. Recordar cada parte e colocar para fora. Expurgar esse amor preso, rejeitado.
Nossas realidades distintas e nossos corações ligados na semelhança da alma, das vontades e dos desejos de enfretar a vida com a força de um leão.
Sinto que você sente o mesmo. Mas de fato, não sei.
Não sei, você é tão... que fico confusa de onde termina o seu tesão e começa o seu coração.
Sei que nos amamos, isso eu sei, você sabe. E só!
Estamos presos na nossa liberdade.
Diz que eu fui embora e que a senhora dos meus desejos habita agora um outro lugar.
Confetes e serpentinas embalam cores, bocas, cervejas e muito suor. Fantasias divertidas, espíritos alegres e um desespero de ser feliz!
Ser o folião da vida e sair por ai a cantar...
"Bandeira branca, amor..."
Preciso me tocar que fumar mais um cigarro não vai adiantar.
A dor não passa, a angustia não dilue e meu coração não para de sentir você.
Não posso mais esperar pelo seu amor. Não posso mais sufocar meu peito de fumaça. Não posso mais não fazer nada só para pensar em você.
Eu estou desejando perfurar sua alma, emburacar até entender o que eu sinto. Estou aflita para resolver esta charada. Meu coração pede que meu cérebro entre em ação.
Eu estou com vontade de me jogar nos seus braços, te dar mil abraços grátis e beijar seu corpo da cabeça aos pés. Eu estou afim de me jogar no abismo, abandonar as morais e entender melhor cada pedaço do seu ser.
Eu queria olhar nos seus olhos agora e dizer tudo, tudo que sinto. Revelar minhas entranhas e desnudar minha alma. Recordar cada parte e colocar para fora. Expurgar esse amor preso, rejeitado.
Nossas realidades distintas e nossos corações ligados na semelhança da alma, das vontades e dos desejos de enfretar a vida com a força de um leão.
Sinto que você sente o mesmo. Mas de fato, não sei.
Não sei, você é tão... que fico confusa de onde termina o seu tesão e começa o seu coração.
Sei que nos amamos, isso eu sei, você sabe. E só!
Estamos presos na nossa liberdade.
Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
reticências
Eu sinto que posso querer sair por ai por aqui escrevendo o que vier na minha tela ignorando toda e qualquer pontuação gramatical sem pontos sem virgulas sem paragrafos ou frases ou acentos ahh reticências amo tanto as reticências que como poderia escrever sem elas como vc me lê é diferente do que eu estou sentindo portanto a pontuação é sua e não minha mas eu concordo que pelo menos a virgula ajuda a diferenciar e facilitar caminhos a virgula é capaz de mudar o assunto transviar burlar a regra e o momento de respirar como fica fica nessa historia quem lê o que mofou morangos não mofam nas mãos de quem quer comer mas as palavras passam da validade no coração que deseja sentir apenas palavras em vão não servem para atenuar cada palavra ou virgula as atitudes estão nas ações cotidianas eu vou fazer meu dia ser ser algo não somente algo qualquer perecível mas algo algo que não explica ou nada apenas fuma traga sente e passa índio quer cachimbo índio quer fazer fumaça apenas eu poderia te dizer essas palavras para que elas fossem interpretadas da maneira que eu desejo chegar no seu coração caminho árduo todavia eu não facilito a sua ou nossa compreensão dos fatos pois se quer me dou ao luxo de colocar virgulas pontos ou até quem sabe acentos acentuar as camadas coloridas do arco-írias que inspira o meu desejo de agora aqui nesse quarto nessa cama de fazer o que eu quero desse momento algo que pouco me importa o que será as vezes não consigo não acentuar porque ai seria além do que meu cérebro pode alcançar incompreensível demais para as massas musculares que habitam nossos corpos foda-se se você é cerebral demais e não entende Clarice com letra maiúscula sim porque é nome de gente gente racional não compreende os vômitos do ser humano pulsante do coração da mente errante que prefere errar e assim aprender novos caminhos esse fluxo não para e eu preciso parar dormir descançar acalmar minha voz grave que rapidamente fica rouca conseguirei não fumar e parar já chega de punheta cerebral sentimental mas se assim sou assim serei e não conseguirei disfarçar nem fingir nem ser o arlequim da commedia dell´arte palhaço paspalhão bobo da corte desconhecido do grande público pede seus aplausos para sair de cena e desejar que se criem reais possibilidades para seres estrangeiros dos mundos habitados eu escrevo para mim e nada importa além da poesia que paira no meu coração importa sim transmitir algo a alguém mas não impor o que eu penso os pensamentos devem vir de suas cabeças porque não tem valor algum se vier de outras a sua cabeça de medusa será cortada se vc não expor para que veio ao mundo preciso parar se pontuasse faria mais sentido vou ler isso e gravar na memória dos sentidos do sentido do sentinela da prisão mundana domiciliar domesticando suas formas e prazeres e eu preciso parar mas o impeto é tao profundo que me impede e não respondo mais a mim eu ser individuo betina e não o ser artista que represento pelas ruas e bares e praias e motanhas e shows e espetáculos e tragédias e derrotas dedico esse vômito a Caio Fernando Abreu seus morangos mofados e a Clarice Lispector por sua coragem e garra de manter misterioso o que é o mistério e nunca será desvendado pelas esfinges cerebrais talvez até as corporais pré-históricas tenham mais o que dizer do profundo sentimento verdadeiro de viver estou em Curitiba no hotel e acabo de ouvir tiros sei que são tiros porque já estou acostumada com os seus barulhos moro no Rio de Janeiro cidade maravilhosa de mulatas praias carnaval e balas perdidas aprendi o som seco da bala tenho que aprender sou menina sou mulher e preciso parar agora já dar um fim a essa história que não conta nada nada nada nada e bóia no mar uma palavra puxa a outra mas agora preciso absorver o nada e dormir e depois trabalhar e usar minha voz minha arma que precisa descançar e estar inteira inteira busco ser sempre inteira sou sou sou inteira e acabou reticências
cheiro
merda de cheiro
impregnado na minha alma
vou tomar um bom banho
e lavar as impurezas do mundo real
mas continuará em mim...
cheiro maldito que não quer me largar.
liberta-me do sentimento maldito de te desejar.
amar?
amor não!
cheiro é sentimento da carne.
carne mal passada.
vamos passar tudo a limpo?
Resolver bobas questões deixadas de lado...
bate, bate aqui.
no peito.
no coração.
no corpo, ele, o corpo, não engana!
não adianta eu dizer NÃO!
e ele, o corpo, dizer SIM.
não posso fugir dos meus instintos animais, primitivos.
eu sou um ser da caverna.
impregnado na minha alma
vou tomar um bom banho
e lavar as impurezas do mundo real
mas continuará em mim...
cheiro maldito que não quer me largar.
liberta-me do sentimento maldito de te desejar.
amar?
amor não!
cheiro é sentimento da carne.
carne mal passada.
vamos passar tudo a limpo?
Resolver bobas questões deixadas de lado...
bate, bate aqui.
no peito.
no coração.
no corpo, ele, o corpo, não engana!
não adianta eu dizer NÃO!
e ele, o corpo, dizer SIM.
não posso fugir dos meus instintos animais, primitivos.
eu sou um ser da caverna.
jogo
caminhos sinuosos;
curvas.
a linha de chegada está no ponto final da partida.
atrás do que se pensa,
ou na frente do que ama.
ao lado do pulso.
pressão alta que atinge os possíveis pícaros.
índio pícaro.
indiana jones.
não é vc.
não sou eu.
fantasia de carnaval
inspirada nos anos 70.
será que se fosse outra época
seria diferente?
ou...
o que muda o nosso padrão?
culpa?
desejo?
tesão?
acho que não.
pode até ser que sim....
mas depende de tantos fatores
que sou incapaz de definir o futuro.
O jogo está em minhas mãos,
possuo a canastra real.
mas não quero competir e muito menos ganhar.
Esse jogo sujo não me interessa.
Jogo as cartas na mesa
e entrego o seu desejo de mim em outro.
ou outras.
não importa.
o que importa é o jogo
não o vencedor.
Vence quem conquistar mais países no jogo de War.
Eu perdi, de W.O.
game over para minhas emoções.
meu sexo que exploda o himalaia.
prefiro meu coração nas ondulções do mar...
e dos céus também.
quem sabe?!
eu não sei.
vc sabe?!
sinto seu cheiro em mim.
respiro e sinto o seu cheiro.
apenas nesse momento desejo vc muito perto de mim.
mas amanhã quando acordar
e tomar o banho diário
lavarei minha alma
meus órgãos
e meu peito.
fico eu.
meu cheiro.
recheio.
e vc, morre.
....
game over.
again.
...
...
...
curvas.
a linha de chegada está no ponto final da partida.
atrás do que se pensa,
ou na frente do que ama.
ao lado do pulso.
pressão alta que atinge os possíveis pícaros.
índio pícaro.
indiana jones.
não é vc.
não sou eu.
fantasia de carnaval
inspirada nos anos 70.
será que se fosse outra época
seria diferente?
ou...
o que muda o nosso padrão?
culpa?
desejo?
tesão?
acho que não.
pode até ser que sim....
mas depende de tantos fatores
que sou incapaz de definir o futuro.
O jogo está em minhas mãos,
possuo a canastra real.
mas não quero competir e muito menos ganhar.
Esse jogo sujo não me interessa.
Jogo as cartas na mesa
e entrego o seu desejo de mim em outro.
ou outras.
não importa.
o que importa é o jogo
não o vencedor.
Vence quem conquistar mais países no jogo de War.
Eu perdi, de W.O.
game over para minhas emoções.
meu sexo que exploda o himalaia.
prefiro meu coração nas ondulções do mar...
e dos céus também.
quem sabe?!
eu não sei.
vc sabe?!
sinto seu cheiro em mim.
respiro e sinto o seu cheiro.
apenas nesse momento desejo vc muito perto de mim.
mas amanhã quando acordar
e tomar o banho diário
lavarei minha alma
meus órgãos
e meu peito.
fico eu.
meu cheiro.
recheio.
e vc, morre.
....
game over.
again.
...
...
...
Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
da viagem da Bahia - Viver o Vento
É como se nada passasse por mim...
Somente vento
as vezes até passam palavras.
É como se o vento me levasse...
O tempo do bahiano tomou conta do meu tempo.
Estou a viver o vento.
Eu estou atrás de mim.
O vento deixa minha identidade lá atrás.
Embalada pelo som das folhas dos coqueiros,
amo a Bahia.
é aqui que recarrego minhas energias.
ENERGIA EÓLICA aqui é o que não falta.
Entrego minha cabeça para o vento e nada mais penso.
Não penso, somente existo.
Vivo no vento e meus músculos relaxam até derreter
na água quente e acolhedora do mar da Bahia.
Estou a viver o vento.
Vídeos feitos na Praia de Moreré, Ilha de Boipeba.
o mesmo poema em duas paisagens.
Somente vento
as vezes até passam palavras.
É como se o vento me levasse...
O tempo do bahiano tomou conta do meu tempo.
Estou a viver o vento.
Eu estou atrás de mim.
O vento deixa minha identidade lá atrás.
Embalada pelo som das folhas dos coqueiros,
amo a Bahia.
é aqui que recarrego minhas energias.
ENERGIA EÓLICA aqui é o que não falta.
Entrego minha cabeça para o vento e nada mais penso.
Não penso, somente existo.
Vivo no vento e meus músculos relaxam até derreter
na água quente e acolhedora do mar da Bahia.
Estou a viver o vento.
Vídeos feitos na Praia de Moreré, Ilha de Boipeba.
o mesmo poema em duas paisagens.
Curitiba
Estou em Curitiba.
Hoje tem apresentação do grupo Voluntários da Pátria no Colégio Santa Maria.
Estamos na programação do I Congresso Jovem Marista.
Grupo: Eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz, Pedro Poeta e Adressa Koetz.
Estamos sem o nosso integrante Igor Cotrim que está no reallity show "A Fazenda 2".
Vamos torcer por ele! Já está na última semana do programa.
Amanhã eu e o Tavinho vamos fazer o lançamento dos nossos livretos que fazem parte da HEART.ACTION COLLECTION. Vamos fazer performances... Informações abaixo.
E depois vamos gravar poemas para RadioCaos.
Hoje tem apresentação do grupo Voluntários da Pátria no Colégio Santa Maria.
Estamos na programação do I Congresso Jovem Marista.
Grupo: Eu, Tico Sta Cruz, Tavinho Paes, Glad Azevedo, Edu Planchêz, Pedro Poeta e Adressa Koetz.
Estamos sem o nosso integrante Igor Cotrim que está no reallity show "A Fazenda 2".
Vamos torcer por ele! Já está na última semana do programa.
Amanhã eu e o Tavinho vamos fazer o lançamento dos nossos livretos que fazem parte da HEART.ACTION COLLECTION. Vamos fazer performances... Informações abaixo.
E depois vamos gravar poemas para RadioCaos.
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
veio e vai...
Caminhando pela Praia de Icarai com havaianas no pé e uma mochila pesada nas costas.
Sinto calor, estou quente por dentro.
Sinto cheiro e gosto de vida.
Sustento o meu insustentável peso de ser.
Caminho com minhas obrigações e agora, mais do que nunca, caminho sozinha.
Sei que no fundo se é só no mundo.
Caminho e memórias passam pelo meu corpo.
Chego na Rua Álvares de Azevedo e cada passo é uma lembrança do meu avô.
O cinema que hoje já não existe mais...
A Cantina DiDanta onde comíamos pizza que hoje é um prédio.
O Hortifruti que era uma casa abandonada e eu sempre olhava com assombro e curiosidade.
O Colégio Alzira Bittencourt que foi derrubado e preparam seu terreno para mais um prédio...
Escrevi esse texto no final do ano passado quando sai do terraço da Layana e resolvi fazer uma visita para minhas tias-avós que ainda moravam no apartamento do meu avô.
Era um domingo e eu sentia a melancolia típica desse dia e sentia também a dor das mudanças.
Sentia com força o sentimento de que tudo passa, transforma, acaba.
E o quanto a força do amor permance.
Hoje, dia 26 de janeiro de 2010 retomo estes sentimentos com o falecimento da minha tia-avó Sônia Rohe Kopp, irmã mais velha da mãe de minha mãe: Hebe Rohe Kopp, que já se foi há anos e foi o meu primeiro contato com a morte, aos 9 anos.
Herdei a cor dos olhos da descendência alemã de minha avó e seus familiares. Minha tia-avó Sônia tinha os olhos mais lindos da família: azul da cor do céu.
Registro aqui o meu profundo agradecimento aos meus antepassados.
Tudo que sou, a forma da minha formação, o carinho de minha educação.
A única coisa que fica é o amor.
As lembranças são o meu maior tesouro.
As perdas me fazem mais madura.
Dentro de mim nascem novos sentimentos de vida.
Aceitar o ciclo do começo, meio e fim.
Aceitar a vida que pulsa no meu coração.
Minha tia-avó Sônia sempre me ensinou orações, filosofias de vida e a força dos cristais protetores...
Quando eu tinha mais ou menos uns 8 anos, ela me ensinou uma oração que carrego comigo até hoje e ainda tenho escrito no papel desde aquela época com minha letrinha de menina e corações. Vou scanear e postar aqui, mas por enquanto, como estou sem scaner..... ai vai, a oração de Lauro Trevisan:
SOU PERFEITA, ALEGRE E FORTE.
TENHO AMOR E MUITA SORTE.
SOU FELIZ E INTELIGENTE.
VIVO POSITIVAMENTE.
TENHO PAZ.
SOU UM SUCESSO.
CONSIGO TUDO QUE PEÇO.
CONFIO FIRMEMENTE
NO PODER DE MINHA MENTE.
PORQUE DEUS É O MEU SUBCONSCIENTE.
Fora isso...
hj tb é aniversário do meu amigo e poeta predileto Tavinho Paes. Viva a vida!!!
E ontem a reinauguração da Livraria da Travessa foi maravilhosa!
Segue link do JB Online com fotos e comentários de Heloisa Tolipan:
http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18988
Falando poesia aos pés de Pixinguinha na Travessa do Ouvidor
Sinto calor, estou quente por dentro.
Sinto cheiro e gosto de vida.
Sustento o meu insustentável peso de ser.
Caminho com minhas obrigações e agora, mais do que nunca, caminho sozinha.
Sei que no fundo se é só no mundo.
Caminho e memórias passam pelo meu corpo.
Chego na Rua Álvares de Azevedo e cada passo é uma lembrança do meu avô.
O cinema que hoje já não existe mais...
A Cantina DiDanta onde comíamos pizza que hoje é um prédio.
O Hortifruti que era uma casa abandonada e eu sempre olhava com assombro e curiosidade.
O Colégio Alzira Bittencourt que foi derrubado e preparam seu terreno para mais um prédio...
Escrevi esse texto no final do ano passado quando sai do terraço da Layana e resolvi fazer uma visita para minhas tias-avós que ainda moravam no apartamento do meu avô.
Era um domingo e eu sentia a melancolia típica desse dia e sentia também a dor das mudanças.
Sentia com força o sentimento de que tudo passa, transforma, acaba.
E o quanto a força do amor permance.
Hoje, dia 26 de janeiro de 2010 retomo estes sentimentos com o falecimento da minha tia-avó Sônia Rohe Kopp, irmã mais velha da mãe de minha mãe: Hebe Rohe Kopp, que já se foi há anos e foi o meu primeiro contato com a morte, aos 9 anos.
Herdei a cor dos olhos da descendência alemã de minha avó e seus familiares. Minha tia-avó Sônia tinha os olhos mais lindos da família: azul da cor do céu.
Registro aqui o meu profundo agradecimento aos meus antepassados.
Tudo que sou, a forma da minha formação, o carinho de minha educação.
A única coisa que fica é o amor.
As lembranças são o meu maior tesouro.
As perdas me fazem mais madura.
Dentro de mim nascem novos sentimentos de vida.
Aceitar o ciclo do começo, meio e fim.
Aceitar a vida que pulsa no meu coração.
Minha tia-avó Sônia sempre me ensinou orações, filosofias de vida e a força dos cristais protetores...
Quando eu tinha mais ou menos uns 8 anos, ela me ensinou uma oração que carrego comigo até hoje e ainda tenho escrito no papel desde aquela época com minha letrinha de menina e corações. Vou scanear e postar aqui, mas por enquanto, como estou sem scaner..... ai vai, a oração de Lauro Trevisan:
SOU PERFEITA, ALEGRE E FORTE.
TENHO AMOR E MUITA SORTE.
SOU FELIZ E INTELIGENTE.
VIVO POSITIVAMENTE.
TENHO PAZ.
SOU UM SUCESSO.
CONSIGO TUDO QUE PEÇO.
CONFIO FIRMEMENTE
NO PODER DE MINHA MENTE.
PORQUE DEUS É O MEU SUBCONSCIENTE.
Fora isso...
hj tb é aniversário do meu amigo e poeta predileto Tavinho Paes. Viva a vida!!!
E ontem a reinauguração da Livraria da Travessa foi maravilhosa!
Segue link do JB Online com fotos e comentários de Heloisa Tolipan:
http://www.jblog.com.br/heloisatolipan.php?itemid=18988
Falando poesia aos pés de Pixinguinha na Travessa do Ouvidor
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
algo novo
no meio das coisas antigas (ainda virão mais)
algo novo que acontecerá nessa próxima segunda-feira dia 25/01:
Reinaguração da livraria Travessa 1.

algo novo que acontecerá nessa próxima segunda-feira dia 25/01:
Reinaguração da livraria Travessa 1.

Eu participo 11:30 falando os poemas 'DEVORAR' de Alphonsus Guimaraens Filho e 'As livrarias' de Fransisco Bosco.
Estão no blog: www.diasdelivraria.blogspot.com
mais antigo ainda.
Arrumando minhas coisas, achei um poema escrito em 05 de outubro de 2007.
Sinto o apoio dos braços na mesa
o peso do cansaço
uma grande mochila nas costas curvadas.
ainda tenho escudo.
Estou perdendo a potência da espadada
e o alvo da flecha.
O que me resta dessa metálica armadura?
Vou passear com o tempo,
Encontrar com os momentos
E navegante sigo sem reta, sem testa
O coração é o que me resta.
E sinto sua leveza bombeando meu corpo...
até meu pensamento.
Sinto o apoio dos braços na mesa
o peso do cansaço
uma grande mochila nas costas curvadas.
ainda tenho escudo.
Estou perdendo a potência da espadada
e o alvo da flecha.
O que me resta dessa metálica armadura?
Vou passear com o tempo,
Encontrar com os momentos
E navegante sigo sem reta, sem testa
O coração é o que me resta.
E sinto sua leveza bombeando meu corpo...
até meu pensamento.
14 de dezembro de 2009
Seguindo 'coisas antigas'....
CEP 20 mil em homenagem a Mario Bortolotto
saiu na coluna "Gente Boa".
Fizemos uma leitura dramatizada da peça "O método": eu, Beatriz Provasi, Marcela Giannini, Juliana Hollanda e Karla Sabah.... Foi muito, muito divertido! Era a batalha dos egos, eu representava o EGO 1 e Marcela Giannini o EGO 2. A foto pega exatamente um golpe que o 1 dava no 2 falando: "Eu acredito na Carla Perez e napaternidade do Gugu". rsrsrsrs.......
Gente Boa - Segunda Caderno - O Globo
E tem link do vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=dS_CbKQp89Y
CEP 20 mil em homenagem a Mario Bortolotto
saiu na coluna "Gente Boa".
Fizemos uma leitura dramatizada da peça "O método": eu, Beatriz Provasi, Marcela Giannini, Juliana Hollanda e Karla Sabah.... Foi muito, muito divertido! Era a batalha dos egos, eu representava o EGO 1 e Marcela Giannini o EGO 2. A foto pega exatamente um golpe que o 1 dava no 2 falando: "Eu acredito na Carla Perez e napaternidade do Gugu". rsrsrsrs.......
Gente Boa - Segunda Caderno - O Globo
E tem link do vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=dS_CbKQp89Y
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