quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Alguém para limpar...


Eu... Eu que sou muito independente...
percebo na madrugada que preciso de alguém para limpar minhas costas.
Minhas mãos não alcançam as minhas escápulas...
lá está cheio de tinta,
as vértebras carregam a massa corpórea
pesada, músculos e ossos sustentam
o peso faz carimbo na pele.
a fina camada que me protege,
papel nacarado, fruta-cor...
é tão singelo que tudo por ele passa
minha pele vira tela, 'decalcada'
suporte manchado.
Limpar essa tinta é
limpar minha alma
limpar meus restos
limpar figurinhas repetidas
limpar sujeiras da rua, mendigos, cracks...
cracks do jogo da vida.....
crack viciado, possuido.
Oh, mãe-natureza!
Você criadora,
possui tb o fogo que queima a luz do céu.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Verde instante de amar.

Instantes passam como flexas...
Cada segundo corre... e eu fico.
Fico no pensamento de viver e amar.
Meu coração escorre e eu não quero parar.
O tempo não para.
E eu tb não!
Constante movimento da minha boca e do meu coração!
Meus músculos que se contraem quando eu gozo dormindo...
Gozo o prazer de estar viva e pulso com meus músculos
na direção além-mar.
Além formas da burguesia reinante dos nossos modos contraditórios de viver.
Não posso parar com a expressão da fase oral que aprendi.
Deixo que ondas carreguem meu corpo até o caldo de cana que minha cabeça pode afundar... Palavras nunca param de escorrer....
E eu escorro, molho, transbordo.
Água de colônia da Turma da Mônica presente em minhas passagens de menina.
Menina em mim enraizada.
Raízes.
Árvores.
Folhas são novas como o tempo...
caem... e brotam.. novas!
Verde vida!
"Verde que te quero verde!"
Amor que te quero amar.............
........

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CORPINTURADAS no CEP 20 MIL

CEP 20 MIL NO TEATRO SÉRGIO PORTO NESSA QUINTA-FEIRA DIA 29, DE 20H ATÉ 22H.
MUITA COISA BOA VAI ROLAR...
EU PARTICIPO COM A PERFORMANCE CORPINTURADAS COM MINHA PARCEIRA MELINA TOFANELLO AO SOM DE VIVI SEIXAS E IMAGENS DE JODELE LARSCHER.
PRODUÇÃO DE TAVINHO PAES E CHACAL.

Emociona.


Foto: Layana Teixeira

As páginas das camadas da minha pele registram o sentido oco que a alma ignorante da literatura produz em meu corpo de barata viciada em inseticida contra moral formada pelos cérebros pseudo-pensantes dos julgamentos não absorvidos pelo coração.
Desejos de 'coisas de mulher'...
O eu-feminino da célula da minha mãe.
Meu pai: minha força.
Minha mãe: meu afeto.
E resta eu!
eu-ser-humano que habita lares, céus e infernos.
Eu que amo.
Amo estar e ser.
Amo muito!
Amo sensações!
Amo e preciso amar!

Preciso te dizer que eu não sei quem sou do ponto de vista estético, não sei meu perfil pré-programado de um gênero específico para atrair tal platéia.
Com bochechas vermelhas, envergonho-me de minha cara-de-pau.
Meu coração salta em pulos longos como se o chão fosse um pula-pula capaz de alcançar minha alma.
Meus desejos rolam com a ação da gravidade.
Despejar purpurina é um atributo!
Sei o que 'Deus'(natureza) me deu.
Cuspo meu veneno de cobra rosa nas bocas que me sugam.
Veneno doce como mel de abelhas bem gordas e molhadas...
Molho meu corpo com suor a fim de projetar minhas forças na realização de controlar meu principais impulsos... me perco em mim... minha liberdade transeunte... sou tão livre que me perco em mim...
em mim... voa... venta... faz sol e chuva...
Quando percebo forças contrárias da natureza atirando realidades sórdidas que não faço questão de compartilhar, meu coração dói e minha liberdade de bebê, inocente, desce até o orifício posterior que habita o meio entre as bandas dos meus glúteos.
Meu corpo registra cada vírgula que passa no meu coração.
Não adianta um dizer SIM e o outro dizer NÃO.
Está tudo gravado, tatuagem na pele, cicatriz, sardinhas, manchinhas...
Cada traço mapeado pelo sem-sentido-sentimento.
É ele que arrebata,
desconcerta,
dilacera...
É isso que eu quero!
Viver com emoção!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Play the game

Resolvi abrir um buraco em mim,
perfurar todas as camadas sentimentais
do poço onde meu coração habita.
Ofereço um quadro branco:
ME PINTA!
Um papel amarelo em branco
esperando a tinta da minha caneta.
Uma cor na sua vida,
ou melhor:
te ofereço o arco-íris,
minhas cores favoritas
refletindo o meu afeto por você.
Minha oferta:
o céu!
Com gaivotas livres voando, pulando, sapateando...
Vamos quicar como bolas numa quadra de basquete
até completar a cesta de 3 pontos de fora do garrafão...
.
game over.
.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...lá de cá...

Força da terra... chão absorvente dos meus passos... pegadas deixadas em cada purê de batata... frita com o sol forte do verão... e fria como os dias de inverno... adentro essa noite com o desejo de expandir cada centímetro do meu universo bilateral.
Sentidos tranversos dizem coisas que meu ouvido surdo quer escutar, mas não passam de especulações baratas dos insetos que rodeiam todas as cabeças que amam.
Ahhhh... o amor, bicho bom e ruim de jogo.
O lado que você escolhe mostrar pode não ser o mais profundo, porém tenho certeza que é o mais digno que você e eu podemos ser.

força que vem de lá....

agora...nesse exato segundo eu estou pensando no que eu estou comendo, o alimento que engorda minhas banhas e oferta energia ao meu cerebro...

...Eu preciso de carboidrato para sobreviver ao mundo esquálido de emoções superficiais....

Quem.

Quando o prato cair da sua mão
E o reflexo mudar de cor
Você vai me olhar diferente
E o encanto vai derreter como gelo em copo d’água
E misturado ficará, transparente, unificado.
Um de nós.
Como seremos?
Quem vai juntar os cacos?
Muitos pedaços estilhaçados...
Meus e seus, nossos, unidos em água.
Quem é o que nessa história?

Garcia Lorca

LITERATURA E JUÍZOS LITERÁRIOS:

POESIA - Junto ao fato biológico ou junto ao fato jurídico, por exemplo, encontramos - claro, que em um palno superior, no último plano - o fato poético. Não creio que seja preciso sublinhar isto demasiadamente; mas é preciso sublinhá-lo bem. O poeta encontra-se subidamente com algo que salta diante dele com os braços em cruz e - queira ou não - fá-lo deter-se na maravilha branca do caminho. É necessário interpretar aquilo, decifrar seu segredo entranhado. E surge a poesia!... A poesia é, simplesmente, isto: "uma coisa que os poetas fazem"
(Entrevista a José S. Serna: "Palestra amável com FGL, 1933)

CRIAÇÃO POÉTICA - A criação poética é um mistério indecifrável, como o mistério do nascimento do homem. Ouvem-se vozes não se sabe donde, e é inútil preocupar-se em saber donde vêm. Como não me preocupei com meu nascimento, não me preocupo com minha morte. Escuto a Natureza e o homem com assombro e copio o que me ensinam sem pedantismo e sem dar às coisa um sentido que não sei se têm. Nem o poeta nem ninguém tem a chave e o segredo do mundo. Quero ser bom. Sei que a poesia eleva e, sendo bom, para com o asno e para com o filósofo, creio firmemente que se há um além terei a agradável surpresa de encontrar-me nele. Mas a dor do homem e a injustiça constante que mana do mundo, e meu próprio corpo e meu próprio pensamento evitam que eu translade minha casa para as estrelas.
(Entrevista a Bagaria: "Diálogos de um caricaturista selvagem", 1936)

Federico Garcia Lorca

sábado, 10 de outubro de 2009

Manifesto AR-TEr


Foto: Natalie Bernier

(15 minutos escrevendo sem parar para pensar...)

Tudo começa pelo corpo, essa caixa orgânica bem feita pela natureza, onde tudo funciona em ordem com movimentos involuntários e voluntários.
Com a vida, o cotidiano tende a complicar e desajustar a forma perfeita da natureza.
Voluntariamente e inconscientemente permitimos desajustes em nosso corpo.
A respiração é vital, involuntária e deixa-se penetrar por impurezas que modificam nossa forma de agir com o pH do nosso organismo.
O ar precisa circular vivo, intenso e oxigenar todos os nossos sistemas vitais.
Esse ar passa desapercebido, mas para quem cria e faz arte ter ar é vida, raiz de todo sentimento. Arte é como ter um ar, alimenta e gera energia. O ar como fonte de criação. O ar combustível do corpo.
Corpo pulsa e sente... fala!
Fala da alma, orgânica.
Da raiz do corpo nascem os impulsos que mais tarde viram palavras.
A ação nasce do corpo, de sua capacidade de movimentos , reflexos.
Quando coloco meu corpo para funcionar e experimento todas as suas possibilidades, sinto-me cheia de vida, cheia de ar.
Muitas vezes, ao mover o corpo, experimentando movimentos extra-cotidianos, exploro regiões internas nunca visitadas e sinto muitas emoções diferentes. Emoções físicas, do meu corpo que pulsa. Emoções não racionais. E sinto-me alegre, triste, angustiada... e sentimentos sem palavras que expressam a intensidade do que sinto.
E ESSE sentir é minha alavanca.
Depois, na tentativa de racionalizar perco algumas conquistas...
Esses sentimentos que o corpo invoca quando colocados para fora de forma criativa, transformam-se em minhas provisórias ' verdades'.
Minha verdade artística fundamental.
A arte pura, viva, o ar que corre dentro sendo oferecido ao MUNDO...
...
sopro pro outro,
sopro pro mundo...
...

Ela e o mar


Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar.
Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.
Lóri olhava o mar, era o que podia fazer. Ele só lhe era delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela incapacidade humana de ver a curvatura da terra.
Deviam ser seis horas da manhã. O cão livre hesitava na praia, o cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.
Seu corpo se consola de sua própria exiguidade em relação a vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite tornar-se quente e delimitado, e o que a tornava pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio da madrugada.
A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Lóri está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização da Natureza. A coragem de Lóri é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgadíssima é de um frio que lhe arrepia e agride em ritual as pernas.
Mas uma alegria fatal - a alegria é uma fatalidade- já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seu mais adormecido sono secular.
E agora está alerta, mesmo sem pensar, como um pescador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido secreto.
O caminho lento aumenta sua coragem secreta - e de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda! O sal, o iodo, tudo líquido deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.
Agora que o corpo todo está molhado e dos cabelos escorre água, agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre as águas do mundo pelo meio. Já não precisa de coragem, agora já é antiga no ritual retomado que abandonara há milênios. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Com a concha das mãos e com a altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes grandes, bons para a saúde de um corpo.
E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.
Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.
Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.
O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas - mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.
E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.

Clarice Lispector - "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres"

Você que me ama.

Eu esperaria por sua força...

Imaginaria que deveria me apoiar, achar bacana minha atitude de apoiar, agir... ainda mais em prol de uma causa que vc tb concorda. vc curte música eletrônica... nos conhecemos numa festa de música eletrônica! as festas 'raves' estão proibidas no rio... foi um ato ao menos diferente do convencional. e a chuva transformou o ambiente, porque ainda assim tiveram muitas pessoas, muito guarda-chuva no ar... e era muita chuva... achei que teriam apenas 10 pessoas... sei lá...
sabe, quero sua força! e quero te dar tb!
vc sabe quem sou eu.
a importância das vibrações artísticas que correm nas minhas veias e escorrem nas glândulas sudoríparas...

Eu te amo! Te quero sempre!!
Vamos tentar o amor incondicional?!
Tentar, errar e avançar!

e vc vem amanhã?
beijos na boca
bons sonhos!
boa noite!
bjs e bjs
BB

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

chuva no mob

Vou iniciar um turbilhão de encanamentos necessários para essa construção brutal do pensamento artístico, seja aqui ou na Serra do Cipó.
Desnortear meus pensamentos bucólicos em ruas abandonadas.
Manifestos no centro da cidade.
Simbolismos e energias em orgia cósmica da natureza.
Cuspo toda paralisia cerebral em palavras que aliviam o meu eu.
O outro eu profundo pede fumaça. combustível queima para esquentar.
e chove...
molha...
escorre...
pingos coloridos e
'elameados'

busco o guarda-chuva.
desco as escadas...
... e tchau!

"e a chuva promete não deixar vestígios" (Raul Seixas)

Dzi Croquetes

Um tapa de plumas e um banho de purpurina.
Liberdade?!
Desbunde-se.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nativideo

O Teatro

O que está acontecendo comigo?
Seja sincera, Betina!
Não tente colorir os sentimentos.
Estou com raiva, sinto-me rejeitada.
Quero receber amor e não recebo e por isso parei de doar e ai esse amor explode dentro de mim e eu caio nas forças do mal.
Sim, é um processo espiritual.
Tem que fortalecer o santo, guerreiro.
E ir para luta, doar, 'dar não dói.
O que dói é resistir'.
Estou resistindo? É por isso que dói?
Estou muro de concreto?
Falta o que? Me jogar?
Ah... mas eu me jogo. Jogo.
Mas quando vejo sujeira no jogo, prefiro abandonar.
Abandonar a missão?
Ah, não!
Preciso agora reorganizar minhas estruturas.
Agir com o melhor do meu coração!
Meus melhores sentimentos.
CORAGEM, cão covarde!

Sou vaidosa?
Uma coisa é certa: sempre convivi com o elogio.
Meu ego como vai? Ferido?
Quero atenção como uma criança manhosa.

Atravesso meu corpo com o passado para tentar encontrar referências que me ajudem a pensar, organizar meu processo.
Analisando algumas questões, vejo dificuldade em lidar com o coletivo no Teatro, especificamente com o bicho que tb sou: o ator!
eu, o outro e nossas questões.
Sou obrigada a crescer.
Voltar dez passos.
Retroceder e virar na rua anterior que passou a esquerda.

O tal amor incondicional que eu sempre tanto falei...
escorreu no meu suor...
preciso dele!
Clarice, tanto já te usei para dizer isso:
"A única salvação individual que eu conheço é dar um pouco de amor e as vezes receber amor em troca"
Tantas vezes falei do amor...
Ele está gelado dentro de mim?
Que dança é essa?
Que coletivo é esse?
Que estrutura é essa do Teatro, tão poderosa?
Arrebatador.
É agora: tá afim?
Vai falar ou vai fazer?
Clarice novamente:
"Pensar é um ato. Sentir é um fato."

(Experiências com Amir Haddad no Teatro Tom Jobim no Jardim Botânico e conversas com meus amigos Karlinha e Daniel)

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia de limpeza

(estou atrasada, foi dia 19...)

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um programa internacional de educação ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta. Em 2009, Niterói completa 12 anos de realização do evento. A Prefeitura coordena as atividades, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Fundação Municipal de Educação, com ações nas praias e lagoas.

O evento, que ocorre no terceiro sábado de setembro (dia 19), é coordenado mundialmente pelo Center for Marine Conservation (CMC), com sede em Washington, nos EUA, com apoio da Coca Cola. Cerca de cem países, signatários do Tratado Internacional de Controle da Poluição Marinha fazem parte desse acordo, incluindo o Brasil. É uma iniciativa sem fins lucrativos que tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre um grande problema do mundo moderno: o lixo no mar. Toneladas de detritos são despejadas no mar todos os dias, nos quatro cantos do mundo. Além de causar danos graves e a morte de milhares de animais marinhos, estes detritos sujam as praias e são um risco para a saúde das pessoas.

Os relatórios do lixo coletado seguem para a coordenação nacional, documentados por fotos e as coordenações de cada país enviam para a coordenação internacional, que adota medidas para minimizar os impactos dos resíduos sólidos no ecossistema marinho.

Hoje, a corrente dos voluntários inclui estudantes, ambientalistas, escoteiros, esportistas, mergulhadores, empresários, ONG’S, Exército, Marinha, Rotarianos, Órgãos Ambientais do Estado, Igrejas, Clubes Náuticos, Universidades, Projeto RENASCER da Unidos da Viradouro, Projeto Grael, Projeto Fernanda Keller, Portadores de Necessidades Especiais, entre outros.

Texto do blog- www.meioambienteniterói.blogspot.com

Eu e Tito partimos para Praia de Itacoatiara.
E catamos muitas coisas, especialmente guimbas de cigarro e saquinhos de sacolé...



Pedra do Pampo

Voluntários

Papai e Mamãe

beira da Restinga

sábado, 26 de setembro de 2009

A hora da estrela

Não pretendo romantizar e torná-la 'pura'.
Ela é simples, matéria bruta, sem o engenho do pensamento.
Vive de acordo com o que sente
e muitas vezes sem sentido para os que pensam.
Enxerga o pequeno na delicadeza do seu alcance,
só chega lá quem não elabora.
Ela entende o mundo pelo puslsar do seu coração.
Sente medo das palavras,
por isso prefere não dar 'nome aos bois'.
Não precisa ser pura.
Simplesmente é.
Primitiva nas ações.
(EXPLOSÃO)
Nem Clarice alcança.
Macabéa, ilumina a escuridão!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

sinal de fumaça

Fuma-se para preencher o vazio.
O caminho oco da fumaça traz uma paz passageira
como o movimento sutil das nuvens,
como a chuva que cai transparente,
a nicotina penetra cinza no coração.
O ar nebuloso e ofegante
sente-se protegido pelo desejo de complementar
o existente solto no mundo das idéias.
Ao fugir da natureza do sentimento primitivo,
o cigarro entope, obstrui
as passagens da água límpida
do Céu para Terra.
Existe mais água do que terra.
O pouso do líquido sobre o denso
provoca lama.
Sujeira no pensamento.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Achados na gaveta

1-
Sonhos confusos
Abraços e ratos

Caos produtivo
Reflexão interior

O leão prepara seu bote.

2-
Escrevo nos meus momentos de solidão. Escrevo quando preciso dizer para mim. Escrevo quando não sei o que sinto. Escrevo esperando pessoas atrasadas. Escrevo na hora que a ansiedade me consome e explode.Escrevo naquele momento em que não se tem mais nada para fazer.

3-
Tudo parou.
Virou uma zona completa.
Falta força para a arrumação.
Todo o tempo tem a pulga atrás da orelha.
Grudou igual um carrapato.
E já não se tem o que fazer,
só esperar, esperar...
O carrapato suga sangue,
consome energia,
destrói fantasias.
Está instaurado o caos.

No aguardo da próxima estrela saltitante...
... só me resta dançar!

O Globo Niterói

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Agradecimentos e fotos do lançamento.


Padrinhos: Tio Serginho e Tia Jucéia e Padrinho Poético João Luiz

Autógrafo com dedicatória para Danny

Tavinho Paes

Anjo Negro João

Família: Mamãe Bia, Papai Beto, Mila e Betinho

os livretos!!!

O lançamento do meu primeiro livro de poesia foi mágico.
A experiência de ficar sentada, escrevendo dedicatórias durante algumas horas foi interessante e desafiador.
A presença de muitas pessoas queridas com energias super positivas.
O clima foi de muita harmonia com música, poesia e vinho no aconchegante bistrô do MAC- Museu de Arte Contemporânea de Niterói, obra de Oscar Niemeyer.

Agradeço a presença de todos.
Agradecimentos especiais:
- Mamãe e Papai pela educação e principalmente pelo enorme AMOR que me ofertam fazendo de mim uma pessoa segura e corajosa. e mais feliz!
- Tavinho Paes pela realização do livreto, incrível, captou minha alma e revelou com graça na sua linda diagramação e escolhas visuais. Pela força da palavra POESIA e seus textos que cabem perfeitamente na minha boca.
- João Luiz pela MAGIA da poesia, encantamento e fé. Militância, livros, bibliotecas.
Pela proteção de anjo negro e padrinho poético livrando-me de todo mal.
- Maristela Trindade pela DANÇA da poesia e pelas asas que oferece a minha amada liberdade.
- Melina Toffanello pelas pinceladas carinhosas e companheiras protetoras dos meus movimentos.
- Voluntários da Pátria (Tico Santa Cruz, Glad Azevedo, Edu Planchêz, Igor Cotrim, Pedro Poeta e Tavinho Paes) pelas experiências e aprendizados.

Fotógrafos:
-Júlio Pereira
-Maysa Britto
-Paulo Ferry

DEDICATÓRIA
Dedico esse livreto ao meu avô Sérgio Ulpiano Santos Nogueira Itagiba, grande incentivador de minhas aptidões, amigo e amoroso. Obrigada!

Link para comentários de Tavinho Paes sobre o lançamento e suas relações com o dia 11 de setembro na sua página PHOTOPHOPHOKA:
http://photophophoka.livejournal.com/
Vale a pena!!! Está divertidíssimo!!

Link para fotos de Júlio Pereira.
http://picasaweb.google.com/julioinx/BetinaKoppMAC090911#

Aguardo fotos de Maysa Britto.

OBRIGADA!
NAM MYOHO RENGUE KYO

sábado, 5 de setembro de 2009

Lançamento!!!!!!!

Meu primeiro livreto!
Tavinho Paes violou meu(esse) blog: textos e fotos e diagramou um booklet lindo!!!!!
Espero vocês no lançamento!!!!
Viva a poesia!!

Dor

Cansada, machucada e caindo...
Procuro a cama. O sofá.
Algo que suporte o meu peso. Pesado.
Tem uma energia meio cinza, pintado.
Cores na cinza.
Olhos vermelhos, inchados.
...
...
Faço pose pra você. Quero inverter o poema.
Mudar o rumo.
Agora faço cenas pra você.
Penetramos na energia sexual e primitiva.
Corpos em erupção.
O vulcão não controla suas larvas vermelhas e amarelas...
Escapolem todos os dias...
ou... de tempos em tempos.
(pausa no pensamento)
Dor!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

a morte do blog

Meu blog está morto.
Renascerá quando sairem palavras de mim...

A morte dele gerou um booklet.
Meu amigo Tavinho Paes violou o conteúdo desse aqui e diagramou um livreto lindo!
Furtou os textos e as fotos.
E colocou o nome de : "Corpinturada"
a maioria das fotos é da minha performance com a Mel que tem o nome de Corpinturadas, por isso o nome, sacou?

No momento, mais nada sai de mim.
.......

Estou vivendo sem tempos mortos e por isso esperarei esse blog renascer revigorado para então dedicar qualquer segundo de mim para ele.
Ele renascerá .... como a flor que volta a brotar.
É necessário morrer para poder nascer.
E essa escrita já é um sinal de vida.... depois de tantos dias de silêncio.

Em breve vou postar o convite do lançamento do meu livreto.
Será dia 11 de setembro... isso mesmo! dia do atentado as torres gêmeas.
EU VOU PROVOCAR UM ATENTADO POÉTICO no bistrô do MAC em Nitrói, minha terrinha natal.
a partir de 20h e estão todos convidados.

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
Hasta la vista, baby!!!!!!!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A porta aberta

A porta aberta - Peter Brook
capítulo: As artimanhas do tédio - trecho retirado da página 18.

Um corpo destreinado é como um instrumento musical desafinado, em cuja caixa de ressonância há uma barulheira confusa e dissonante de ruídos inúteis, impedindo a audição da verdadeira melodia. Quando o instrumento do ator, seu corpo, é afinado pelos exercícios, desaparecem as tensões e os hábitos desnecessários. Ele fica pronto para abrir-se às ilimitadas possibilidades do vazio. Mas há um preço a pagar: diante desse vazio desconhecido surge, naturalmente, o medo. Até mesmo um ator de larga experiência, sempre que vai retomar seu trabalho, quando se vê na borda do tapete sente esse medo voltar - medo do vazio dentro de si mesmo e do vazio no espaço. Imediatamente, ele trata de preencher o vazio para livrar-se do medo, tentando achar alguma coisa para dizer ou fazer. Sentar-se imóvel ou ficar quieto requer muita coragem. A maioria das nossas manifestações exageradas ou desnecessárias provêm do pavor de não estarmos realmente presentes se não avisarmos o tempo todo, de qualquer jeito, que de fato existimos. Isso já é um grande problema no dia-a-dia, em que pessoas nervosas e descontroladas podem nos infernizar a vida; mas no teatro, onde todas as energias devem convergir para o mesmo fim, a capacidade de reconhecer que se pode estar totalmente "presente", embora aparentemente sem "fazer" nada, é fundamental. É importante que todos os atores reconheçam e identifiquem tais obstáculos, que neste caso são naturais e legítimos. Se perguntamos a um ator japonês sobre meu modo de atuar, ele admitirá que já enfretou e superou essa barreira. Quando atua bem, não é porque elaborou previamente uma composição mental, mas sim porque criou um vazio livre de pânico dentro de si.

Peter Brook

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Iyengar Yoga

Como diria B.K.S Iyengar, “quando esses corpos ou invólucros estão fora de alinhamento ou entram em conflito uns com os outros, inevitavelmente deparamos com a alienação e a fragmentação que tanto afligem nosso mundo. Quando, por outro lado, conseguimos alinhar os vários invólucros do corpo e harmonizá-los, desaparece a fragmentação, alcançamos a integração e a unidade se instala” (B.K.S Iyengar – Luz na Vida).

“Você não precisa viajar à um lugar remoto para buscar a liberdade; ela habita seu corpo, seu coração, sua mente, sua Alma. A emancipação iluminada, a liberdade, a pura e imaculada felicidade, estão à sua espera, mas você precisa escolher embarcar na jornada interior para descobrí-las” (B.K.S Iyengar – Luz na Vida).

sábado, 18 de julho de 2009

...em pedaços...

Frágil como um lírio que cai...
Fraca como um galho seco...
Preciso de água!
E de muitas reticências...
Nada de interrogações e pragas.
...
...
...
Vagina sugando ar
buscando encontrar
a conexão do cérebro com o corpo.
Retina brilhando
escapulindo uma cachoeira de emoções.

Pingos e pedaços de mim escorrem
o rio de minhas emoções.

Choro a saudade do meu avô.
Fico carente, falta um pedaço de gente em mim
pedaço que caiu na rua de paralelepípedo
com bicicleta caloi azul de cestinha e sem rodinha.
pedaço de joelho ralado.
pedaço de neta.
pedaço despedaçado
peças embaralhadas na canastra real.
Falta o Rei.
Meu quebra-cabeça está incompleto,
perdi peças em Itaipu, em Itacoatiara,
em Icarai na Rua Álvares de Azevedo, número 89 apto 801
em Búzios, em Poços de Caldas....
Pedaço de pétala,
mal-me-quer, bem-me-quer,
mal-me-quer, bem-me-quer...
BEM-ME-QUER!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fotos FLIP

Coletivo Poesia Maloquerista no Lado B

Foto: Juliana Hollanda

Casa do Jornal do Brasil

Foto: Juliana Hollanda

Casa do Jornal do Brasil

Foto: Julio Pereira

Sarau do Príncipe

Foto: Julio Pereira

Querido blog

Querido blog,
Eu gosto muito de vc!
Vc me ajuda a colocar coisas para fora...
e principalmente organiza o arquivo da minha cabeça.
Eu não tenho obrigação nenhuma com vc, venho aqui quando quero.
E tb não tenho pessoas chatas bisbilhotando vc e por isso não tenho problemas com comentários.
Vc é tranquilo e funicona muito bem.
Ainda não consigo colocar vídeos em vc direito, mas tenho certeza que vamos vencer juntos essa barreira.
Agora escrevo por saudade de vc e por me achar na obrigação de te dar um 'valorzinho', ou seja colocar coisas em vc. Alimentar vc. Oferecer variadas letrinhas e imagens coloridas. Deixar vc bem bonitinho para eu te olhar e me ver.
Vou atualizar vc...

Eu fui para FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty
O centro histórico é muito lindo e durante a festa respira palavras... é tão bonito, tão animado... tantas coisas acontecem ao mesmo tempo... a praça fica linda enfeitada para as crianças... e livros pendurados nas árvores.
O homenageado da Festa foi Manuel Bandeira. Vou te contar algumas coisas que aconteceram na programação OFF Flip....

Na Casa do Jornal do Brasil durante o lançamento do livro "Alumbramentos e perplexidades -vivências banderianas" do pernambucano Edson Nery da Fonseca fizemos uma performance poética com poemas do Manuel Bandeira, eu, Beatriz Provasi e Lucas Castelo Branco. Falamos: POÉTICA, NOVA POÉTICA, DESENCANTO, MINHA GRANDE TERNURA, POEMA TIRADO DE UMA NOTÍCIA DE JORNAL, TRAGÉDIA BRASILEIRA, VULGÍVAGA, TEREZA, A ARTE DE AMAR, PORQUINHO DA ÍNDIA, O BICHO E PASÁRGADA.
Foi muito bonito!!!

DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira - Teresópolis, 1912 'A cinza das horas'

A poesia vibrou tb no tradicional Sarau do Príncipe... João Luiz de Souza iniciou com Jorge Luis Borges:
"Creio que a poesia é algo tão íntimo, algo tão essencial, que não pode ser definido sem se diluir. Seria como tentar definir a cor amarela, o amor, a queda das folhas no outono...Eu não sei como podemos definir as coisas essenciais. Penso que a única definição possível seria a de Platão, precisamente porque não é definição, senão porque é um fato poético. Quando ele fala da poesia, diz: Essa coisa leve, alada e sagrada". Isso, eu acredito, pode definir, de certa forma, a poesia, já que não a define de um modo rígido, senão que oferece à imaginação essa imagem de um anjo ou de um pássaro".
De Conversaciones con Borges, Roberto alifano, 1984.

E seguiu...
No dia 06 de julho saiu na coluna GENTE BOA de Joaquim Ferreira dos Santos integrante do Segundo Caderno do jornal 'O Globo':

". Num casarão à beira-mar, aconteceu o encontro organizado pelo pessoal do Corujão da Poesia à meia-noite de sábado. "Viva a Lua!", saudava a atriz Betina Kopp, antes de o povo começar a uivar literalmente, para o céu.
. Tochas e castiçais - num deles, o poeta Tavinho Paes acendia seus cigarros - delimitavam o palco. "Toda vez que a gente está num círculo de fogo as salamandras riscam o chão com um punhal de faca", disse Tavinho abrindo a roda de poesia.
. "Se os poetas não existissem, as musas não existiriam - poesia é um lady", recitava Betina, passando as mãos pelo corpo.
. A escritora Leila Lobo preferiu "Evocação ao Recife", de Manuel Bandeira. "Bravo, muito bem!", aplaudiu a secretária de Cultura Adriana Rattes.
. Beatriz Provasi fez pupurri poético com músicas de Chico Buarque, como "Geni" e "A banda".
. Um diálogo entre Mario de Andrade e Macunaíma, dito e interpretado por Mano Melo, arrancou gargalhadas. "Exijo modificações no último ato - por que tanto carrapato pra me sugar pelo mato?, indagava o Macunaíma de Mano.
. Vestida num longo branco, com cauda e livros costurados, a atriz Patricia Carvalho de Oliveira falava sobre relação enquanto o namorado filmava para um documentário sobre o amor."

O bar 'lado B' bombou mais uma vez... rolou "Arte em Andamento" do pessoal do Rio e o Coletivo Poesia Maloquerista de São Paulo, que inovaram com um super time de músicos e microfone liberado durante as músicas... poesia e dança rolaram soltas...

Pronto.
Agora vc já sabe de mais algumas coisas.
Seguimos.

Boa noite!
beijos da sua
BB

sexta-feira, 19 de junho de 2009

mente X corpo

Cheguei.
Desci do salto alto...
Uau! Fiquei mais embaixo.
São sintomas do cotidiano...
Personagens que criamos.
E tornam-se supérfulos...
O que há de mais intenso,
profundo
('bem pra lá do fim do mundo')
é pequeno.
pequeno menino
proteção é tudo.
Uau! A gravidade nos assusta.
E o calor na Terra aumenta.
Aumenta e fica quente.
E a quentura... lembra fogueira, joana d'arc...
loucuras antepassadas.
Tudo que sou
e tendo dividir.
Poucos, repito: poucos
Compreendem.
Eu mesma,
não compreendo.
Quem compreende ser preto
e querer virar branco{{{{{{{{{{
É louco esse nosso mundo
de querer revirar e investigar além do penetrável...
o corpo que mente o cérebro.
Nessa loucura possível
penetro nas cavernas,
não tenho medo dos morcegos...
eles sempre participaram
das árvores
no escuro da noite.
Sentimentos revelados como fotografia que precisa do escuro para se revelar.
Possíveis loucuras de um cérebro louco e chapado,
produtivo,
encantador,
ENlouquecedor....
Well... welll....
Poesia.
Poesia pra mim
é o que há de mais belo
até na feiúra.
O feio é bonito com poesia.
Poesia é o sol, um sorriso.
E também um poema.
Poesia é maior que literatura,
maior que rima e métrica.
É falada sim.
E ENcantada sim!
Poesia é mais do que um mero intelectual possa prever.
E além do perecível.
repito:
'é bem pra lá do fim do mundo'

Algo nos chama para o chão.
E nele, fico mais louca ainda.
Louca.
Louquérrima...
O chão é o mais natural do que posso ser.
Nele encontro-me
em qualquer circunstância ou situação.

Escrevo palavras
como uma análise
e isso acaba de me parecer um tanto chato!
CHATO! Previsível demais!
Gente muito reta
que não permite a curva
Saca torção{{{{
O corpo precisa.
Precisa mesmo
Mais do que o cérebro.
Movimentos de curva na coluna.
Precisa estar ereta sim!
Mas maleável, porque o mundo...
O mundo é redondo
e por isso cheio de curvas.

Sou dúbia.
Escrevo para mim mesma
como se escrevesse para alguém.
E no fundo
('bem pra lá do fim do mundo')
sei que escrevo.
Minha alma que não me pertence.
Escrevo para um outro eu
que também é meu.

Quando eu morrer...
Ossos e músculos serão traçados,
os órgãos reaproveitados...
E minh'alma vagará...
Será{{{{

...

Agora botei o pijama
azul
da cor do céu.
Estou cada vez mais confortável.
Como um amaciante na roupa.

Como uma língua de gato.
Como de comer.
Chocolate.
Gato branco.

Sim, sou louca.
Prefiro o desconforto do cérebro.
É mais gostoso sentir o corpo do que a pseudo-mente.
esteriótipo do seu próprio personagem.

Não assistes a máscara que vc próprio carrega{{{{
Máscara de ferro humano.
Porções que nunca serão identificadas pelos neurônios da tal ciência...

Eu bem sei,
estou salvando agora
tudo que está acontecendo nesse minuto,
tudo estará registrado para o juízo final.

Tu torna-te eternamente responsável
por aquilo que tu cativas.

E ai, nesse momento sua consciência
grita.
Porque suspeita que sabes a verdade.

Verdade de viver...
Viver é sentir...
Eu amo você!
Não é pensar,
porque pensar é programado
e sentir não é,
nem matrix alcança.

Eu amo você vida!
Vida que me permite respirar
Alma que me permite amar

O que pode haver de melhor além disso{{{{
Nada é melhor do que o pulso do coração que bate independente da mente,
do pensamente,
da vontade.
Do sonho
ou da realidade.
Esse tumtitum do coração
é o que há de melhor.

Boa noite, corpo!
Vou descansar das palavras
e viver a poesia dos sonhos
do corpo que continuarei respirando
sentindo.

Minha cabeça,
meus músculos,
meu tórax,
minhas articulações
dizem:
mente, durma!
e deixe seu corpo descansar nos lençóis do incognoscível...

...
...
...

ps- obs- sem pontuações da gramática correta por simples e puro abuso do corpo sobre a mente.
justificativa- ok{{{{{{{{{{
Oh, yes!
Oh, no!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Voluntários da Pátria em Niterói

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE................

Estou muito feliz!!
Vamos ter uma apresentação do grupo Voluntários da Pátria na minha terrinha Niterói.
É o começo de um projeto para atender os alunos do Ensino Fundamental das Escolas Municipais.
Será no Espaço Cultural Antonio Callado, que acabou de ser inaugurado, amanhã, dia 18, 14h...

Esse espaço é o antigo abrigo dos bondes, onde funcionava o Detran e agora tem o mercado Guanabara. Na Rua Marques de Paraná, 100.

Realização da Fundação de Artes de Niterói.
Obrigada Marcos Sabino e Chico Aguiar.

E obrigada ao apoio cultural da UNIVERSO.

Seguiremos com esse lindo projeto.

VIVA!!!!! VIVA A ARTE!!!! VIVA NITERÓI!!!!!

4 cantos

Tenho 4 cantos,
4 escovas de dente,
um corpo
e uma obsessão:
Encontrar um papel na toca que menos frequento.
O que resta?
O guardanapo
e o desejo.
Tesão por palavras
e o vazio delas.
Tenho o mundo inteiro como matéria.
Mas não passo de um corpo sensorial
sensível além da ciência.
Alma impenetrável e única.
Distante de mim mesma.
Além dos meus poderosos pensamentos.
Tenho 4 casas,
4 abrigos
e uma vida para respirar e sonhar...

Toca Rauuuuul



Eu e Kika Seixas falando Mata Virgem

sexta-feira, 5 de junho de 2009

VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA na ARAKA

O domador de sonhos

“Sou um domador de sonhos. Sou o guardião de uma loucura mansa, um profeta sem seguidores. Sou um revoltado contra as ditaduras que cultivam a tortura e que afogam todas as liberdades do mundo. Sou livre porque não temo arriscar a vida. Sou um palhaço que zomba das próprias desventuras. Sou herói de todas as guerras, e há muito que me sinto incapacitado para a paz que não conquistei. Sou um contemporâneo, um contemporâneo de todos vocês, um contemporâneo de um tempo difícil que serve de pasto para servidões, que só serão vencidas com o poder do sonho, lutando gritando alto que a liberdade que temos em nós é maior do que qualquer aparato de força dos tiranos. Sou um rebelado”.


Maximiano Campos
www.imcbr.org.br

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Viva Raul!!!!!

Hoje é o lançamento do audiolivro 'O baú do Raul'. Tico Sta Cruz na voz de Raul e os integrantes do grupo Voluntários da Pátria (incluindo eu) fazemos as outras vozes. Tavinho é o narrador e nós lemos depoimentos, músicas em forma de texto e por ai vai..... Viva Raul Seixas!!!!
Kika e Vivi Seixas tb participam.
E hoje no lançamento vamos fazer um pocket show.
Até lá.....




MATA VIRGEM

Você é um pé de planta
Que só dá no interior
No interior da mata
Coração do meu amor
Você é roubar manga
Com os moleques no quintal
É manga rosa, espada
Guardiã no matagal
Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor
Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor
Úmida de orvalho
Que o sol não enxugou
Você é mata virgem
Pela qual ninguém passou
É capinzal noturno
Escuro e denso protetor
De um lago leve e morno
Teu oásis seu amor
Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor
Qual flor de uma estação
Botão fechado eu sou
Se amadurecendo
Pra se abrir pro meu amor
Úmida de orvalho
Que o sol não enxugou
Você é mata virgem
Pela qual ninguém passou
É capinzal noturno
Escuro e denso protetor
De um lago leve e morno
Teu oásis seu amor

segunda-feira, 1 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Parangolé

Manifestação PRÓ - HELIO OITICICA
Rio de Janeiro, 23 de maio de 2009
Em frente ao Centro Cultural Helio Oiticica

Eu e minha 'pintora' Melina Tofanello com nosso Parangolé Pintado.




quarta-feira, 27 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

dentro

Esse encontro comigo
está na respiração
na posição do meu corpo
e da minha mente em paz.

Esse tremendo pensamento
ocupa espaços terrivelmente dominados
pelo que eu nem sei o que...

Estou nessa onda de querer evoluir.

Sinto medos que não sentia.
Medo de tantas coisas...
Medo de doença, de tragédia, da morte, do erro, do fracasso...
E por ai vai...

Catuca lá dentro pra vc ver...
Sai cada coisa...
Coisas que vc já enfiou lá dentro há tanto tempo
que achava que tinha esquecido.

Sabe essa criança que precisa crescer?
Ela está chorando.
Chorando por temer o futuro que te espera.
Temendo a falta de amor.
Ser desabrigado é muito ruim.
Não tem teto, nem chão pra se agarrar.

Para encontrar a terra certa para germinar
é preciso uma compreensão muito grande da sua semente.
Estou sensível como um lírio
qualquer vento me derruba do galho.

dentro e fora

Estou cada vez mais para dentro
revendo minha alma e minha consciência.
Meus passos e direções.
Caminhos sem volta.

Sonho com minhas inquietações,
angustiada com as minhas cobranças.

Não quero conversar muito.
Não quero sair muito.
Não quero mais ir para lugares que na verdade não me dizem muita coisa
e geram em mim uma ansiedade poética tremenda.
Nesses lugares sinto-me constantemente cobrada
e meu desejo de fazer o melhor escapole de minhas mãos
gerando minha eterna fase oral de querer tudo com a boca.
Cigarros, bebidas e comidas...
E bota a boca em movimento, não consegue ficar parada e sentir de verdade o momento.

Minha vitrine está cansada de aparecer.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Marco Polo e a Princesa Azul

(8)
A ODALISCA
A Carolina Yolen

Meus pés têm guizos
que movem meus passos.
Danço para ti
sobre o tapete
entre almofadas de Damasco.
Tiro os véus de seda dourada
e vou-me despindo ao ritmo
de tambores e gaitas
e teu olho me percorre
a extensão da pele,
me atiça, me acende
e me movo mais
para fazer dançar
tuas pupilas,
as sobrancelhas alteadas,
a boca semi-aberta,
teus dentes úmidos
se deleitando
com os bicos dos meus seios.
Como será teu beijo?
À distância,
amo teus lábios
que me beijam.

Ipanema, 16/08/2001 – 4h30
Thereza Christina Rocque da Motta
www.marcopoloeaprincesaazul.blogspot.com

Quero. Depois falo...

Quero falar palavras feias, quem sabe palavrões dos mais cabeludos.
Não estou cabendo em mim.
A costela esquerda está para fora,
o ombro esquerdo está mais alto,
dois nódulos eternos em cima das escápulas
a boca está meio torta, querendo abrir.
a mordida está aberta.

Estou buscando caminhos de ajustar minhas entranhas nessa minha capa.
O recheio está escapulindo, transbordando...
E eu de um lado para o outro,
fumando e tentando engulir cada líquido que me escorre.
Escorrego com os pés numa linha torta, meus joelhos bambos.
Posso cair a qualquer momento.
Segura o eixo.
Contrai o perinio.
Costelas para dentro.
Respiração na barriga.

Mais um dia passou,
mais 24h de luta comigo.
Minha alma brigando para sair.
Mas ainda controlo.
Coloco os pés no chão.
Respiro com os olhos.
Vejo, sinto e depois falo.
Depois falo...

terça-feira, 19 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Bonequinha de Pano




Figurino: Gabriela Vidigal

persona

Minha confusa cabeça
bombeia sentimentos e palavras
no solo fértil do Rio de Janeiro
onde a OPERAÇÃO LEI SECA não perdoa ninguém.
Meu desejo de tomar coca-cola
aumenta a cada instante.
Compulsões de vontades.
E simultanemante: a repulsa.
Fadiga de repetições.
AS mesmas cenas.
Enjôo dessa personagem.
Novas caretas brotam no meu rosto,
na minha cara de cavala,
égua saltitante
que deseja ir para frente
e conhecer novas máscaras.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

(sem título)

Certos momentos pálidos
Pitadas de tédio
Inação do cérebro
Cinzas de cigarro
Janelas de concreto
Cruz no cemitério
e Cristo na cruz.

barulhos

Pessoas enlouquecem
Carros passam
Tiros fazem barulhos no ar
O Cristo observa tudo de vários ângulos
Quando você se toca,
lá está ele, de lado,
na frente,
ou atrás.
Ah! uma buzina chata acaba de soar insistente, chata!
São 1:53
Meu celular também foi um barulho chato hoje.
Ricardo Maia ligou 23 vezes. Atendi 8.
Já fui chamada de Madre Tereza de Calcutá...
Sofro de piedade excessiva
Mas também sei conduzir um chicote muito bem.

Lembranças

Lembrei-me de você agora.
Sabe por que?
Porque coloquei tudo que preciso ao meu redor.
Os cigarrinhos,
a bebidinha,
a comidinha,
o celular, para não precisar levantar quando ele tocar.
O cinzeiro,
água,
almofadas,
controle remoto...
E a cumplicidade da nossa amizade.
Silêncios sinceros
E longas conversas cerebrais, psicológicas.
Você, minha pequena e grande amiga.
Meu chaveirinho de bolso,
fácil de carregar para qualquer lugar.
Ser adaptável, carinhoso.
Abre muitas fechaduras.
Mas sabe onde guarda bem trancado muitos tesouros.
Sinto saudade.
Saudade do seu cheiro e do seu abraço.
Só. Nada mais.
Meu amor é livre
e sem cobranças.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

TITO




Tito
é o sol!
Brilha
mesmo com nuvens.
Seu sangue é verde
seus olhos também.
É o protetor da natureza.
É leão quando fica bravo
e golfinho quando desliza sobre as ondas.
É mutante
e transita livremente pelos ambientes
noite ou dia.
Gosta da farra da lua cheia.
Mas como está na busca da iluminação
prefere ser o sol e brilhar...

vontade que dá e não passa

Perdi muito tempo
esperando a caneta e o papel.
Agora que tenho a faca e o queijo na mão,
não sei como cortar pedaços certeiros.
Tudo que pensei escrever durante o caminho...
passou! Como tudo passa...
Tudo sempre passará.
(A vida vem em ondas)
O mar de ressaca sacode a cabeça de qualquer um.
Você é minha ressaca no estado bruto.
Porque no dia seguinte
Agradeço por não ter seguido adiante.
Mas no momento exato da bebedeira, chamei por ti.
Quer saber a verdade?
Eu sempre te chamo.
Meu corpo pede você.
Um dia irei permitir o convite.
Deixarei fluir as asas da imaginação...
E sonho estar com você.
Minhas entranhas querem
conhecer o seu recheio.
E nesse momento, assumo, quero você.
ESSE querer contraditório
que já gerou tantos conflitos...
ESSE desejo interrompido.
(Percebo agora o meu prazer pela palavra ESSE.)
ESSE negócio.
ESSE pulso de vida.
ESSE isso, que não sei explicar.
Apenas sinto, como sempre...
E continuo no caminho da verdade existencial.
Um dia... Um dia...
Ainda vou te encontrar...
Beijar!

sábado, 4 de abril de 2009

Livros

Livros passam de mão em mão.
São doações.
Montagens de Bibliotecas.
Livros estão no centro das atenções
e pregam para que eles virem praga, uma peste.
Colocam livros em comunidades, orfanatos, delegacias...
E hoje livros são entregues ao Fórum.
Livros para ocupar o tempo ocioso dos presos que aguardam julgamento.
Livros para alimentar a mente e a alma.
Livros para instruir.
Eu estou contaminada por essa peste livro
e quero ocupar todos os espaços vazios com eles.
Faço parte desse Movimento de espalhar
esse nosso vírus-sentimento.
E cuidado!
Você poderá ver livros em todos os cantos,
até na sala de espera de seus médicos.
E quem sabe até o cabelereiro vire um ninho infestado de livros.
Livros contaminando pessoas, sem distinções.
Todos iguais quando tornam-se portadores do vírus-livro.
Eu estou vendo... Isso está acontecendo.
Eu vi presos dentro de uma carceragem falando poesia.
Eu vi livros passando.
Eu estou vendo livros!
E agora paro de ver para ler.
Livros, principalmente, para serem lidos.


Para João Luís de Souza.
Movimento Corujão da Poesia.

noite-dia 3

Eu não tenho a intenção que você tem de criar polêmicas.
Eu crio o ambiente.
Eu sou a clara da neve.
Eu não sou a predileta, sou honesta.
Sou um vestido de bolinhas
e solto bolinhas de sabão.
Eu escrevo sobre eu e você.
Você é o Universo envolta de mim.
Você é o vigia da rua.
Ronda as ruas próximas.
Aproxima os anjos.
Labirintos.
Caça ao tesouro.
Pote de ouro no final do arco-íris.
Multicolorido.
Chove. Mas faz sol.
O céu é a imensidão da vida.
o céu engole Marte e Saturno.
Espaço infinito.
O homem não mede as proporções infinitas,
apenas sente e tenta decifrar.
Decifrar códigos pré-históricos.
Dinossauros deixaram pegadas em mim.
Dragões cederam o fogo.
Adão ofereceu o pecado da maça.
O proibido é gostoso, tem sabor de pecado.
O pH neutro está na base da verdade.
Nem no Céu, nem na Terra.
No peito, no coração, no centro.
Na raiz de onde pulsa o coração,
naquele ponto, lugar específico,
onde a vida corre como o rio, natural, na justa medida do tempo.
Justa natureza das coisas que proporciona a felicidade do aqui e agora.
Nesses momentos, eu vejo o céu e as possibilidades da mãe Natureza.
Eu vejo, sinto e sou feliz.
Estou inteira!

noite-dia 2

Essa falta;
move a necessidade do papel.
Esse amanhecer interrompido;
chama por algo além da noite.
Além do perecível.
Alimentos da terra.
A cenoura que tanto amo.
Leguminosas terrestres elevam.
O chão é o caminho do céu.
O chão do céu são as nuvens.
A neblina que enconbre a serra.
Serra dos órgãos.
Múltiplos órgãos sustentam a existência carnal.
Viver nada mais é do que respirar.
A possibilidade de inalar e absorver.
Religiosidades.
Fio terra.
Conexão do Céu e do Inferno.
Dois lados da mesma moeda.
Eu: Cara ou Coroa?
Cara: E dou! Dou minha cara a tapa!
Coroa: Máscaras, cobertores da cara que você carrega!
Cobertas... É bom cobrir o corpo para poder dormir.
Sentir o peso de uma coberta,
o aconchego de uma cabana.
E dormir! Dormir no ninho.
Proteção da camada de ozônio.
Reciclagem de pensamentos.
Reta final.
É agora ou nunca.

noite-dia1

Passagens de tempo.
Você sou eu.
Somos reflexos.
O tamanho da sua sombra
é o tamanho da sua luz!
Você esteve aqui.
Todos os lados vejo montanhas
e vejo você.
Naquele meu buraco
no interior da natureza
eu via montanhas por todos os lados...
E te digo, aqui, continuo vendo.
Vejo montanhas, estou cercada por elas.
Mas aqui, agora, tem concreto, tem cemitério e tem o Cristo mais perto.
Estou no suvaco do Cristo.
Suvaco de concreto cinza e cheiroso.
Na verdade, o sem cheiro ideal do povilho antisséptico Granado.
Poderia continuar...
Mas... Mas... Esgotou.
O dia amanhece... Eu... amanheço.
A noite continua em mim.
E o papael acaba, a música do Ipod parou.
Não estou na boate,
estou em casa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Egoísta

Eu sou tão boa sozinha,
sou fluido
sou ballet.
O corpo leve, dopado pela erva.
A natureza que contemplo
traz movimentos pré-históricos
nascidos em mim há tempos e tempos.
Na raiz do meu povo
que traz o suor guerreiro
aprisionado no navio negreiro.
Eu faço o que quero
entendo meus passos
contemplo meus atos.

quinta-feira, 19 de março de 2009

dia da poesia

o dia da poesia passou... e eu nada escrevi...
o meu blog está sempre atrasado...
e minha cabeça não produz poemas como quem lava o rosto..
nada cotidiano.
cotidiano é o meu pensamento que a todo tempo vê poesia.
minha respiração medita na poesia do dia-a-dia
poesia mudou meus dias.
a poesia da vida!
o que é a poesia{``#!@

poesia é pura magia!
sou eu, é você.... e tudo que pulsa.

sinto-me viva quando falo P-O-E-S-I-A!!!

Viva!!!!

Corpinturadas

Betina Kopp e Melina Tofanello
Corpo-tela em movimento de poesia-tinta

ARAKA no 00




E depois... no Corujão da Poesia na Livraria Letras & Expressões...


Fotos de Julio Pereira

sexta-feira, 13 de março de 2009

ARAKA



Betina Kopp e Melina Tofanello na performance CORPINTURADAS
ARAKA no 00 dia 17/03

Daqui ninguém sai vivo

A melancólica culpa da vida invade meus momentos solitários.
Minh'alma emociona-se facilmente.
Cada grão de farinha torna-se um bolo.
O apego ao amor, ainda não sei dosá-lo.
Sofro com minhas amadas relíquias sentimentais.
A base sólida de minha família puxa-me para o chão.
Penso no amor e choro.
A transitoriedade da vida me engole...
E sofro a dor das perdas.
Os castelos de areia sumiram com o vento do tempo que passou.
Novos castelos já foram costruidos.
O sol brilha, como sempre brilhou.
As montanhas permanecem intactas.
E o que sobra é a minha alma, o baú de tesouro sentimental das relíquias da minha vida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

borboleta



BORBOLETA É CONCHA QUE ABRE.

Disse Clarice:
"Eu vou te dar de presente uma coisa, é assim: borboleta é pétala que voa."

O amor é uma onda

Qual é a única onda que o homem domina?
O racional age no amor.
O cérebro tenta comandá-lo.
Sargento dos soldados-sentimentos que não respeitam suas ordens.
Os soldados têm vontade própria, voluntária.

O mar é revolto, forte, com muitas ondas. Está de ressaca.
O mar é calmo, suave, sem ondas. Está uma lagoa.

E o amor navega com o auxílio da canoa-cérebro. Com ou sem bússola, ele vai...
Coragem! Permita a ação do músculo coração.
Encare de frente o que é real.
O que você sente?
...

Golpe

Agora eu estou aqui
cheia de raiva
e nada posso fazer.
Tento ser forte
ainda não chorei
e quero disfarçar
para saber até que ponto
ele pode chegar.
Trair a confiança é foda!
Decepção;
Laços desfeitos.
Relacionamento frágil
Amor de camelô.
E o meu coração?
E os meus sentimentos?
Vai continuar fingindo?
Aliás, não sei se vc está fingindo...
Porque, afinal de contas,
disse que não sente saudade.
E ai, vc foi sincero.
E isso dói em mim.
A vida é um sonho
E eu quero dormir agora
mas não sou capaz.
Esse sentimento está corroendo minha mente.
Agora as lágrimas cairam...
um pequeno alívo!
ou a entrada para o desespero.
NÃO!
Não vou enlouquecer com isso.
Sei do meu valor.
E seguirei, com dor,
mas firme e forte na caminhada..
E quem sabe a gente se esbarra na estrada?!
Boa sorte!

Receba

Sinto meu corpo pulsar em todas as partes, como um gozo, meu coração bate por todo o corpo. É uma contração, um pulso de vida.
E sinto-me inteira bombeando o sangue que transita livremente em mim.
Eu te ofereço meu recheio,
te ofereço o fogo que me queima.
te ofereço minha baba.
Receba como um amor das profundezas e sinta meu gosto, a temperatura do meu corpo, a densidade do meu líquido...
A baba que escapuliu da minha boca, quando ela estava muito aberta e eu não podia fechar...
A baba que saiu como um sinal de vida que não para, que transborda e deixa rastros passageiros.
Engula minha baba, porque exposta ao tempo, ela seca e evapora.

Desejo

Um desejo de trocar invade meu corpo.
Dizer SIM, agora é minha prioridade.
Por que não?
Eu digo SIM.
Sim para os meus impulsos, Sim para o meu coração, Sim para a vida.
E nenhum pensamento negativo penetra minha mente.
O caminho está claro, acontece o que tem que ser, encontros oportunos, pessoas que potencializam.
Estou conectada com o Universo que conspira a meu favor.
OBRIGADA, ANJO DA GUARDA!

Vovô

Penso em você dia e noite.
Nos meus sonhos você sempre aparece
E eu mato a saudade de ouvir sua voz
que permanece ecoando quando eu acordo.
Sinto muita saudade, meu peito dói e meu coração aperta.
Sinto que falta um pedaço de mim,
mesmo sabendo que você estará dentro de mim para sempre.
Sinto falta do seu amor, das suas palavras sempre tão carinhosas,
Dos seus gestos gentis e da sua sabedoria.
Ainda não aprendi a viver sem você.
Sinto-me desprotegida.
Ainda não aprendi a assimilar sua ausência como diz Drummond.
Eu sei, sei que o tempo vai diminuir essa dor.
Eu sei, sei que morrer é a lei davida.
Mas ainda não sei conviver com a morte.
E agora, sem você, sentindo o que sinto,
tenho medo de perder mais pessoas.
Um medo que eu não quero ter,
Sou uma moçinha corajosa e agora falo para mim o que falei para você, quando sentiu medo de sair na rua e passar mal.
“Não. Não pode ter medo, vô!”

Para o meu avô Sérgio Ulpiano Santos Nogueira Itagiba

Pressão

Escrevo agora por pressão do meu coração que dói.
A felicidade confunde meu psicológico. Não preciso de companhias, necessito de verdade.
Sinto que me usam e me abusam... E eu aproveito e me alegro. Mas não quero mais meias verdades.
Quero a felicidade suprema.
Encontrarei em meu corpo o caminho iluminado das veias que chegam ao coração.
Só o amor verdadeiro tem valor.
Abre teu coração e escuta o que ele fala. E depois, parte para ação! Vá! Vá! Eu deixo você ir em busca da sua verdade e assim você encontrará felicidade.
E eu, mesmo sentindo sua falta, ficarei realizada em te ver de verdade.

Moreré



Moreré: Chega-se de barco ou de trator.
Quem chega por terra avista uma pequena Igreja e uma escolinha com desenhos.
Quatro crianças brincam de bater uma nas outras, estão sujas (aqui é só areia e terra).
Duas estão com o uniforme da escola, embora seja janeiro e não tenha aula.
São três meninas maiores e um menino menor. Elas brincam de bater nele.
Eles sabem fazer vários movimentos de Capoeira. São alegres e sorriem. Tiram foto comigo e ficam felizes de ver suas imagens na máquina digital.
Seguindo a rua principal temos casinhas de pescador, pousadinhas e pequenos restaurantes. O fim da pequena rua principal é o mar. Na frente do mar, tem um mercadinho com um escudo do time São Paulo, onde os nativos bebem muita cerveja.
O mar é lindo, tem barquinhos e recifes de coral. Pela manhã a maré está alta e cobre árvores e os paus improvisados que formam o gol do futebol que acontece no fim de dia, quando a maré está baixa e revela os recifes e os barcos atracados na areia.
O mar encontra com o rio e fica uma água marrom que com o sol brilha. É um bronze brilhoso.
Aqui tem rio, mar, mangue, recifes, árvores, muitos pássaros.....

Eu e Tito estamos numa cabana. Cabana Cipó no meio do mato.
Fomos recebidos pelo casal “Sete” e Mirtês.
A cabana é rústica e aconchegante.
Temos um chuveiro externo e um banheiro fechado com vaso sanitário, espelho e até chuveirinho para limpar o bumbum.
A cozinha é fofa. Nossa geladeira é um isopor com gelo.
Temos mesa de madeira com bancos, rede e espreguiçadeira.
Nosso quarto fica no segundo andar. Temos ventilador e um colchão protegido por uma tela amarela para dormir sem insetos. As noites são agradáveis e o mato faz barulhos instigantes. Dormimos por volta de 20h e acordamos 06h. Ficamos mais saudáveis no mato.

Essa cabana traz Liv Ulman para minha cabeça. Antes de vir para cá, estava lendo seu livro “Opções”, onde o contato com a natureza se faz presente de forma sensível e linda.
Como Clarice, ela consegue emocionar descrevendo pequenos detalhes da nossa mãe natureza.
Mulheres sensíveis e fortes. Gosto delas.
Quero ter força no braços e manter meu coração mole.
Não faz parte de mim viver na dureza.
Eu caio, mas levanto.
Choro, mas sorrio.
Endureço, mas mantenho-me sensível.
Sou água, solúvel, vapor, gelo, salgada, doce, quente, fria...
Estou nas fórmulas da natureza! A matemática perfeita da existência.
E deixa o rio correr...
Sigo... com braços fortes, coração doce, mente aberta, espírito conectado e pés descalços...